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Tratamento para Cistite Não-Complicada em Mulheres Jovens

Cistite. ITU baixa deve ser manejada na APS.

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Confira neste post respostas para as principais dúvidas sobre tratamento para cistite em mulheres jovens!

1.  Quando eu devo tratar minha paciente de forma empírica ?

Mulheres que estão com sintomas de urinários possuem uma grande chance de ter diagnóstico de infecção do trato urinário (ITU). Os sintomas clássicos de ITU são disúria associada à polaciúria, na ausência de leucorreia e prurido vaginal. Tais pacientes devem ser prontamente orientadas para o tratamento da cistite.

Dessa forma, mulheres com vida sexual ativa com quadro clínico típico de ITU já podem ser tratadas empiricamente

O quadro clínico da ITU não-complicada é:

  • Disúria (dor ou sensação de queimação à micção)
  • Polaciúria (aumento da frequência urinária)
  • Urgência miccional
  • Hematúria

2.  Posso tratar mulheres com disúria e com exame de urina negativo?

Mulheres que se queixam de disúria devem ser tratadas empiricamente com antimicrobiano, independente do resultado para leucócitos e nitrito em tiras reagentes (dipsticks).

3.  Qual a duração do tratamento da cistite não-complicada?

A terapia antimicrobiana por curto prazo oferece maiores benefícios como a facilidade psicológica, o que aumenta  a adesão ao tratamento ofertado, além disso, reduz os efeitos adversos gastrointestinais, possui menos potencial de causar  resistência bacteriana e por último possui menor custo.

O uso de antibióticos para ITU não-complicada por período de três dias possui eficácia similar  ao tratamento prolongado , que dura cinco ou mais dias,  além disso causa menos efeitos adversos.

A fosfomicina trometamol, na dose de 3g, por via oral, é a droga de primeira linha  de ITU não-complicada em mulheres. O pefloxacino pode ser uma opção, utilizado na dose única de 800 mg. E nitrofurantoína 100 mg quatro vezes ao dia, por sete dias, esses são considerados os fármacos de primeira linha.

Fluoroquinolonas não são recomendadas como tratamento de primeira linha das ITUs simples, são resguardados  para ITUs complicadas, e betalactâmicos não são recomendados para o tratamento de rotina das ITUs,pois a eficácia é reduzida.

4. Como utilizar analgésicos do trato urinário no tratamento da cistite?

A fenazopiridina, um analgésico urinário, pode ser utilizada por até dois dias.  Em pacientes que estejam apresentando disúria intensa, a posologia é recomendada é de 200 mg, três vezes ao dia.A fenazopiridina não deve ser associada à antibioticoterapia por mais de 2 dias, devido a risco de toxicidade.

A fenazopiridina causa alterações em exames laboratoriais, entre eles a uroanálise, onde a urina se torna vermelho-alaranjada  Evita-se sua prescrição em pacientes que  possuam deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase , pois esse medicamento pode causar hemólise.

5. Profilaxia da ITU recorrente

5.1 Medidas comportamentais

O tratamento da ITU de repetição é constituído primeiramente por medidas comportamentais, que são  ingesta hídrica adequada, a não utilização de espermicida e tratamento  da atrofia genital , utilizando estrógeno local. Isso porque, a redução do estrogêio na pós-menopausa facilita o desenvolvimento de bacteriúria, e ao se utilizar estrógenos há uma maior proliferação de lactobacilos no epitélio vaginal, e consequnetemnete uma redução do pH e isso evita a colonização da vagina por patógenos.

5.2 Medidas farmacológicas

As três estratégias antibióticas que se tem são: profilaxia pós-coito, profilaxia contínua e autotratamento intermitente pela paciente.

  • Profilaxia contínua: o Antibiótico pode ser administrada diariamente ao deitar ou com fosfomicina a cada 10 dias Recomenda-se  que o tratamento dure de 6 a 12 meses.
  • Profilaxia pós-coito: Pode-se estabelecer uma relação causal entre infecções e o coito quando o intervalo para surgir os sintomas de ITU surgem após a relação sexual no intervalo de 24 e 48 horas. Nesses casos,  o uso pós-coito poderia ser uma opção.
  • Autotratamento: Essa modalidade de tratamento deve ser indicada apenas às mulheres que têm infecções recorrentes que já estão sendo acompanhadas e têm registro médico .  A paciente vai identificar o episódio de infecção , baseando-se nos sintomas e inicia o tratamento de forma empírica. Essas pacientes devem ser orientadas a entrar em contato com seu médico assistente se os sintomas não cessarem  dentro de 48 horas.

Posso tratar empiricamente a ITU?

Caso a paciente seja mulher, jovem, com vida sexual ativa e sem ITUs de repetição e com quadro típico de cistite aguda (disúria, polaciúria , urgência miccional e hematúria microscópica).

Qual o tratamento para ITU baixa?

Nitrofurantoína: 100mg, de 6-6h, por 5 dias. Fosfomicina: 3g em dose única. Amoxicilina/clavulanato: 500/125mg, de 8-8h ou 875/125mg, de 12-12h, ambos por 7 dias.

Qual a profilaxia para ITU?

A profilaxia pode ser contínua ou pós-coito. Na primeira, o antibiótico é administrado diariamente ao se deitar, a cada 10 dias, durante 6 a 12 meses. Na segunda, utilizar o antibiótico após ato sexual, se ITU em até 48h após sexo.

Referências:

  1. HADDAD, J. M; FERNANDES, D. A. Infecção do trato urinário. São Paulo: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). FEMINA, v. 47, n. 4, p. 241-4, 2019. Disponível em:
  2. Rossi P, Ribeiro RM, Lopes HV, Tavares W, Stein A, Simões R . Infecção Urinária Não-Complicada Na Mulher: Diagnóstico. Diretrizes Clínicas na Saúde Suplementar. Disponível em:

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