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CID B16: Hepatite aguda B

B160
Hepatite aguda B com agente Delta (co-infecção), com coma hepático
B161
Hepatite aguda B com agente Delta, (co-infecção), sem coma hepático
B162
Hepatite aguda B sem agente Delta, com coma hepático
B169
Hepatite aguda B sem agente Delta e sem coma hepático

Mais informações sobre o tema:

Definição

A hepatite aguda tipo B é uma infecção viral aguda do fígado causada pelo vírus da hepatite B (HBV), um hepatovírus DNA da família Hepadnaviridae. Caracteriza-se por necrose hepatocelular e inflamação, com potencial para evolução para formas fulminantes ou cronificação em aproximadamente 5-10% dos adultos imunocompetentes. A transmissão ocorre principalmente por via parenteral, sexual ou vertical, e o período de incubação varia de 45 a 180 dias. Epidemiologicamente, é endêmica em regiões com alta prevalência, como partes da Ásia e África, sendo um importante problema de saúde pública global devido ao risco de cirrose e carcinoma hepatocelular.

Descrição clínica

A hepatite aguda tipo B manifesta-se clinicamente por um espectro que varia de infecção assintomática a hepatite fulminante. Os sintomas prodrômicos incluem mal-estar, fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, febre baixa e artralgias. A fase ictérica apresenta icterícia, colúria, acolia fecal e hepatomegalia dolorosa. Em casos graves, pode evoluir com encefalopatia hepática e coagulopatia, indicando insuficiência hepática aguda. A resolução espontânea ocorre na maioria dos casos, com soroconversão para anti-HBs.

Quadro clínico

O quadro clínico inclui fase prodrômica (sintomas constitucionais como astenia, anorexia, mialgias), seguida de fase ictérica com icterícia, urina escura e fezes claras. Sinais físicos: hepatomegalia (70-80% dos casos), esplenomegalia (20%), e ocasionalmente exantema ou artrite. Em formas graves, observam-se sinais de insuficiência hepática: confusão mental, asterixe, ascite e sangramentos. A duração varia de semanas a meses, com recuperação na maioria.

Complicações possíveis

Hepatite fulminante

Insuficiência hepática aguda com encefalopatia, coagulopatia e alto risco de óbito; requer transplante hepático urgente.

Cronificação

Persistência de HBsAg por mais de 6 meses, levando a hepatite crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular.

Cirrose hepática

Fibrose progressiva e distorção arquitetural do fíça, resultando em hipertensão portal e insuficiência hepática.

Carcinoma hepatocelular

Neoplasia primária do fíça associada à infecção crônica por HBV; screening regular com ultrassom e AFP é recomendado.

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Epidemiologia

A hepatite B aguda é uma infecção global, com aproximadamente 1,5 milhão de novos casos por ano. A prevalência é alta em regiões endêmicas (ex.: África Subsaariana, Ásia), onde a transmissão vertical é comum. No Brasil, a incidência tem diminuído devido à vacinação, mas ainda representa um problema em populações vulneráveis. Grupos de risco: usuários de drogas injetáveis, profissionais de saúde, e pessoas com múltiplos parceiros sexuais.

Prognóstico

O prognóstico é geralmente bom em adultos imunocompetentes, com resolução espontânea em 90-95% dos casos. Fatores de mau prognóstico: idade avançada, comorbidades, imunossupressão, e desenvolvimento de hepatite fulminante (mortalidade até 80% sem transplante). A cronificação ocorre em 5-10% dos adultos e até 90% em neonatos, aumentando o risco de doenças hepáticas avançadas.

Perguntas Frequentes

Editorial Sanarmed

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