O CID é a base para registros clínicos, laudos e faturamento. Nosso sistema facilita a busca rápida e precisa do código certo, com sinônimos e filtros médicos atualizados.
Escolher o CID correto evita glosas e retrabalho. Com a nossa ferramenta, você encontra o código ideal em segundos, direto pela descrição clínica — sem abrir PDF ou manual extenso.
Use nosso buscador inteligente para encontrar o CID mais adequado com base no termo clínico, especialidade ou condição do paciente. Tudo validado com a CID-10 da OMS e atualizações nacionais.
CID H43: Transtornos do humor vítreo
H430
Prolapso do humor vítreo
H431
Hemorragia do humor vítreo
H432
Depósitos cristalinos no humor vítreo
H433
Outras opacidades do vítreo
H438
Outros transtornos do humor vítreo
H439
Transtorno não especificado do humor vítreo
Mais informações sobre o tema:
Definição
Os transtornos do corpo vítreo referem-se a um grupo de condições que afetam o corpo vítreo, uma estrutura gelatinosa e transparente que preenche a cavidade posterior do globo ocular, entre o cristalino e a retina. Esses transtornos podem envolver alterações na consistência, liquefação, opacidades, descolamento ou hemorragias no vítreo, impactando a transmissão da luz e a integridade estrutural do olho. A fisiopatologia frequentemente inclui processos degenerativos relacionados ao envelhecimento, como sinérese (liquefação) e formação de opacidades, ou eventos traumáticos e inflamatórios que levam a aderências ou sangramentos. Epidemiologicamente, são comuns em idosos, com o descolamento posterior do vítreo (DPV) sendo uma condição frequente, e podem estar associados a doenças sistêmicas como diabetes ou hipertensão, aumentando o risco de complicações visuais.
Descrição clínica
Os transtornos do corpo vítreo manifestam-se clinicamente por sintomas visuais como moscas volantes (floaters), fotopsias (flashs de luz), embaçamento visual ou perda súbita de visão em casos de hemorragia vítrea significativa. O exame oftalmológico pode revelar opacidades vítreas, descolamento posterior do vítreo com ou sem tração vitreorretiniana, ou sinais de inflamação intraocular. A progressão pode ser assintomática ou levar a complicações como roturas retinianas e descolamento de retina, exigindo monitoramento regular.
Quadro clínico
O quadro clínico varia desde assintomático até sintomas como moscas volantes (pequenas manchas ou linhas no campo visual), fotopsias (percepção de flashes luminosos), embaçamento visual progressivo ou súbito, e em casos graves, perda visual significativa. Sinais incluem opacidades vítreas ao exame de fundo de olho, evidências de descolamento posterior do vítreo, hemorragia vítrea (visível como sombras ou manchas vermelhas), e possíveis achados de tração vitreorretiniana. A apresentação pode ser aguda em hemorragias ou crônica em degenerações.
Complicações possíveis
Descolamento de retina
Separação da retina das camadas subjacentes, frequentemente devido a tração vitreorretiniana, podendo levar à perda visual permanente.
Hemorrhagia vítrea recorrente
Sangramentos repetidos no vítreo, resultando em opacidades persistentes e risco de fibrose.
Edema macular
Inchaço da região central da retina devido a tração ou inflamação, causando baixa acuidade visual.
Fibrose vítrea
Formação de tecido cicatricial no vítreo, levando a trações e distorções retinianas.
Glaucoma neovascular
Complicação rara em casos de isquemia retiniana prolongada, com formação de neovasos no ângulo iridocorneano.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Os transtornos do corpo vítreo são prevalentes, especialmente em idosos, com o descolamento posterior do vítreo ocorrendo em até 70% das pessoas acima de 70 anos. Fatores de risco incluem idade avançada, miopia, trauma ocular, e doenças sistêmicas como diabetes. A incidência de complicações como descolamento de retina é maior em grupos de risco, com variações geográficas baseadas no acesso a cuidados oftalmológicos.
Prognóstico
O prognóstico geralmente é bom para transtornos isolados como descolamento posterior do vítreo sem complicações, com resolução espontânea de sintomas em muitos casos. No entanto, na presença de trações vitreorretinianas, hemorragias significativas ou comorbidades como diabetes, o prognóstico pode ser reservado, com risco de perda visual se não houver intervenção oportuna. A monitorização regular é essencial para prevenir complicações.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica de sintomas visuais característicos e no exame oftalmológico, incluindo oftalmoscopia direta e indireta, biomicroscopia de lâmpada de fenda com lentes de alta dioptria, e ultrassonografia ocular (modo B) para avaliação de opacidades, descolamento vítreo ou complicações retinianas. Critérios incluem a identificação de opacidades vítreas, descolamento posterior do vítreo, hemorragia vítrea ou trações, corroborados por achados de imagem quando necessário.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Descolamento de retina
Condição onde a retina se separa das camadas subjacentes, podendo apresentar sintomas similares como fotopsias e moscas volantes, mas com risco de perda visual irreversível se não tratada.
American Academy of Ophthalmology. Retinal Detachment. 2021.
Uveíte posterior
Inflamação intraocular que pode causar opacidades vítreas e sintomas visuais, mas geralmente associada a dor, hiperemia e achados inflamatórios no exame.
OMS. International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems, 10th Revision. 2016.
Migrânea com aura
Pode simular fotopsias, mas é transitória, bilateral e acompanhada de cefaleia, sem achados oculares estruturais.
International Headache Society. The International Classification of Headache Disorders, 3rd edition. 2018.
Hemorrhagia sub-hialoidea
Sangramento entre o vítreo e a retina, muitas vezes confundido com hemorragia vítrea, mas com localização distinta e implicações prognósticas diferentes.
UpToDate. Vitreous Hemorrhage. 2023.
Degeneração macular relacionada à idade
Pode causar distorções visuais semelhantes a moscas volantes, mas focada na mácula, com achados específicos na retina.
National Eye Institute. Age-Related Macular Degeneration. 2021.
Exames recomendados
Oftalmoscopia
Exame de fundo de olho para visualização direta de opacidades vítreas, descolamento ou hemorragias.
Avaliação inicial de alterações vítreas e retinianas.
Biomicroscopia de lâmpada de fenda
Exame com lentes especiais para detalhamento das estruturas oculares anteriores e vítreo.
Detecção de opacidades, descolamento vítreo e trações vitreorretinianas.
Ultrassonografia ocular (modo B)
Exame de imagem por ultrassom para avaliação do vítreo e retina quando opacidades impedem a visibilidade.
Diagnóstico de descolamento vítreo, hemorragias ou complicações retinianas.
Tomografia de coerência óptica (OCT)
Imagem de alta resolução da retina e interface vitreorretiniana.
Avaliação de trações, edema macular ou roturas retinianas associadas.
Angiofluoresceinografia
Exame contrastado para avaliação vascular retiniana.
Identificação de neovasos ou causas de hemorragia vítrea em casos selecionados.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Manejo adequado de diabetes e hipertensão para reduzir risco de hemorragias vítreas.
Proteção ocular
Uso de óculos de proteção em atividades de risco para prevenir trauma ocular.
Exames oftalmológicos regulares
Especialmente em idosos e míopes, para detecção precoce de alterações vítreas.
Vigilância e notificação
Não há vigilância obrigatória ou notificação compulsória para transtornos do corpo vítreo na maioria dos sistemas de saúde, mas recomenda-se monitoramento em programas de saúde ocular para populações de risco, como diabéticos e idosos, conforme diretrizes de sociedades oftalmológicas.
Aprimore sua prática clínica
Aprenda com especialistas que atuam nos maiores hospitais do país.
Moscas volantes são opacidades no vítreo que projetam sombras na retina, geralmente benignas. Preocupe-se se houver aumento súbito, fotopsias ou perda visual, o que pode indicar rotura retinal, exigindo avaliação oftalmológica urgente.
Geralmente não é perigoso e é comum com o envelhecimento, mas pode levar a trações vitreorretinianas e roturas retinianas em alguns casos, necessitando de monitoramento para prevenir descolamento de retina.
O tratamento inicial inclui repouso e observação, pois pequenas hemorragias podem reabsorver espontaneamente. Em casos persistentes ou com complicações, vitrectomia pode ser indicada para remover o sangue e restaurar a visão.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
Sobre a Sanar: A Sanar é uma das maiores plataformas de educação médica da América Latina...