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Tinea versicolor: o que é, sintomas e como tratar as manchas causadas por essa micose

Imagem de pele com múltiplas manchas claras arredondadas na região do ombro e colo, características de tínea versicolor.

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A tinea versicolor, também chamada de pitiríase versicolor, é uma micose superficial da pele que provoca manchas claras, escuras ou avermelhadas, principalmente no tronco, no pescoço, nos ombros e na parte superior dos braços. Apesar de causar incômodo estético e, em alguns casos, coceira leve, a condição costuma ter comportamento benigno. Ainda assim, ela merece atenção, porque tende a voltar em pessoas predispostas, especialmente em ambientes quentes e úmidos.

Diferentemente de outras micoses cutâneas, a tinea versicolor não surge, necessariamente, por “pegar fungo” de outra pessoa. Na verdade, leveduras do gênero Malassezia vivem normalmente na pele humana. Porém, em determinadas situações, esses microrganismos se multiplicam de forma excessiva e alteram a pigmentação da pele. Como resultado, surgem manchas com tonalidades variadas, o que explica o termo “versicolor”.

Além disso, a tinea versicolor não costuma indicar falta de higiene. Ela pode ocorrer mesmo em pessoas com bons hábitos de cuidado com a pele.

O que é tinea versicolor?

A tinea versicolor é uma infecção fúngica superficial que compromete a camada mais externa da pele, chamada estrato córneo. Ela envolve, principalmente, leveduras lipofílicas do gênero Malassezia, que dependem de lipídios para crescer. Por isso, a doença aparece com mais frequência em áreas ricas em glândulas sebáceas, como tórax, dorso, pescoço e região proximal dos membros superiores.

Em condições habituais, a Malassezia integra o microbioma cutâneo e convive com a pele sem causar lesões. Entretanto, alguns fatores favorecem sua proliferação, como calor, umidade, sudorese intensa, oleosidade aumentada, predisposição individual e imunossupressão. Assim, quando o fungo cresce além do esperado, ele interfere no funcionamento normal da pele e desencadeia alterações de cor.

Além disso, a micose recebe o nome “versicolor” porque as lesões podem ter diferentes tonalidades. Em peles mais escuras, por exemplo, as manchas costumam parecer mais claras. Já em peles mais claras, elas podem adquirir coloração acastanhada, rosada ou levemente avermelhada. Portanto, a apresentação clínica varia conforme o tom de pele, a exposição solar e a atividade da infecção.

Por que a tinea versicolor causa manchas?

As manchas da tinea versicolor surgem porque a proliferação da Malassezia interfere na pigmentação cutânea. Em muitos casos, o fungo contribui para a redução da produção ou da distribuição da melanina na região afetada. Consequentemente, a pele desenvolve áreas hipopigmentadas, isto é, mais claras que a pele ao redor.

Além disso, a descamação fina causada pela micose dificulta o bronzeamento uniforme. Por isso, muitas pessoas percebem as manchas com mais clareza depois de exposição solar. Enquanto a pele saudável bronzeia, as áreas acometidas permanecem mais claras. Assim, o contraste aumenta e a lesão fica mais evidente.

No entanto, a tinea versicolor também pode produzir manchas mais escuras ou avermelhadas. Essa variação depende da resposta inflamatória local, do tom natural da pele e do estágio da doença. Dessa forma, uma mesma pessoa pode apresentar lesões com cores diferentes ao mesmo tempo.

Outro ponto importante: mesmo após o tratamento eliminar o fungo, a alteração de cor pode persistir por semanas ou meses. Isso acontece porque a pele precisa de tempo para recuperar a pigmentação normal. Portanto, a permanência da mancha não significa, obrigatoriamente, falha terapêutica ou infecção ativa.

Principais sintomas da tinea versicolor

A tinea versicolor geralmente provoca poucos sintomas. Ainda assim, o aspecto visual das lesões leva muitos pacientes ao consultório. As manifestações mais comuns incluem manchas arredondadas ou ovais, com bordas pouco definidas, que podem se unir e formar placas maiores.

Fonte: UpToDate, 2026.

Essas manchas costumam aparecer no tórax, no dorso, nos ombros, no pescoço e na parte superior dos braços. Com menor frequência, podem atingir abdome, face e outras regiões. Além disso, as lesões apresentam descamação fina, às vezes quase imperceptível. O médico pode evidenciar essa descamação ao friccionar ou raspar delicadamente a pele durante o exame.

A coceira, quando aparece, costuma ser leve. Porém, em períodos de calor, suor ou maior oleosidade, o paciente pode notar mais desconforto. Além disso, algumas pessoas relatam piora no verão, justamente porque a umidade, o calor e a sudorese favorecem a multiplicação do fungo.

De modo geral, a tinea versicolor não causa dor, feridas profundas, secreção ou sintomas sistêmicos. Portanto, febre, mal-estar intenso, lesões ulceradas ou sinais de infecção bacteriana sugerem outro diagnóstico ou uma complicação associada, e exigem avaliação médica.

Quem tem maior risco de desenvolver tinea versicolor?

A tinea versicolor pode afetar pessoas de diferentes idades, porém aparece com mais frequência em adolescentes e adultos jovens. Isso acontece porque, nessa fase, as glândulas sebáceas produzem mais oleosidade, o que favorece o crescimento da Malassezia.

Além disso, pessoas que vivem em regiões quentes e úmidas apresentam maior chance de desenvolver a micose. A sudorese intensa também contribui, principalmente quando o suor permanece por muito tempo em contato com a pele. Portanto, atletas, pessoas que trabalham em ambientes quentes e indivíduos com tendência à pele oleosa podem apresentar episódios recorrentes.

Outro fator relevante envolve a imunidade. Pessoas imunossuprimidas podem desenvolver quadros mais extensos ou persistentes. Ainda assim, a maioria dos casos ocorre em indivíduos saudáveis. Logo, o diagnóstico de tinea versicolor, isoladamente, não significa que o paciente tenha uma doença imunológica.

Também vale destacar que a condição pode voltar mesmo após tratamento adequado. Como a Malassezia faz parte da flora normal da pele, o tratamento controla o crescimento excessivo, mas não elimina permanentemente o microrganismo do corpo. Por isso, a prevenção de recorrências pode fazer parte do cuidado em pacientes com episódios repetidos.

Tinea versicolor é contagiosa?

A tinea versicolor não se comporta como uma micose altamente contagiosa. Como a Malassezia já vive na pele de muitas pessoas, o problema depende mais da predisposição individual e das condições locais da pele do que do contato com outra pessoa.

Portanto, o paciente não precisa se isolar, separar roupas de forma extrema ou evitar contato social por medo de transmissão. Ainda assim, medidas básicas de higiene, uso individual de toalhas e troca regular de roupas úmidas ajudam a manter a pele em melhores condições e reduzem fatores que favorecem recorrências.

Diagnóstico

O diagnóstico da tinea versicolor costuma começar pela avaliação clínica. Observa-se a distribuição das manchas, a coloração, a presença de descamação fina e o histórico de recorrência. Além disso, ele considera fatores como piora no calor, contraste após exposição solar e localização típica das lesões.

Quando há dúvida, o profissional pode realizar exames simples no consultório ou solicitar avaliação complementar. O exame direto com hidróxido de potássio, conhecido como KOH, permite visualizar elementos fúngicos em amostras de escamas da pele. Esse achado ajuda a confirmar a presença de Malassezia.

Além disso, a lâmpada de Wood pode auxiliar em alguns casos, embora nem sempre demonstre fluorescência evidente. Portanto, o exame clínico continua tendo grande valor. O médico também deve diferenciar a tinea versicolor de outras causas de manchas claras ou escuras, como:

  • Vitiligo
  • Hipopigmentação pós-inflamatória
  • Pitiríase alba
  • Dermatite seborreica
  • Hanseníase
  • Hipomelanose macular progressiva
  • E outras dermatoses pigmentares.

Essa diferenciação importa porque nem toda mancha clara representa micose. Assim, o tratamento sem diagnóstico pode atrasar a identificação de outras condições dermatológicas.

Como tratar a tinea versicolor?

O tratamento da tinea versicolor busca reduzir a quantidade de Malassezia na pele, aliviar sintomas e controlar a descamação. Na maioria dos casos, o médico indica antifúngicos tópicos como primeira opção, especialmente quando as lesões são localizadas ou pouco extensas.

Entre as opções tópicas, entram xampus, loções, cremes ou soluções antifúngicas. Produtos com sulfeto de selênio, cetoconazol ou outros agentes antifúngicos podem compor o tratamento, conforme avaliação médica. Geralmente, o paciente aplica o produto nas áreas afetadas e, muitas vezes, também em regiões próximas, já que a micose pode atingir áreas maiores do que as manchas visíveis sugerem.

Além disso, o tempo de contato do produto com a pele faz diferença, especialmente quando se usam formulações em xampu ou loção. Por isso, o paciente deve seguir exatamente a orientação prescrita. Aplicar por menos tempo, interromper precocemente ou usar de forma irregular pode reduzir a resposta.

Em casos extensos, recorrentes ou resistentes ao tratamento tópico, o médico pode considerar antifúngicos orais. No entanto, essa decisão exige cuidado, pois medicamentos sistêmicos podem ter contraindicações, interações medicamentosas e necessidade de avaliação clínica. Portanto, o paciente não deve se automedicar com comprimidos antifúngicos.

As manchas somem logo depois do tratamento?

Nem sempre. Embora o tratamento reduza ou elimine o fungo, a cor da pele pode demorar para normalizar. Essa demora acontece porque os melanócitos e a distribuição de pigmento precisam se reorganizar gradualmente. Além disso, a exposição solar pode aumentar o contraste entre a pele afetada e a pele ao redor.

Por isso, o paciente pode terminar corretamente o tratamento e ainda enxergar manchas residuais. Nessa situação, o médico avalia se há descamação ativa, coceira ou progressão das lesões. Quando esses sinais desaparecem, a alteração de cor restante pode representar apenas uma fase de recuperação.

O uso de fotoproteção também ajuda, sobretudo quando as manchas ficam mais evidentes após exposição ao sol. Além disso, evitar bronzeamento intenso reduz o contraste e melhora o aspecto global da pele durante a recuperação.

Como prevenir novas crises?

Como a tinea versicolor pode voltar, principalmente em pessoas predispostas, a prevenção tem papel importante. Em primeiro lugar, o paciente deve reduzir fatores que favorecem calor, umidade e oleosidade excessiva. Assim, trocar roupas suadas, evitar permanecer com peças úmidas por muito tempo e preferir tecidos mais leves pode ajudar.

Além disso, após exercícios ou exposição ao calor, o banho e a secagem adequada da pele reduzem a umidade local. No entanto, higiene excessiva ou produtos muito agressivos podem irritar a pele. Portanto, o ideal envolve equilíbrio: limpeza regular, boa secagem e cuidados compatíveis com o tipo de pele.

Em pessoas com recorrências frequentes, o médico pode indicar esquemas preventivos com antifúngicos tópicos em períodos específicos, especialmente antes ou durante estações mais quentes. Essa conduta depende do padrão de recorrência, da extensão das lesões e da resposta aos tratamentos anteriores.

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Referências bibliográficas

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