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CID D25: Leiomioma do útero
D250
Leiomioma submucoso do útero
D251
Leiomioma intramural do útero
D252
Leiomioma subseroso do útero
D259
Leiomioma do útero, não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
Leiomioma do útero, também conhecido como mioma uterino, é um tumor benigno de origem mesenquimal, derivado das células musculares lisas do miométrio. É o tumor pélvico mais comum em mulheres, com prevalência estimada em até 70% em mulheres em idade reprodutiva, sendo mais frequente entre 30 e 50 anos. A patogênese envolve proliferação monoclonal de miócitos lisos, influenciada por fatores hormonais, genéticos e de crescimento, resultando em nódulos bem circunscritos, não encapsulados, que podem variar em tamanho, número e localização (subserosos, intramurais ou submucosos). Clinicamente, pode ser assintomático ou causar sangramento uterino anormal, dor pélvica, sintomas compressivos e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida e exigindo manejo individualizado baseado em sintomas, desejo reprodutivo e características do tumor.
Descrição clínica
Leiomioma uterino é caracterizado por nódulos sólidos, firmes e branco-acinzentados, compostos por feixes de células musculares lisas entrelaçadas em padrão whorled, com baixo índice mitótico e ausência de atipia celular. A localização anatômica inclui subserosa (projetando-se para a cavidade peritoneal), intramural (dentro da parede miometrial) e submucosa (projetando-se para a cavidade endometrial), podendo ser únicos ou múltiplos. O crescimento é dependente de estrogênio e progesterona, com regressão comum após a menopausa. A apresentação clínica varia desde assintomática até sangramento menstrual intenso (menorragia), dor pélvica crônica ou aguda (devido a degeneração ou torção), pressão pélvica, sintomas urinários ou intestinais por efeito de massa, e infertilidade ou abortamentos recorrentes, especialmente em miomas submucosos.
Quadro clínico
O quadro clínico é variável: assintomático em até 50% dos casos, ou com sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), dor pélvica (cólica menstrual intensa, dor contínua), massa pélvica palpável, sintomas compressivos (polaciúria, constipação), infertilidade, e complicações na gravidez (abortamento, parto pré-termo, descolamento placentário). A apresentação aguda pode ocorrer com torção de mioma pediculado ou degeneração vermelha (dor intensa na gravidez).
Complicações possíveis
Anemia ferropriva
Secundária a sangramento menstrual excessivo e prolongado.
Dor pélvica crônica
Devido a degeneração, torção ou efeito de massa.
Infertilidade
Associada a miomas submucosos por interferência na implantação endometrial.
Complicações na gravidez
Inclui abortamento, restrição de crescimento fetal, parto pré-termo e descolamento placentário.
Obstrução urinária ou intestinal
Por compressão de ureteres ou reto por miomas grandes.
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Leiomioma uterino afeta 20-50% das mulheres em idade reprodutiva, com prevalência aumentando com a idade (pico aos 40-50 anos). É mais comum em mulheres negras (até 3 vezes maior risco), nulíparas, obesas e com história familiar. Fatores protetores incluem multiparidade e uso de contraceptivos orais. No Brasil, é uma das principais causas de histerectomia.
Prognóstico
Geralmente favorável, com miomas benignos e crescimento lento. A regressão espontânea é comum após a menopausa. O prognóstico depende do tamanho, localização e sintomas; a maioria dos casos é manejada conservadoramente, com tratamentos eficazes para controle sintomático. Raramente, complicações como degeneração maligna (leiomiossarcoma) ocorrem, mas a transformação é incomum (<0,5%).
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame físico (útero aumentado, irregular, móvel) e confirmação por imagem. Ultrassonografia transvaginal é o método inicial, mostrando nódulos hipoecóicos, homogêneos, com sombra acústica. Ressonância magnética pélvica é indicada para caracterização detalhada (número, tamanho, localização, degeneração) em casos complexos ou planejamento cirúrgico. Biópsia é raramente necessária, mas a histopatologia (células fusiformes em feixes, baixa atividade mitótica) confirma benignidade.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Adenomiose
Caracterizada pela presença de glândulas endometriais no miométrio, causando sangramento aumentado e dor, mas sem formação de nódulos discretos na imagem.
UpToDate: 'Adenomyosis: Pathogenesis, clinical features, and diagnosis'
Leiomiossarcoma
Neoplasia maligna rara do miométrio, com crescimento rápido, atipia celular e alto índice mitótico, diferenciada por histopatologia.
WHO Classification of Tumours: Female Genital Tumours, 5th Edition
Tumor de ovário
Massa anexial que pode ser confundida com mioma subseroso, diferenciada por ultrassonografia ou ressonância.
ACOG Practice Bulletin No. 174: Evaluation and Management of Adnexal Masses
Gravidez
Útero aumentado e amenorreia, excluída por teste de beta-hCG e ultrassonografia.
UpToDate: 'Clinical manifestations and diagnosis of early pregnancy'
Pólipo endometrial
Massa endometrial benigna que causa sangramento irregular, diferenciada por histeroscopia.
ACOG Practice Bulletin No. 128: Diagnosis of Abnormal Uterine Bleeding in Reproductive-Aged Women
Exames recomendados
Ultrassonografia transvaginal
Exame de imagem inicial para detecção, caracterização (tamanho, localização, número) e monitoramento de miomas.
Avaliação morfológica do útero e diferenciação de outras massas pélvicas.
Ressonância magnética pélvica
Imagem de alta resolução para detalhamento anatômico, especialmente em miomas múltiplos, grandes ou para planejamento de embolização/cirurgia.
Precisão na localização (submucosa, intramural, subserosa) e exclusão de malignidade.
Histeroscopia
Endoscopia da cavidade uterina para avaliação direta de miomas submucosos e possibilidade de ressecção.
Diagnóstico e tratamento de miomas que distorcem a cavidade endometrial.
Hemograma completo
Avaliação de anemia por perda sanguínea crônica em casos de menorragia.
Detecção de complicações hemorrágicas e orientação terapêutica.
Dosagem de beta-hCG
Exclude gravidez em mulheres em idade reprodutiva com massa pélvica ou sangramento.
Diferenciação de condições gestacionais.
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Manutenção de IMC adequado para reduzir risco associado à obesidade.
Uso de contraceptivos hormonais
Pode reduzir incidência e crescimento de miomas em algumas mulheres.
Gravidez e amamentação
Multiparidade e lactação prolongada são fatores protetores.
Vigilância e notificação
Não é uma doença de notificação compulsória no Brasil. A vigilância é clínica, com acompanhamento regular por ginecologista para monitoramento de sintomas e crescimento, especialmente em mulheres assintomáticas ou com miomas estáveis. Casos com suspeita de malignidade devem ser encaminhados para investigação histopatológica.
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A transformação maligna em leiomiossarcoma é rara (<0,5%), e a maioria dos miomas permanece benigna. Crescimento rápido ou sintomas atípicos exigem investigação para exclusão de malignidade.
Sim, especialmente miomas submucosos ou intramurais grandes podem interferir na implantação embrionária, fluxo sanguíneo endometrial ou obstrução tubária, reduzindo taxas de gravidez.
Miomectomia (cirurgia conservadora) é a opção preferencial para preservar a fertilidade, após avaliação cuidadosa de riscos e benefícios.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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