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CID B17: Outras hepatites virais agudas

B170
(Super)infecção Delta aguda de portador de hepatite B
B171
Hepatite aguda C
B172
Hepatite aguda E
B178
Outras hepatites virais agudas especificadas

Mais informações sobre o tema:

Definição

A categoria B17 da CID-10 abrange outras hepatites virais agudas, que são infecções hepáticas de curta duração causadas por vírus não classificados nas hepatites A, B, C, D ou E. Essas condições envolvem agentes virais como o vírus da hepatite G (HGV), vírus TT (TTV), SEN-V e outros vírus emergentes, que podem levar a inflamação hepática aguda, necrose de hepatócitos e elevação de enzimas hepáticas. A fisiopatologia geralmente inclui replicação viral no fígado, ativação de respostas imunes mediadas por células T e citocinas, resultando em dano hepatocelular. Epidemiologicamente, essas hepatites são menos comuns que as formas clássicas, com distribuição variável globalmente, frequentemente associadas a transmissão parenteral, sexual ou perinatal, e podem ocorrer como coinfecções em indivíduos com outras hepatites virais ou condições imunossupressoras. O impacto clínico varia de infecções assintomáticas a hepatite aguda sintomática, com potencial, em alguns casos, para evolução para hepatite crônica ou falência hepática, exigindo vigilância para identificação precoce e manejo adequado.

Descrição clínica

As outras hepatites virais agudas manifestam-se com sintomas inespecíficos como fadiga, mal-estar, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal no quadrante superior direito e icterícia. Em casos graves, pode haver hepatomegalia, febre baixa e colúria. A apresentação clínica é semelhante à de outras hepatites virais agudas, mas a gravidade e duração variam conforme o agente viral específico. Alguns vírus, como HGV e TTV, são frequentemente associados a cursos assintomáticos ou leves, enquanto outros podem causar hepatite fulminante em situações raras. A resolução espontânea é comum, mas a persistência viral pode ocorrer, levando a hepatite crônica em uma minoria de casos.

Quadro clínico

O quadro clínico é caracterizado por início insidioso ou abrupto com sintomas constitucionais como astenia, anorexia, náuseas, vômitos e febre baixa. Icterícia, colúria (urina escura) e acolia fecal (fezes claras) são comuns em casos sintomáticos. Exame físico pode revelar hepatomegalia dolorosa à palpação e, raramente, esplenomegalia. Em formas graves, sinais de insuficiência hepática aguda, como encefalopatia, coagulopatia e ascite, podem surgir. A duração dos sintomas varia de semanas a meses, com a maioria dos casos resolvendo espontaneamente. Coinfecções com HIV ou outras hepatites virais podem modificar a apresentação, aumentando a gravidade.

Complicações possíveis

Hepatite fulminante

Insuficiência hepática aguda com encefalopatia, coagulopatia e alto risco de óbito, embora rara nessas hepatites.

Hepatite crônica

Persistência da infecção viral e inflamação hepática por mais de 6 meses, podendo evoluir para fibrose.

Cirrose hepática

Fibrose hepática avançada devido à inflamação crônica, com risco de descompensação e carcinoma hepatocelular.

Coinfecções

Associação com outras hepatites virais ou HIV, potencializando dano hepático e complicações.

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Epidemiologia

A epidemiologia das outras hepatites virais agudas é heterogênea, com prevalência variável globalmente. O HGV, por exemplo, tem soroprevalência de 1-4% em doadores de sangue saudáveis, sendo mais comum em grupos de risco como usuários de drogas intravenosas, receptores de hemoderivados e indivíduos HIV-positivos. A transmissão ocorre principalmente por via parenteral, sexual e perinatal. Incidência precisa é difícil de determinar devido à subnotificação e assintomaticidade frequente. No Brasil, dados são limitados, mas surtos esporádicos podem ocorrer em contextos de exposição a sangue contaminado.

Prognóstico

O prognóstico das outras hepatites virais agudas é geralmente favorável, com a maioria dos casos resolvendo espontaneamente em semanas a meses sem sequelas. No entanto, a persistência viral (ex.: com HGV ou TTV) pode ocorrer em até 10-20% dos casos, levando a hepatite crônica assintomática ou com progressão lenta para fibrose. Fatores de pior prognóstico incluem coinfecção com HBV ou HCV, imunossupressão e desenvolvimento de hepatite fulminante. A mortalidade é baixa, mas vigilância a longo prazo é recomendada para detecção de complicações crônicas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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