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CID C10: Neoplasia maligna da orofaringe

C100
Neoplasia maligna da valécula
C101
Neoplasia maligna da face anterior da epiglote
C102
Neoplasia maligna da parede lateral da orofaringe
C103
Neoplasia maligna da parede posterior da orofaringe
C104
Neoplasia maligna da fenda branquial
C108
Neoplasia maligna da orofaringe com lesão invasiva
C109
Neoplasia maligna da orofaringe, não especificada

Mais informações sobre o tema:

Definição

A neoplasia maligna da orofaringe refere-se ao desenvolvimento de tumores cancerígenos na região anatômica da orofaringe, que inclui estruturas como a base da língua, amígdalas palatinas, palato mole e paredes faríngeas laterais e posterior. Esta condição é predominantemente classificada como carcinoma de células escamosas, representando mais de 90% dos casos, e está frequentemente associada a fatores de risco como infecção pelo papilomavírus humano (HPV), tabagismo e consumo excessivo de álcool. A fisiopatologia envolve transformações celulares malignas que levam à invasão local e potencial metástase para linfonodos cervicais e sítios distantes, impactando significativamente a deglutição, a fonação e a qualidade de vida. Epidemiologicamente, a incidência tem aumentado em populações mais jovens devido à associação com HPV, com maior prevalência em homens e em regiões com altas taxas de tabagismo e alcoolismo, sendo um importante problema de saúde pública global.

Descrição clínica

A neoplasia maligna da orofaringe manifesta-se clinicamente com sintomas como odinofagia, disfagia, massa cervical, otalgia referida, alterações na voz e perda ponderal não intencional. Lesões ulceradas ou exofíticas podem ser observadas ao exame físico, frequentemente associadas a linfadenopatia cervical. A progressão da doença pode resultar em obstrução das vias aéreas, aspiração e comprometimento funcional grave, exigindo avaliação multidisciplinar para estadiamento e manejo.

Quadro clínico

Os pacientes geralmente apresentam dor de garganta persistente, dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, rouquidão, sangramento oral e linfonodomegalia cervical. Em estágios avançados, podem ocorrer trismo, aspiração e emagrecimento. A apresentação pode variar conforme a sublocalização (ex.: amígdalas vs. base da língua), com sintomas sistêmicos como fadiga em casos metastáticos.

Complicações possíveis

Obstrução das vias aéreas

Pode levar a insuficiência respiratória aguda, exigindo intervenção urgente.

Disfagia grave

Comprometimento da deglutição, resultando em desnutrição e aspiração.

Metástase

Disseminação para linfonodos cervicais, pulmões ou ossos, piorando o prognóstico.

Fístulas

Comunicação anormal entre orofaringe e pele ou outras estruturas, após tratamento.

Síndromes paraneoplásicas

Manifestações sistêmicas como caquexia, raramente associadas.

Epidemiologia

A incidência anual global é de aproximadamente 4-5 casos por 100.000, com aumento em jovens devido ao HPV. Mais comum em homens (razão 3:1) e em regiões com alta prevalência de tabagismo. No Brasil, é uma das neoplasias mais frequentes da cabeça e pescoço, com variações regionais.

Prognóstico

O prognóstico depende do estadiamento, status do HPV e comorbidades. Tumores em estágio inicial (I-II) têm sobrevida em 5 anos de 80-90%, enquanto avançados (III-IV) caem para 40-60%. A positividade para HPV confere melhor resposta ao tratamento e sobrevida. Fatores como tabagismo ativo e desnutrição pioram os desfechos.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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