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Sistema Nervoso em Prática|Colunistas

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O sistema nervoso é o mais diferenciado e bem elaborado do nosso organismo. Tem por função regular e ajustar o organismo em relação ao ambiente interno, como também percebe e identifica as condições ambientas externas para relacionar com as internas, gerando resposta de adaptação a essas condições ao qual é exposto. Ele desempenha função sensitiva, integradora e motora.  

O tecido nervoso apresenta neurônios responsáveis pelas funções receptivas e células da Glia responsáveis pela proteção e sustentação dos neurónios. O primeiro indício de formação do sistema nervoso consiste em um espessamento do ectoderma acima da notocorda formando a placa neural.

Dos três folhetos embrionários, o ectoderma é aquele que está em contato com o meio externo do organismo, e é desse folheto que se origina o sistema nervoso.

Neurônios

Imagem 1: https://pt.slideshare.net/magnocavalheirofaria1/sistema-snc-paulo-arajo

Neurônios são a unidade básica do sistema nervoso, recebem e transmitem impulsos nervosos em forma de sinais elétricos.

Podem ser classificados como multipolares, bipolares e pseudo-unipolares em relação à forma. Também pode se classificar em motores, sensoriais e interneurônios em relação à função.

Células da Glia

 Imagem 2: https://www.infoescola.com/citologia/celulas-da-glia/

Elas possuem função de nutrir, sustentar e unir os neurônios. Se dividem em astrócitos, oligodendrócitos, micróglia e células de schwann.

SNC

Sistema Nervoso Central (SNC) é a parte do sistema nervoso formada pelo encéfalo protegido pela caixa craniana e pela medula espinhal que está protegida pela coluna vertebral. Realiza o processamento e a interpretação das informações. É constituído pelo cérebro, cerebelo e medula espinhal. É desprovido do estroma de tecido conjuntivo, possui a consistência de uma massa mole.

A substância branca compreende cerca de metade do volume cerebral. É formada por numerosos feixes que apresentam direções diversas, interligados à áreas corticais entre si e com estruturas sub corticais e não contém corpos de neurônios; os constituintes da substância branca são axônio mielinizados, oligodendrócitos que produzem mielina e predomina nas partes mais centrais.

Já a substância cinzenta é formada principalmente de corpos de neurônios, células da glia e axônios amielinizados, constituindo o córtex cerebral e cerebelar.

SNP

Sistema Nervoso Periférico (SNP) é formado por nervos e por gânglios, que são aglomerados de corpos de neurônios, que se associam aos nervos. Eles são responsáveis pela união entre o sistema nervoso central e os órgãos do corpo, conduzindo, pelas fibras, os impulsos.

Nervos

Em geral, nervos que são feixes de fibras nervosas envolvidas por tecido conjuntivo. As fibras nervosas são constituídas por um axônio e suas bainhas envoltórias.

As fibras que conduzem podem ser classificadas como sensitivas –fibras conduzem o estimulo até o SNC e motoras – que trazem a reposta vinda do SNC. Os nervos são classificados como espinhais (unidos à medula espinhal) ou cranianos (unidos com o encéfalo).

Gânglios

Gânglios são formados por corpos celulares de neurônios que se localizam fora do SNC, próximo à coluna vertebral, que se associam aos nervos. É envolvido por tecido conjuntivo. Podem ser divididos em sensitivos e autônomos.

Os gânglios nervosos do simpático se localizam nas grandes cavidades do corpo, como também na cavidade torácica e abdominal. Já os do parassimpático se situam em grande maioria na região interior dos órgãos que serão inervados, denominam se gânglios intramurais, localizados também próximo à medula espinhal, partindo da região torácica e lombar.

SNPS

O Sistema Nervoso Periférico Somático realiza ação voluntaria podendo inervar todo corpo, com exceção as vísceras.

SNPA

O Sistema Nervoso Periférico Autônomo é involuntário, controla apenas os neurônios motores e pode ser subdividido em:

O Simpático, de forma geral, estimula ações que mobilizam energia, permitindo a resposta em situações de estresse. O sistema simpático pode acelerar os batimentos cardíacos, aumentar a concentração de açúcar no sangue e ativar o metabolismo do geral do nosso corpo. Os gânglios das vias simpáticas se localizam ao lado da medula espinhal, distantes do órgão que irá efetuar o comando.

Os neurônios pré-ganglionares do sistema nervoso simpático estão localizados na coluna lateral da medula espinhal, são fibras nervosas curtas, mielínicas, que, por meio dos nervos, alcançam os gânglios simpáticos, onde estão neurônios pós-ganglionares. Esse sistema é responsável pela liberação da noradrenalina, que prepara o corpo para a ação – Luta ou Fuga. As fibras que secretam noradrenalina ativam receptores adrenérgicos.

O Parassimpático, de maneira geral, estimula atividades de relaxamento, reduzindo ritmo cardíaco e da pressão sanguínea. Esse sistema é responsável pela liberação da acetilcolina, que está relacionada com a regulação do sono, memória e aprendizado, atua como mensageira entre neurônios. As fibras que secretam acetilcolina ativam receptores colinérgicos.

  Imagem 3: https://www.sobiologia.com.br/conteudos/FisiologiaAnimal/nervoso11.php

Os gânglios das vias simpáticas estão ao lado da medula espinhal, distantes do órgão efetuador já os gânglios das vias parassimpáticas estão distantes do sistema nervoso central e próximos ou dentro do órgão efetuador. As fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas inervam os mesmos órgãos, mas em oposição. Enquanto um age estimulando determinado órgão, o outro inibe. Essa condição antagônica mantém o equilíbrio funcional dos órgãos internos.

Entérico

O Entérico modula e regula funções como a motilidade intestinal, a secreção e a atividade das células endócrinas do TGI. Ele se situa no revestimento de órgãos, como esôfago, estômago, intestinos, vesícula biliar e pâncreas. Formado por duas redes, essas que se constituem a partir de Inter neurônios, nervos sensoriais e neurônios motores sensoriais, denominam se plexo mientérico e submucoso. Possui organização própria e tem ao seu dispor neurônios intrínsecos e extrínsecos, responsáveis por levar informações e pela sinalização do SNC para o digestório, e do digestório para o SNC, respectivamente. Seus neurônios liberam neurotransmissores e neuromoduladores, que são os neurotransmissores não adrenérgicos, não colinérgicos, células da glia e centro integrador. Tem papel importante no sistema imune devido a substância P, que age na musculatura lisa do intestino e também tem ação no transporte e proliferação de linfócitos como também age na produção de interleucina 2.

Potencial de Ação e propagação do impulso

Imagem 4: http://www.minutoenfermagem.com.br/postagens/2015/04/25/potencial-de-acao/

O potencial de membrana pode ser descrito como a diferença de potencial eléctrico entre os meios intra e extracelular. Um potencial de ação é a alteração rápida na polaridade voltagem, uma onda elétrica que percorre a membrana da célula.

Um potencial de ação começa quando a depolarização aumenta a voltagem da membrana. Os canais dependentes de voltagem se abrem e o influxo de sódio faz com a que o potencial de membrana aumente rapidamente. Após um curto tempo esses canais se inativam e um conjunto de canais de potássio dependente de voltagem se abram permitindo a saída do potássio do interior da célula permitindo a saída pelo gradiente eletroquímico inativando a bomba. Esse sinal pode percorrer longas distâncias. O potencial pode ser divido em três fases:

1) Despolarização – Canais de sódio são abertos, influxo de sódio. O neurônio fica positivo com relação ao ambiente extracelular.

2) Repolarização – Canais de potássio dependentes de voltagem são abertos, causa o efluxo de Potássio. Esses canais abrem com um certo tempo depois da despolarização.

3) Hiperpolarização – O neurônio fica mais negativo do que o potencial de repouso da membrana devido a alta permeabilidade da membrana ao potássio, o potencial de repouso da membrana é restaurado aos poucos.

Modulação de funções pelo Sistema Neural

Diversas funções realizadas nos sistemas Cardiovascular, Urinário e Respiratório acontecem devido a modulação pelo sistema Neural.

A modulação cardiovascular pelo sistema neural abrange a ativação de receptores periféricos como os barorreceptores, quimiorreceptores e receptores cardiopulmonares. Que contêm aderências e se projetam para o sistema nervoso central via vago e glossofaríngeo. Esse processamento de informações aferentes no sistema nervoso central produz a regulação das vias autonômicas eferentes, resultando no ajuste das variáveis cardiovasculares.

A modulação urinária pelo sistema neural envolve a atividade de nervos periféricos, da medula sacral e de áreas centrais constituídas pelo bulbo, ponte, mesencéfalo e córtex. A ponte desempenha efeito na atividade miccional. A substância cinzenta por sua vez controla o trato urinário inferior. Recebe modulação inibitória da região posterior do hipotálamo. Já o córtex, cerebelo e núcleos da base podem modular a micção.

A modulação Respiratória pelo sistema neural pode ser voluntaria ou involuntária. Esse estimulo é gerado pela ativação de receptores e quimiorreceptores, que estimulam a área especifica vinculada ao desencadeador. O centro respiratório e a ponte são também responsáveis por controlar determinadas ações do sistema respiratório.

Neurotransmissores e Receptores

Imagem 5: preparaenem

Os neurotransmissores são mensageiros químicos que são produzidos pelos neurônios, difundem-se à pequenas distâncias e se ligam a receptores no alvo, garantindo o fluxo de informações para desencadear ações especificas de acordo com sua função. Já os receptores podem ser classificados como intracelulares, encontrados dentro da célula, e receptores de superfície celular, encontrados na membrana plasmática. Os intracelulares são pequenas moléculas hidrofóbicas, pois elas precisam atravessar a membrana plasmática para alcançar seus receptores. Os receptores principais dos hormônios esteroides, hormônios sexuais estrógeno e testosterona, são intracelulares.

Por sua vez, os receptores de superfície celular são proteínas ancoradas à membrana que se ligam a ligantes na superfície externa da célula. Nessa sinalização, o ligante não precisa atravessar a membrana plasmática. O receptor de membrana plasmática típico tem diferentes regiões de proteína: um domínio extracelular de ligação ao ligante, um domínio hidrofóbico que se estende através da membrana e um domínio intracelular, que geralmente transmite um sinal. O neurotransmissor atua no receptor (ionotrópico), que se liga a uma parte específica, a que é responsável por abrir um canal que permite a entrada de íons que se difundem pela membrana, provocando o potencial pós-sináptico excitatório ou inibitório. Certos neurotransmissores podem se ligar a receptores(metabotrópicos), que ativam uma via de sinalização produzindo segundos mensageiros intracelulares.

Bibliografia

Apostila do Jaleko sobre sistema nervoso autonomo

https://wp.ufpel.edu.br/historep/files/2018/08/RESUMO-TECIDO-NERVOSO.pdf

https://ulbra-to.br/morfologia/2011/09/27/Sistema-Nervoso

https://www.cpt.com.br/artigos/fisiologia-respiratoria-como-fazer-o-controle-neural-da-ventilacao#:~:text=O%20Controle%20neural%20da%20ventila%C3%A7%C3%A3o%20pode%20ser%20volunt%C3%A1rio%20e%20involunt%C3%A1rio.&text=%2D%20O%20est%C3%ADmulo%20para%20a%20respira%C3%A7%C3%A3o,PO2%20e%20PCO2.

https://www.famema.br/ensino/embriologia/primeirassemanas3.php

http://files.bvs.br/upload/S/0101-8469/2008/v44n2/a19-34.pdf

https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/FlaviaGoulart/Potencial_eletrico.pdf

https://www.portalnepas.org.br/abcs/article/view/76

https://pt.khanacademy.org/science/biology/human-biology/neuron-nervous-system/a/depolarization-hyperpolarization-and-action-potentials

http://sociedades.cardiol.br/sbc-rs/revista/2004/03/artigo05.pdf

https://pt.khanacademy.org/science/biology/cell-signaling/mechanisms-of-cell-signaling/a/signal-perception



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


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