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CID H33: Descolamentos e defeitos da retina

H330
Descolamento da retina com defeito retiniano
H331
Retinosquise e cistos da retina
H332
Descolamento seroso da retina
H333
Defeitos da retina sem descolamento
H334
Descolamento da retina por tração
H335
Outros descolamentos da retina

Mais informações sobre o tema:

Definição

O descolamento de retina é uma condição oftalmológica grave caracterizada pela separação da retina neurosensorial do epitélio pigmentar da retina, resultando em perda da função visual. Esta separação ocorre devido ao acúmulo de fluido no espaço sub-retiniano, comprometendo a nutrição e a transdução de sinais luminosos. Os defeitos da retina incluem rasgaduras, buracos e descolamentos regmatogênicos, tracionais ou exsudativos, cada um com mecanismos fisiopatológicos distintos. A condição é uma emergência médica devido ao risco de dano irreversível aos fotorreceptores e cegueira se não tratada prontamente. Epidemiologicamente, é mais comum em adultos com miopia alta, história de trauma ocular ou cirurgia prévia de catarata, com incidência anual estimada em 10-18 casos por 100.000 pessoas.

Descrição clínica

O descolamento de retina manifesta-se clinicamente com sintomas como fotopsias (flashs de luz), moscas volantes (floaters) devido a hemorragias vítreas, e perda visual progressiva que pode ser descrita como uma cortina ou sombra escura cobrindo o campo visual. No exame oftalmológico, observa-se retina elevada, opaca e pregueada, com possível descolamento do vítreo posterior. Defeitos como rasgaduras retinianas são frequentemente identificados na periferia da retina, associados a degenerações retinianas periféricas. A acuidade visual pode variar de normal a severamente comprometida, dependendo do envolvimento da mácula.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui início agudo ou subagudo de fotopsias, moscas volantes e perda visual periférica que progride para central se a mácula for envolvida. Os pacientes podem relatar metamorfopsia (distorção de imagens) e escotomas. No exame, a retina aparece cinzenta e elevada, com movimentos ondulatórios. Sinais como hemorragia vítrea, rasgaduras em ferradura ou buracos redondos são comuns. A pressão intraocular pode estar normal ou baixa. A dor geralmente está ausente, a menos que haja complicações como uveíte ou glaucoma neovascular.

Complicações possíveis

Perda visual irreversível

Danos aos fotorreceptores por isquemia prolongada, resultando em cegueira se não tratado rapidamente.

Proliferação vitreorretiniana

Formação de membranas fibrosas que causam tração e redescolamento após cirurgia.

Glaucoma neovascular

Desenvolvimento de novos vasos na íris e ângulo camerular, levando a aumento da pressão intraocular.

Ftalmo simpático

Inflamação granulomatática no olho contralateral após trauma ou cirurgia, rara mas grave.

Atrofia ocular

Redução progressiva do tamanho e função do olho devido a danos crônicos.

Epidemiologia

A incidência anual de descolamento de retina é de aproximadamente 10-18 casos por 100.000 pessoas, com maior prevalência em idosos, indivíduos com miopia alta (risco 10 vezes maior), e após cirurgia de catarata (risco de 1-2%). Homens são ligeiramente mais afetados que mulheres. Fatores de risco incluem trauma ocular, história familiar, e doenças como diabetes e síndromes hereditárias (ex.: síndrome de Stickler). Em países desenvolvidos, a detecção precoce melhorou os outcomes, mas ainda é uma causa significativa de cegueira evitável.

Prognóstico

O prognóstico depende do tipo de descolamento, tempo até o tratamento, e envolvimento macular. No descolamento regmatogênico, a cirurgia precoce (dentro de dias) resulta em taxas de sucesso de reaplicação de 80-90%, com recuperação visual satisfatória se a mácula não for afetada. O envolvimento macular reduz a acuidade visual final. Descolamentos tracionais e exsudativos têm prognóstico variável, influenciado pela doença de base. Complicações como proliferação vitreorretiniana pioram o outcome. Seguimento oftalmológico regular é essencial para monitorar redescolamento ou outras complicações.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.

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