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CID C19: Neoplasia maligna da junção retossigmóide
C19
Neoplasia maligna da junção retossigmóide
Mais informações sobre o tema:
Definição
A neoplasia maligna da junção retossigmoide refere-se a um tumor maligno localizado na transição anatômica entre o cólon sigmoide e o reto, uma região crítica do trato gastrointestinal inferior. Esta área é definida como a porção distal do cólon sigmoide que se conecta ao reto, tipicamente situada a aproximadamente 15-20 cm da margem anal, e é um sítio comum para o desenvolvimento de adenocarcinomas colorretais. A neoplasia nesta localização apresenta características clínicas e terapêuticas distintas devido à sua posição, influenciando opções cirúrgicas, como a possibilidade de ressecções com anastomoses baixas ou a necessidade de colostomias, e está associada a um risco significativo de metástases linfáticas e à distância. Epidemiologicamente, os cânceres colorretais, incluindo os da junção retossigmoide, são uma das principais causas de morbimortalidade por câncer globalmente, com fatores de risco como idade avançada, dieta ocidentalizada, tabagismo, e síndromes hereditárias como a polipose adenomatosa familiar.
Descrição clínica
A neoplasia maligna da junção retossigmoide manifesta-se frequentemente com sintomas relacionados à obstrução intestinal parcial ou completa, alterações no hábito intestinal (como diarreia ou constipação), sangramento retal (hematochezia), dor abdominal, tenesmo, e emagrecimento não intencional. A localização anatômica pode resultar em sintomas urinários ou ginecológicos por invasão local. A progressão da doença pode levar a complicações como perfuração, formação de fístulas, ou obstrução intestinal aguda, exigindo intervenção emergencial.
Quadro clínico
Os pacientes geralmente apresentam hematochezia, alteração no calibre das fezes (fezes em fita), dor abdominal em cólica, tenesmo, sensação de evacuação incompleta, e em casos avançados, sintomas constitucionais como fadiga, anorexia e perda de peso. A obstrução intestinal pode causar náuseas, vômitos e distensão abdominal. Sinais de metástases incluem hepatomegalia, icterícia ou dor óssea.
Complicações possíveis
Obstrução intestinal
Bloqueio parcial ou completo do lúmen intestinal, exigindo intervenção cirúrgica ou endoscópica urgente.
Perfuração intestinal
Ruptura da parede intestinal levando a peritonite e sepse, com alta mortalidade se não tratada rapidamente.
Metástases
Disseminação para fígado, pulmões, ossos ou outros órgãos, complicando o manejo e piorando o prognóstico.
Fístulas
Comunicação anormal entre o tumor e órgãos adjacentes como bexiga ou vagina, causando infecções e sintomas urinários ou ginecológicos.
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O câncer colorretal é o terceiro mais comum globalmente, com incidência aumentando com a idade e maior em países desenvolvidos. No Brasil, é uma das principais causas de morte por câncer, com fatores de risco modificáveis como dieta e estilo de vida contribuindo para a carga da doença.
Prognóstico
O prognóstico depende do estadiamento TNM, margens cirúrgicas, status linfonodal e marcadores moleculares. Estádios iniciais (I e II) têm sobrevida em 5 anos de 80-90%, enquanto estádios avançados (III e IV) reduzem para 50-70% e abaixo de 20%, respectivamente. Fatores como idade, comorbidades e resposta à terapia adjuvante influenciam os desfechos.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico é estabelecido pela combinação de história clínica, exame físico (incluindo toque retal), colonoscopia com biópsia para confirmação histológica de adenocarcinoma, e estadiamento por exames de imagem como tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve, ressonância magnética (RM) pélvica para avaliação de invasão local, e PET-CT para detecção de metástases. Critérios adicionais incluem níveis séricos de CEA (antígeno carcinoembriônico) e avaliação de marcadores moleculares como MSI (instabilidade de microssatélites) para orientação terapêutica.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Doença diverticular do cólon
Pode simular câncer com sangramento, dor abdominal e alterações no hábito intestinal, mas geralmente apresenta divertículos à colonoscopia e ausência de massa maligna.
UpToDate
Doença inflamatória intestinal (colite ulcerativa ou doença de Crohn)
Causa sintomas semelhantes como diarreia sanguinolenta e dor, mas com história crônica, achados endoscópicos de inflamação difusa e biópsia mostrando inflamação não neoplásica.
Diretrizes Brasileiras de Doença Inflamatória Intestinal
Pólipos colorretais benignos
Podem causar sangramento ou obstrução, mas são identificados como lesões pediculadas ou sésseis à colonoscopia, sem invasão maligna na histologia.
PubMed
Neoplasias de outros sítios com metástases para junção retossigmoide
Tumores primários de ovário, próstata ou estômago podem metastatizar para esta região, exigindo diferenciação histológica e imagem.
OMS
Isquemia mesentérica
Apresenta dor abdominal aguda e sangramento, mas geralmente em contextos de comorbidades vasculares, com achados angiográficos característicos.
Micromedex
Exames recomendados
Colonoscopia com biópsia
Exame endoscópico para visualização direta da lesão e obtenção de amostras histológicas para confirmação diagnóstica.
Confirmar diagnóstico de neoplasia maligna e avaliar extensão local.
Tomografia computadorizada (TC) de abdome e pelve
Exame de imagem para avaliar invasão da parede intestinal, linfonodomegalia regional e metástases à distância.
Estadiamento da doença e planejamento terapêutico.
Ressonância magnética (RM) pélvica
Imagem de alta resolução para avaliação detalhada da invasão tumoral na pelve, relação com esfíncteres e estruturas adjacentes.
Precisar estadiamento local, especialmente para decisões cirúrgicas.
Dosagem de CEA (antígeno carcinoembriônico)
Exame sanguíneo para marcador tumoral, útil no diagnóstico inicial, monitoramento de resposta e detecção de recidiva.
Acompanhamento prognóstico e terapêutico.
PET-CT
Tomografia por emissão de pósitrons combinada com TC para detecção de doença metastática e avaliação de resposta ao tratamento.
Estadiamento avançado e reestadiamento em casos selecionados.
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Colonoscopia a partir dos 45-50 anos ou mais cedo em grupos de alto risco para detecção e remoção de pólipos pré-malignos.
Modificações dietéticas
Aumento da ingestão de fibras, frutas e vegetais, redução de carnes vermelhas e processadas.
Exercício físico regular
Atividade física associada à redução do risco de câncer colorretal.
Cessação do tabagismo e moderação no álcool
Evitar fatores de risco conhecidos para neoplasias colorretais.
Vigilância e notificação
No Brasil, neoplasias malignas são de notificação compulsória no sistema SINAN, com vigilância focada em rastreamento populacional para detecção precoce, conforme diretrizes do INCA. Pacientes com história familiar ou síndromes hereditárias requerem acompanhamento regular.
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O estadiamento determina a extensão da doença, guia as opções terapêuticas (como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia), e influencia diretamente o prognóstico, sendo crucial para planejar um tratamento personalizado.
A localização próxima ao reto pode exigir técnicas como ressecção anterior baixa ou proctectomia, com considerações para preservação do esfíncter anal e necessidade potencial de colostomia, impactando a qualidade de vida pós-operatória.
Fatores incluem dieta pobre em fibras e rica em carnes processadas, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo; modificações no estilo de vida podem reduzir o risco.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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