Em todo o mundo, uma das
principais causas de mortalidade infantil é a má nutrição, seja pelas condições
financeiras, seja pela falta de uma orientação eficiente aos pais. Nesse
contexto, é importantíssimo discutir sobre alimentação dos bebês, sobretudo (e
o que será focado neste texto) de crianças de 6 meses a 2 anos de idade (aqui é
válido lembrar que a construção deste texto será embasada, de modo geral, em um
público infantil). Assim, tanto os profissionais de saúde, quanto os pais,
poderão ter acesso a essas informações, que são tão pertinentes hoje em dia.
Vamos lá!
Primeiro, cabe dizer que até os 6 meses de idade, a criança deverá se alimentar apenas pelo leite materno, por meio de livre demanda, ou seja, quando o bebê quiser, ele deverá ser amamentado). É importante lembrar que cada bebê possui suas particularidades, alguns são mais quietos, outros mais agitados, uns mais famintos, outros mais tranquilos. Cabe aos pais procurar entender a necessidade da criança naquele momento, gerando conforto para ambos os lados.
Quando se diz: apenas
leite materno! É apenas leite materno! Nada de água, chá e afins. Claro que um
bebê com condições e necessidades particulares, o médico irá orientar aos pais
para uma possível suplementação, mas isso é uma outra situação.
Após os 6 meses, a
criança já pode começar a receber papinhas de fruta, salgada e também o leite
materno. Quando se diz papinha salgada é com moderação. Nada de encher a
papinha do bebê de sal, o que poderá gerar complicações futuras para ele. A
papa salgada pode ser feita de cereais, de carne, de ovos, de grãos, de
hortaliças e de tubérculos (feijão, por exemplo).
Lembrando que a carne
é uma fonte rica em ferro, substância importante na prevenção de anemias. Dos 6
meses aos 11 meses, a alimentação permanece essa. Já com 12 meses de idade, a
criança poderá ingerir frutas, participar das refeições básicas da família e
ainda usufruir do leite materno. Lembre-se: a introdução alimentar deve ser
lenta e gradual.

Segundo, é necessário trazer aqui algumas curiosidades que fazem total diferença na alimentação desse público infantil. Quanto ao fato de adoçar sucos e chás: até os 12 meses, é proibido o uso de mel. Por mais que esta substância seja preferencial para sucos e chás, por possuir propriedades expectorantes, ela pode conter a bactéria Clostridium botulinum, causadora do botulismo, trazendo lesões motoras e neurológicas ao bebê.
Para prevenir a anemia, é válido considerar a ingestão de alimentos ricos em ácido ascórbico (sucos cítricos, por exemplo) e de ácidos orgânicos (casca de feijão, cereais crus) após as principais refeições. Também é interessante dar 1 pedaço pequeno de fígado uma vez por semana, já que ele ajuda na absorção de ferro inorgânico, presente nos vegetais, pelo sistema digestório do bebê.
Sobre as dietas vegetarianas não fortificadas ou não suplementadas, o Ministério da Saúde não recomenda para menores de 2 anos, pois elas não suprem ferro, zinco e cálcio, nutrientes essenciais para uma boa alimentação e, consequentemente um ótimo desenvolvimento dessa criança.

Autor: Vinícius Salett, Estudante de Medicina
intagram: @viniciosallet