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CID D22: Nevos melanocíticos

D220
Nevo melanocítico do lábio
D221
Nevo melanocítico da pálpebra, incluindo o canto
D222
Nevo melanocítico da orelha e do conduto auditivo externo
D223
Nevo melanocítico de outras partes e de partes não especificadas da face
D224
Nevo melanocítico do couro cabeludo e do pescoço
D225
Nevo melanocítico do tronco
D226
Nevo melanocítico dos membros superiores, incluindo ombro
D227
Nevo melanocítico dos membros inferiores, incluindo quadril
D229
Nevo melanocítico, não especificado

Mais informações sobre o tema:

Definição

Nevo melanocítico é uma lesão cutânea benigna resultante da proliferação de melanócitos, células produtoras de melanina, na pele. Essas lesões são comumente conhecidas como 'pintas' ou 'sinais' e podem ser congênitas ou adquiridas ao longo da vida. A maioria dos nevos melanocíticos é benigna e estável, mas alguns subtipos, como nevos displásicos, podem apresentar potencial de transformação maligna, exigindo monitorização regular. Epidemiologicamente, são extremamente prevalentes na população geral, com incidência aumentada em indivíduos de pele clara e exposição solar significativa. O manejo clínico envolve a distinção entre lesões benignas e suspeitas, baseando-se em critérios como assimetria, bordas irregulares, cor heterogênea, diâmetro e evolução (regra ABCDE).

Descrição clínica

Nevos melanocíticos apresentam-se como máculas, pápulas ou nódulos pigmentados na pele, variando em cor (marrom, preto, azul ou rosa), tamanho (de poucos milímetros a centímetros) e forma (redonda, oval ou irregular). Podem ser planos ou elevados, com superfície lisa ou verrucosa. A localização é predominante em áreas expostas ao sol, como face, tronco e membros. A evolução é geralmente estável, mas mudanças em tamanho, cor ou sintomas como prurido ou sangramento podem indicar transformação maligna.

Quadro clínico

O quadro clínico é caracterizado por lesões cutâneas assintomáticas na maioria dos casos, mas pode incluir prurido, dor ou sangramento em lesões irritadas ou malignizadas. Nevos típicos são simétricos, com bordas regulares, cor uniforme e diâmetro inferior a 6 mm. Variantes como nevos displásicos exibem assimetria, bordas irregulares, cor variegada e diâmetro maior, enquanto nevos congênitos gigantes podem cobrir grandes áreas corporais e associar-se a risco aumentado de melanoma.

Complicações possíveis

Transformação maligna em melanoma

Progressão para melanoma, especialmente em nevos displásicos ou congênitos gigantes, com risco aumentado de metástase.

Sangramento ou ulceração

Ocorre em lesões traumatizadas ou malignizadas, podendo levar a infecção secundária.

Ansiedade do paciente

Preocupação com o potencial de malignidade, exigindo educação e reasseguração.

Epidemiologia

Nevos melanocíticos são extremamente comuns, presentes em mais de 90% da população adulta. A prevalência é maior em caucasianos e aumenta com a exposição solar, sendo mais frequente em regiões de alta insolação. Nevos congênitos ocorrem em aproximadamente 1% dos recém-nascidos, e nevos displásicos em 5-10% da população, com fatores de risco incluindo história familiar e fototipos claros.

Prognóstico

O prognóstico da maioria dos nevos melanocíticos é excelente, com comportamento benigno e estável. No entanto, nevos displásicos e congênitos gigantes têm risco aumentado de melanoma, necessitando vigilância regular. A detecção precoce de mudanças suspeitas permite intervenção curativa, com sobrevida de 100% para lesões benignas e variável para melanoma dependendo do estágio.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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