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CID E86: Depleção de volume

E86
Depleção de volume

Mais informações sobre o tema:

Definição

A depleção de volume, também conhecida como hipovolemia, é uma condição clínica caracterizada pela redução do volume de líquido extracelular, resultando em diminuição do volume sanguíneo circulante. Esta condição pode ser classificada como absoluta, devido à perda de fluidos corporais, ou relativa, decorrente de redistribuição de líquidos para espaços extravasculares. A fisiopatologia envolve alterações na homeostase hídrica e eletrolítica, frequentemente associada a desequilíbrios de sódio e outros íons, impactando a perfusão tecidual e a função orgânica. Epidemiologicamente, é comum em cenários de desidratação aguda, como em doenças diarreicas, queimaduras ou perdas sanguíneas, sendo um fator significativo de morbimortalidade em populações vulneráveis, como idosos e crianças.

Descrição clínica

A depleção de volume manifesta-se clinicamente por sinais e sintomas relacionados à redução da perfusão tecidual e ativação de mecanismos compensatórios. Inclui taquicardia, hipotensão ortostática, diminuição do turgor cutâneo, mucosas secas, oligúria e, em casos graves, choque hipovolêmico. A apresentação pode variar de leve a grave, dependendo da magnitude e velocidade da perda volêmica, com potencial para comprometimento multissistêmico, incluindo insuficiência renal aguda e alterações neurológicas.

Quadro clínico

O quadro clínico da depleção de volume inclui sintomas como sede, fraqueza, tonturas, e sinais como hipotensão, taquicardia, pele fria e úmida, enchimento capilar lento, e oligúria. Em casos graves, pode evoluir para confusão mental, letargia, choque hipovolêmico com pressão arterial sistólica <90 mmHg, e sinais de hipoperfusão periférica. A avaliação deve considerar a história de perdas fluidas e exames físicos direcionados.

Complicações possíveis

Choque Hipovolêmico

Estado de hipoperfusão grave com risco de falência orgânica múltipla e morte se não tratado rapidamente.

Injúria Renal Aguda

Redução da filtração glomerular devido à hipoperfusão renal, podendo evoluir para insuficiência renal.

Alterações Eletrolíticas Graves

Como hiponatremia ou hipernatremia, que podem causar convulsões, edema cerebral ou arritmias cardíacas.

Isquemia Miocárdica

Redução do fluxo coronariano em pacientes com doença arterial coronariana, leading to angina ou infarto.

Epidemiologia

A depleção de volume é uma condição prevalente globalmente, especialmente em regiões com baixo acesso a saneamento, onde doenças diarreicas são comuns. Afeta todas as faixas etárias, com maior incidência em crianças e idosos devido à maior susceptibilidade à desidratação. No Brasil, é frequente em contextos de infecções gastrointestinais e desastres naturais, contribuindo para taxas significativas de hospitalização.

Prognóstico

O prognóstico da depleção de volume depende da causa subjacente, velocidade de instalação, e prontidão do tratamento. Casos leves a moderados têm bom prognóstico com reposição volêmica adequada. Em situações graves ou não tratadas, pode evoluir para choque irreversível e óbito. Fatores como idade avançada, comorbidades e atraso no diagnóstico pioram o desfecho.

Perguntas Frequentes

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