Outubro é o mês oficial da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. Nesta época do ano, é comum a realização de diversas ações pelo país para promoção da saúde da mulher. Com o foco na conscientização, são promovidos mutirões gratuitos com atividades educacionais e realizações de exames de mamografia. Exames que são imprescindíveis para o controle da doença.
Segundo o Instituto Oncoguia, diagnosticar o câncer precocemente aumenta significantemente as chances de cura. 95% dos casos identificados em estágio inicial têm possibilidade de cura. Por isso, a mamografia é imprescindível, sendo o principal método para o rastreamento da doença.
Mesmo sendo tão importante para prevenção e diagnóstico precoce, esse e outros exames estão sendo negligenciados durante a pandemia. Esse é o momento de reforçar a importância de não abandonar os cuidados com outras doenças.
Dados sobre o diagnóstico de câncer de mama atuais
O atraso no diagnóstico e a interrupção do tratamento de casos de câncer se tornou comum na pandemia da Covid-19. Estimam que ao menos 70 mil pessoas com câncer deixaram de receber o diagnóstico da doença. Isso apenas entre março e o fim de maio de 2020. É o que aponta um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica e a Sociedade Brasileira de Patologia,
Além disso, o Data Analytics da Dasa, rede de saúde integrada, também avaliou o cenário atual. O levantamento da Dasa apontou que cerca de 2,8 milhões de mulheres com idade elegível e indicação clínica para a realização de mamografia deixaram de fazer exames de rastreio ou diagnóstico, no último ano.
O levantamento da Dasa ainda aponta que 91,1% das brasileiras podem não estar com o acompanhamento em dia nesse período. E em algumas regiões do País, a lacuna de diagnóstico chega a 99,4%.
Para o Medicina S/A, Emerson Gasparetto, diretor geral de negócios hospitalares e oncologia da Dasa, comentou os dados do levantamento.
“Com medo do contágio pelo coronavírus, as mulheres deixaram de lado a rotina de cuidados. Consultar o ginecologista e realizar os exames de rastreio, entre eles, a mamografia. Muitas biópsias, cirurgias e sessões de radioterapia e quimioterapia também foram adiadas. Resultando em diagnósticos tardios e a necessidade de tratamentos mais invasivos”, explicou Emerson Gasparetto.
O levantamento é um convite para conscientização da importância da retomada dos exames preventivos e periódicos.
“Quanto mais cedo o câncer de mama for descoberto, melhores são as chances de sucesso no tratamento e prognóstico positivo para as pacientes. A mamografia pode salvar vidas. O exame é capaz de identificar com precisão lesões não palpáveis e milimétricas. Quando detectadas e tratadas precocemente, aumentam as chances de cura em 90% dos casos”, pontua Flora Finguerman, mastologista da Dasa.
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