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CID C20: Neoplasia maligna do reto

C20
Neoplasia maligna do reto

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna do reto, classificada sob o código CID-10 C20, refere-se a um tumor cancerígeno originado no reto, a porção distal do intestino grosso que se estende do cólon sigmoide ao canal anal. Esta condição é caracterizada pela proliferação descontrolada de células epiteliais da mucosa retal, frequentemente associada a mutações genéticas acumuladas, como em genes supressores de tumor (e.g., APC, TP53) e oncogenes (e.g., KRAS), que levam à invasão local e metastática. O impacto clínico é significativo, com potencial para obstrução intestinal, sangramento retal e disseminação para linfonodos regionais, fígado e pulmões, resultando em morbidade e mortalidade elevadas se não tratada precocemente. Epidemiologicamente, é uma das neoplasias colorretais mais comuns, com incidência variando globalmente, sendo mais prevalente em países desenvolvidos e associada a fatores de risco como idade avançada, dieta rica em carnes vermelhas, tabagismo e história familiar.

Descrição clínica

A neoplasia maligna do reto manifesta-se clinicamente com sintomas como sangramento retal (hematochezia), alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), dor abdominal ou pélvica, tenesmo (sensação de evacuação incompleta) e, em estágios avançados, perda de peso não intencional e fadiga. A apresentação pode ser insidiosa, com sintomas inespecíficos inicialmente, progredindo para complicações como obstrução intestinal ou perfuração. A localização anatômica no reto influencia a sintomatologia, com tumores distais podendo causar urgência fecal ou incontinência.

Quadro clínico

O quadro clínico varia conforme o estágio da doença. Estágios iniciais podem ser assintomáticos ou apresentar sangramento retal intermitente. Com a progressão, surgem dor abdominal, alterações no calibre das fezes (fezes em fita), tenesmo e anemia ferropriva. Em casos avançados, observa-se obstrução intestinal, fístulas, perda de peso, caquexia e metástases hepáticas ou pulmonares, com sintomas como icterícia ou dispneia. Exame físico pode revelar massa palpável no toque retal ou abdome distendido.

Complicações possíveis

Obstrução intestinal

Bloqueio do lúmen retal pelo tumor, levando a distensão abdominal, vômitos e necessidade de intervenção urgente.

Perfuração intestinal

Ruptura da parede retal, causando peritonite e sepse, com alto risco de mortalidade.

Metástases

Disseminação para fígado, pulmões ou outros órgãos, resultando em insuficiência orgânica e piora do prognóstico.

Sangramento crônico

Leva à anemia ferropriva, fadiga e necessidade de transfusões sanguíneas.

Fístulas

Comunicação anormal entre o reto e órgãos adjacentes, como bexiga ou vagina, causando infecções.

Epidemiologia

A neoplasia maligna do reto é uma das principais causas de câncer gastrointestinal, com incidência global estimada em 10-20 casos por 100.000 habitantes/ano. É mais comum em homens e idosos (pico acima de 50 anos), com variações geográficas (maior incidência em países ocidentais). Fatores de risco incluem história familiar, síndromes hereditárias, dieta, tabagismo e sedentarismo.

Prognóstico

O prognóstico depende do estágio ao diagnóstico, com taxas de sobrevida em 5 anos variando de mais de 90% para estágios iniciais (I) a menos de 10% para estágios metastáticos (IV). Fatores como margens cirúrgicas livres, resposta à quimiorradioterapia e ausência de metástases melhoram o desfecho. Recidivas locais ou à distância são comuns em estágios avançados.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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