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CID D21: Outras neoplasias benignas do tecido conjuntivo e de outros tecidos moles

D210
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles da cabeça, face e pescoço
D211
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles dos membros superiores, incluindo ombro
D212
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles dos membros inferiores, incluindo quadril
D213
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles do tórax
D214
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles do abdome
D215
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles da pelve
D216
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles do tronco, não especificado
D219
Neoplasia benigna do tecido conjuntivo e outros tecidos moles, sem outra especificação

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria D21 da CID-10 engloba neoplasias benignas que se originam no tecido conjuntivo e nos tecidos moles, excluindo aquelas especificamente classificadas em outras subcategorias. Essas neoplasias são caracterizadas por crescimento lento, bem delimitado, e ausência de invasão local ou metástase, representando um grupo heterogêneo de tumores como lipomas, fibromas e mixomas. A fisiopatologia envolve proliferação celular desregulada devido a mutações genéticas ou fatores ambientais, resultando em massas que podem comprimir estruturas adjacentes, embora geralmente sejam assintomáticas. Epidemiologicamente, são comuns na prática clínica, com incidência variável conforme o tipo histológico, afetando principalmente adultos, e raramente associadas a malignização, impactando a qualidade de vida quando sintomáticas.

Descrição clínica

Neoplasias benignas do tecido conjuntivo e dos tecidos moles manifestam-se tipicamente como nódulos ou massas palpáveis, de crescimento lento, móveis e indolores na maioria dos casos. Podem ocorrer em qualquer localização corporal, como subcutâneo, músculos ou retroperitônio, com características variáveis conforme o tipo histológico (ex.: lipomas são macios e lipomatosos, fibromas são firmes). Sintomas surgem principalmente por efeito de massa, incluindo dor, limitação funcional ou compressão de nervos e vasos, dependendo do tamanho e localização. O diagnóstico é frequentemente incidental em exames de imagem, e a histologia confirma a benignidade, com baixo risco de recidiva após excisão completa.

Quadro clínico

O quadro clínico é variável, muitas vezes assintomático, com descoberta incidental de massa palpável, de consistência firme a macia, móvel e não aderente a planos profundos. Sintomas incluem dor localizada, aumento de volume, limitação de movimento articular ou sinais de compressão (ex.: parestesias por compressão nervosa). Em locais como mediastino ou retroperitônio, podem causar obstrução intestinal ou urinária. A evolução é geralmente lenta, com rara regressão espontânea, e o tamanho pode aumentar com fatores como gravidez ou ganho de peso em lipomas.

Complicações possíveis

Compressão de estruturas vizinhas

Pode levar a déficit neurológico, obstrução vascular ou disfunção orgânica, dependendo da localização.

Dor crônica

Resultante de efeito de massa ou inflamação secundária, afetando a mobilidade e qualidade de vida.

Recidiva local

Ocorre se a excisão for incompleta, especialmente em tumores com comportamento infiltrativo.

Transformação maligna

Rara, mas possível em certos tipos, como em lipomas atípicos, necessitando monitorização.

Epidemiologia

Neoplasias benignas de tecido conjuntivo e tecidos moles são frequentes, com lipomas sendo os mais comuns, representando até 50% desses tumores. Incidência aumenta com a idade, pico na meia-idade, e ligeira predominância masculina. Distribuição global, sem variações étnicas significativas, e fatores de risco incluem obesidade e história familiar.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente excelente, com baixa morbidade e mortalidade, desde que a excisão completa seja realizada. A recidiva é incomum, variando com o tipo histológico e margens cirúrgicas. Em casos sintomáticos, a resolução dos sintomas é comum pós-tratamento, e o seguimento a longo prazo é desnecessário para a maioria, exceto em síndromes associadas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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