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CID D19: Neoplasia benigna de tecido mesotelial

D190
Neoplasia benigna do tecido mesotelial da pleura
D191
Neoplasia benigna do tecido mesotelial do peritônio
D197
Neoplasia benigna do tecido mesotelial de outras localizações
D199
Neoplasia benigna do tecido mesotelial, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia benigna dos tecidos mesoteliais refere-se a tumores não malignos originados das células mesoteliais, que revestem as cavidades serosas do corpo, como pleura, pericárdio e peritônio. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento lento, ausência de invasão local ou metastática, e baixo potencial de transformação maligna. A fisiopatologia envolve proliferação clonal de células mesoteliais, frequentemente associada a mutações genéticas esporádicas, sem relação direta com exposições ambientais como asbesto, que é mais comumente ligado a mesoteliomas malignos. Epidemiologicamente, são entidades raras, representando menos de 1% de todos os tumores torácicos ou abdominais, com incidência estimada em 0,1-0,2 casos por 100.000 habitantes anualmente, afetando igualmente ambos os sexos e com pico de incidência na meia-idade. O impacto clínico varia conforme a localização, podendo causar sintomas compressivos ou derrames cavitários, mas geralmente com prognóstico favorável após ressecção cirúrgica completa.

Descrição clínica

As neoplasias benignas mesoteliais manifestam-se de forma insidiosa, com sintomas dependentes da localização anatômica. Na pleura, podem causar dor torácica, dispneia ou tosse seca devido à compressão pulmonar; no pericárdio, resultam em pericardite constritiva ou tamponamento cardíaco; e no peritônio, levam a dor abdominal, distensão ou ascite. Ao exame físico, podem ser palpáveis massas em cavidades, e a imagem radiológica frequentemente revela massas bem circunscritas, sem evidências de invasão. Histologicamente, são compostas por células mesoteliais maduras, com baixa atividade mitótica e ausência de atipias significativas.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável: na pleura, inclui dor torácica pleurítica, dispneia progressiva e tosse não produtiva; no pericárdio, manifesta-se com dor precordial, sinais de insuficiência cardíaca ou arritmias; no peritônio, apresenta dor abdominal difusa, aumento do perímetro abdominal por ascite ou massa palpável. Sintomas constitucionais como febre ou perda de peso são incomuns. A evolução é geralmente lenta, ao longo de meses a anos, com exacerbações relacionadas ao aumento do volume tumoral ou complicações como torção ou hemorragia intralesional.

Complicações possíveis

Compressão de órgãos

Obstrução de vias aéreas, vasos sanguíneos ou trato gastrointestinal devido ao crescimento tumoral, levando a disfunção respiratória ou isquemia.

Efusões cavitárias

Acúmulo de líquido em pleura, pericárdio ou peritônio, causando tamponamento cardíaco, insuficiência respiratória ou ascite refratária.

Torção ou hemorragia intralesional

Complicação aguda resultando em dor intensa, choque hemorrágico ou infarto do tecido adjacente.

Transformação maligna rara

Em casos excepcionais, progressão para mesotelioma maligno, exigindo vigilância a longo prazo.

Epidemiologia

Neoplasias benignas mesoteliais são raras, com incidência anual estimada em 0,1-0,2 por 100.000, representando <1% dos tumores de cavidades serosas. Não há predileção por sexo, com distribuição etária ampla, mas pico entre 40-60 anos. Fatores de risco são pouco definidos, sem associação forte com exposições ocupacionais; casos são majoritariamente esporádicos. A distribuição geográfica é uniforme, sem clusters epidemiológicos significativos.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com taxa de sobrevida de 95-100% em 5 anos após ressecção cirúrgica completa. Recidivas são raras (<5%), mas podem ocorrer em lesões incompletamente removidas ou em variantes multicísticas. Fatores prognósticos negativos incluem localização inacessível, tamanho tumoral grande ou presença de efusões significativas. Seguimento clínico e imaginológico é recomendado para detecção precoce de recidivas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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