Redação Sanar
CID D28: Neoplasia benigna de outros órgãos genitais femininos e de órgãos não especificados
D280
Neoplasia benigna da vulva
D281
Neoplasia benigna da vagina
D282
Neoplasia benigna das trompas e ligamentos uterinos
D287
Neoplasia benigna de outros órgãos genitais femininos especificados
D289
Neoplasia benigna de órgão genital feminino, não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
A categoria D28 do CID-10 abrange neoplasmas benignos dos órgãos genitais femininos que não são classificados em códigos específicos, como D25 (leiomioma do útero) ou D26 (outros neoplasmas benignos do útero). Estes tumores são caracterizados por crescimento celular localizado, sem invasão de tecidos adjacentes ou metástase, e incluem variedades como adenomas, cistadenomas, e tumores de células germinativas benignos. A fisiopatologia envolve proliferação desregulada de células epiteliais, estromais ou mistas, frequentemente influenciada por fatores hormonais, genéticos ou ambientais, resultando em massas que podem causar sintomas compressivos, sangramento anormal ou infertilidade. Epidemiologicamente, são comuns em mulheres em idade reprodutiva, com incidência variável conforme o tipo histológico, e têm impacto clínico significativo na qualidade de vida, exigindo diagnóstico diferencial com neoplasmas malignos para orientar o manejo adequado.
Descrição clínica
Neoplasmas benignos dos órgãos genitais femininos são tumores de crescimento lento, geralmente assintomáticos, mas podem manifestar-se com massa pélvica palpável, dor abdominal ou pélvica, sangramento uterino anormal, dispareunia, ou sintomas compressivos como frequência urinária aumentada. A apresentação clínica depende da localização (ex.: ovário, vulva, vagina) e tamanho do tumor, podendo ser detectados incidentalmente em exames de imagem ou durante investigação de infertilidade. A histologia varia amplamente, incluindo adenofibromas, cistadenomas serosos ou mucinosos, e tumores de Brenner benignos, com comportamento não invasivo, mas risco de complicações como torção ou ruptura em casos de grandes massas ovarianas.
Quadro clínico
O quadro clínico é variável: assintomático em muitos casos, ou com sintomas inespecíficos como desconforto pélvico, irregularidades menstruais, ou massa abdominal palpável. Em neoplasmas ovarianos, pode haver dor aguda em torção ou ruptura, enquanto em vulvares, prurido ou ulceração. Sangramento intermenstrual ou pós-coito pode ocorrer em tumores cervicais ou endometriais benignos. A ausência de sintomas sistêmicos (ex.: perda de peso) ajuda a diferenciar de malignidades, mas a avaliação clínica deve incluir história menstrual, sexual e familiar.
Complicações possíveis
Torção anexial
Complicação aguda em neoplasmas ovarianos grandes, levando a dor severa, isquemia e necessidade de intervenção cirúrgica.
Ruptura tumoral
Pode causar hemorragia intra-abdominal, peritonite química (em cistos mucinosos), e dor abdominal aguda.
Sangramento uterino anormal
Associado a neoplasmas endometriais ou cervicais benignos, podendo levar a anemia e impacto na qualidade de vida.
Infertilidade
Massa pélvica grande pode obstruir trompas ou alterar anatomia, interferindo na concepção.
Compressão de estruturas adjacentes
Causa sintomas urinários ou intestinais, como frequência urinária ou constipação, em tumores volumosos.
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Saiba maisEpidemiologia
Neoplasmas benignos dos órgãos genitais femininos são frequentes, com prevalência estimada em até 20-30% das mulheres, dependendo do tipo histológico. Leiomiomas uterinos são os mais comuns, mas os classificados em D28 incluem variedades menos frequentes como adenomas ovarianos, com pico de incidência na idade reprodutiva (30-50 anos). Fatores de risco incluem nuliparidade, obesidade, e história familiar, com variações geográficas; por exemplo, cistadenomas ovarianos são mais comuns em populações asiáticas. A incidência aumenta com a idade até a menopausa, com declínio posterior.
Prognóstico
O prognóstico é geralmente excelente, com baixa taxa de recorrência após excisão completa. Neoplasmas benignos não metastatizam, mas podem recorrer se não removidos totalmente, especialmente em tumores ovarianos. A fertilidade é preservada com abordagens conservadoras, e a mortalidade é rara, relacionada a complicações agudas como torção ou ruptura. Seguimento clínico e de imagem é recomendado para monitorar recidivas ou transformação maligna, embora este risco seja baixo.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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