Redação Sanar
CID C18: Neoplasia maligna do cólon
C180
Neoplasia maligna do ceco
C181
Neoplasia maligna do apêndice (vermiforme)
C182
Neoplasia maligna do cólon ascendente
C183
Neoplasia maligna da flexura (ângulo) hepática(o)
C184
Neoplasia maligna do cólon transverso
C185
Neoplasia maligna da flexura (ângulo) esplênica(o)
C186
Neoplasia maligna do cólon descendente
C187
Neoplasia maligna do cólon sigmóide
C188
Neoplasia maligna do cólon com lesão invasiva
C189
Neoplasia maligna do cólon, não especificado
Mais informações sobre o tema:
Definição
A neoplasia maligna do cólon, classificada sob o código CID-10 C18, refere-se a um tumor cancerígeno originado no epitélio do cólon, parte do intestino grosso. Esta condição é caracterizada pela proliferação celular descontrolada, frequentemente associada a mutações genéticas hereditárias ou adquiridas, como na síndrome de Lynch ou polipose adenomatosa familiar. A fisiopatologia envolve a transformação de pólipos adenomatosos em carcinomas invasivos, mediada por vias como a via Wnt/β-catenina, resultando em invasão local e metastática. Epidemiologicamente, é uma das neoplasias mais comuns globalmente, com incidência variável conforme fatores de risco como dieta, idade avançada e história familiar, impactando significativamente a morbimortalidade em adultos.
Descrição clínica
A neoplasia maligna do cólon manifesta-se clinicamente com sintomas inespecíficos inicialmente, como alteração do hábito intestinal, sangramento retal ou dor abdominal. Com a progressão, podem ocorrer obstrução intestinal, perda de peso não intencional e anemia ferropriva. A localização do tumor no cólon influencia a apresentação: lesões no cólon direito frequentemente causam anemia e massa abdominal, enquanto as do cólon esquerdo levam a alterações no calibre das fezes e obstrução. A doença pode ser assintomática em estágios iniciais, destacando a importância do rastreamento em populações de risco.
Quadro clínico
O quadro clínico varia conforme o estágio e localização do tumor. Sintomas comuns incluem alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento retal (hematochezia), dor ou desconforto abdominal, fadiga devido à anemia, e perda de peso não intencional. Em estágios avançados, podem ocorrer obstrução intestinal completa, perfuração com peritonite, ou sinais de metástases (ex.: hepatomegalia, icterícia). A apresentação pode ser aguda em casos de complicações ou insidiosa, com diagnóstico frequentemente feito durante rastreamento ou investigação de sintomas crônicos.
Complicações possíveis
Obstrução intestinal
Bloqueio do trânsito intestinal devido ao crescimento tumoral, requerendo intervenção cirúrgica urgente.
Perfuração colônica
Ruptura da parede do cólon levando a peritonite e sepse, com alta mortalidade.
Metástases
Disseminação para fígado, pulmões ou outros órgãos, complicando o manejo e piorando o prognóstico.
Anemia ferropriva
Devido ao sangramento crônico do tumor, resultando em fadiga e comprometimento cardiovascular.
Cachexia
Síndrome de wasting com perda de massa muscular e gordura, associada a inflamação sistêmica.
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Epidemiologia
A neoplasia maligna do cólon é a terceira neoplasia mais comum globalmente, com incidência estimada em cerca de 10-20 casos por 100.000 habitantes/ano em muitas regiões. A incidência é maior em países desenvolvidos, associada a dietas ocidentais, obesidade e sedentarismo. A idade média ao diagnóstico é acima de 50 anos, com pico na sétima década de vida. Fatores de risco incluem história familiar, síndromes hereditárias, tabagismo, consumo excessivo de álcool e doenças inflamatórias intestinais. Programas de rastreamento reduziram a mortalidade em populações com acesso a cuidados preventivos.
Prognóstico
O prognóstico da neoplasia maligna do cólon depende do estágio ao diagnóstico, com taxas de sobrevida em 5 anos variando de mais de 90% em estágios iniciais (I e II) para menos de 15% em estágios metastáticos (IV). Fatores como grau histológico, presença de linfonodos positivos e ressecção cirúrgica completa influenciam os desfechos. Intervenções precoces, incluindo cirurgia e quimioterapia adjuvante, melhoram significativamente a sobrevida, enquanto comorbidades e idade avançada podem piorar o prognóstico.
Perguntas Frequentes
Editorial Sanarmed
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