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Alergias sazonais: causas, sintomas, diagnóstico e tratamento

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Alergias sazonais: este texto explora a fisiopatologia, diagnóstico, tratamento e manejo das alergias sazonais.

As alergias sazonais, também conhecidas como rinite alérgica sazonal ou febre do feno, representam uma condição inflamatória crônica das vias aéreas superiores.

Essa patologia afeta milhões de indivíduos globalmente e é precipitada pela exposição a alérgenos ambientais específicos, principalmente durante as estações de primavera, verão e outono.

Fisiopatologia das alergias sazonais

As alergias sazonais são mediadas por uma resposta imune exagerada aos aeroalérgenos, principalmente:

  • Pólenes de árvores
  • Gramíneas e ervas daninhas
  • Bem como esporos de fungos.

A exposição a esses alérgenos leva à sensibilização inicial, onde o sistema imunológico do paciente desenvolve imunoglobulina E (IgE) específica contra os alérgenos. Portanto, subsequentemente, a reexposição resulta na degranulação dos mastócitos e basófilos sensibilizados, liberando mediadores inflamatórios como histamina, leucotrienos e prostaglandinas.

Esses mediadores causam a vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e recrutamento de células inflamatórias.

Manifestações clínicas das alergias sazonais

Os sintomas das alergias sazonais podem apresentar-se com diferentes graus de intensidade, desde leves até graves, e incluem:

  • Espirros paroxísticos
  • Rinorreia ou obstrução nasal
  • Prurido ocular, nasal e faríngeo
  • Epífora e hiperemia conjuntival
  • Tosse
  • Astenia.

Diagnóstico das alergias sazonais

O diagnóstico das alergias sazonais é fundamental para o manejo adequado e para a escolha do tratamento mais eficaz. Dessa forma, este processo envolve uma combinação de história clínica detalhada, exame físico e testes laboratoriais específicos para identificar os alérgenos causadores e a gravidade da resposta imunológica.

Anamnese

A história clínica é a pedra angular do diagnóstico das alergias sazonais. Deve-se investigar a presença de sintomas característicos, como rinorreia, espirros, prurido ocular e nasal bem como obstrução nasal. Assim, é essencial identificar a sazonalidade dos sintomas, correlacionando-os com períodos de maior exposição a pólenes específicos (primavera, verão, outono).

Além disso, deve-se perguntar sobre antecedentes familiares de doenças atópicas, como asma, eczema atópico e outras formas de rinite alérgica.

Exame físico

O exame físico pode revelar sinais sugestivos de rinite alérgica, tais como:

  • Edema e hiperemia da mucosa nasal
  • Secreção nasal clara e aquosa
  • Conjuntivite alérgica com hiperemia conjuntival bem como lacrimejamento
  • Olheiras alérgicas (linhas de Dennie-Morgan)
  • Rugas transversais no dorso nasal (sinal de alergia)

Testes laboratoriais

Para confirmação diagnóstica e identificação dos alérgenos específicos, utiliza-se os seguintes testes:

Testes cutâneos de puntura (Skin Prick Tests)

São considerados o padrão-ouro para a identificação de sensibilização a alérgenos inalantes. Dessa forma, consiste na aplicação de pequenas quantidades de extratos alergênicos na pele, geralmente do antebraço ou das costas, seguida de uma leve punção para permitir a penetração do alérgeno.

A formação de pápulas e eritema no local de aplicação indica uma reação positiva.

Dosagem de IgE específica (RAST ou ImmunoCAP)

Útil quando os testes cutâneos não são possíveis ou quando há contraindicações, como dermatite generalizada ou uso de medicações que interferem nos testes cutâneos.

Este exame mede a concentração de IgE específica para alérgenos específicos no soro do paciente.

Teste de provocação nasal

Embora menos comum, pode-se utilizar este teste em casos selecionados para confirmar a relevância clínica de um alérgeno específico. Consiste na administração controlada de um alérgeno na mucosa nasal e monitoramento da resposta clínica.

Pacientes com sintomas refratários

Em pacientes com sintomas persistentes ou refratários ao tratamento, pode ser indicada uma avaliação mais extensa, incluindo:

  • Endoscopia Nasal: para avaliar alterações estruturais ou inflamatórias na cavidade nasal.
  • Estudo de Imagem: tomografia computadorizada (TC) dos seios paranasais para identificar sinusite crônica bem como polipose nasal.

Tratamento farmacológico

Pode-se dividir o manejo farmacológico das alergias sazonais em abordagem sintomática e profilática. As opções terapêuticas incluem:

Anti-histamínicos

Prefere-se os anti-histamínicos de segunda geração (cetirizina, loratadina, fexofenadina) devido ao menor efeito sedativo comparado aos de primeira geração (difenidramina, clorfeniramina).

Corticosteroides nasais

São o tratamento de primeira linha para a rinite alérgica moderada a grave. Exemplos incluem fluticasona, mometasona e budesonida; dessa forma, estes agentes reduzem a inflamação local e melhoram significativamente a congestão nasal.

Descongestionantes

Pode-se utilizar como tratamento adjuvante para alívio rápido da congestão nasal, contudo não recomenda-se o seu uso prolongado devido ao risco de rinite medicamentosa. Exemplos incluem pseudoefedrina (oral) e oximetazolina (tópico).

Antagonistas dos leucotrienos

Montelucaste pode ser utilizado, especialmente em pacientes com rinite alérgica concomitante com asma.

  1. Cromonas: cromoglicato de sódio e nedocromil podem ser utilizados como agentes profiláticos, especialmente em pacientes pediátricos.

Imunoterapia Alérgeno-Específica

A imunoterapia subcutânea (SCIT) e sublingual (SLIT) são opções terapêuticas para pacientes com sintomas graves e refratários ao tratamento farmacológico convencional. Assim, estas terapias visam induzir tolerância imunológica aos alérgenos específicos, modificando a resposta imunológica e proporcionando alívio duradouro dos sintomas.

Manejo não-farmacológico

Além do tratamento medicamentoso, medidas de controle ambiental são cruciais para minimizar a exposição aos alérgenos e reduzir a carga de sintomas. Estas incluem:

  • Monitoramento dos níveis de pólen: utilizar aplicativos e serviços de previsão de pólen para planejar atividades ao ar livre
  • Uso de barreiras físicas: manter janelas e portas fechadas durante os períodos de alta contagem de pólen, além disso, utilizar filtros de ar HEPA em ambientes internos
  • Higiene pessoal: tomar banho e trocar de roupa após atividades ao ar livre para remover pólenes da pele e cabelos
  • Limpeza do ambiente: realizar limpeza regular de superfícies bem como o uso de aspiradores com filtros HEPA para reduzir a carga de alérgenos dentro de casa.

Veja também:

Esteja apto para tratar alergias sazonais

As alergias sazonais afetam milhões de pessoas em todo o mundo, causando sintomas incômodos como rinite, espirros, prurido ocular e obstrução nasal. Assim, para médicos, estar apto para diagnosticar e tratar essas condições é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Dessa forma, uma pós-graduação em Clínica Médica pode ser o diferencial que você precisa para se especializar e estar preparado para enfrentar esses desafios.

Referência bibliográfica

  • Esteves PC. Prevalência de rinite alérgica perene e sazonal (polinose), com sensibilização atópica ao Dpt e ao Lolium multiflorum em escolares de 13-14 anos e adultos de Curitiba [Dissertação]. Curitiba: Universidade Federal do Paraná; 1998.
  • Von Pirquet C. Allergie. Münch Med Wschr.1906;30:1457-8.
  • Coca A, Cooke R. On the classification of the phenomena of hypersensitivity. J Immunol. 1923;8:163-82.

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