Anúncio

Síndrome de Kleine-Levin: o que é, causas e mais

síndrome de kleine-levin

Índice

Mês do Consumidor Sanar Pós

Faça parte da Lista VIP e tenha benefícios no Mês do Consumidor

*Consulte condições

Dias
Horas
Min

Entenda o que é a síndrome de Kleine-Levin, pelo que ela é causada, a apresentação clínica e o tratamento da síndrome. Bons estudos!

A Síndrome de Kleine-Levin é mais conhecida como Síndrome da Bela Adormecida. Assim, trata-se de um distúrbio do sono. Embora seja rara, é importante compreender melhor as nuances dessa doença,

O que é a síndrome de Kleine-Levin?

A síndrome de Kleine-Levin é um distúrbio do sono raro, associado a distúrbios cognitivos  e comportamentais.

A duração dos episódios podem variar entre dias a semanas, ou até mesmo meses. Durante esses episódios, o paciente pode dormir até 22 horas por dia, por até 3 semanas seguidas.

Epidemiologia da SKL

Como comentamos, a SKL é rara. Assim, estima-se que a prevalência da doença seja de 5 casos a cada 1.000.000 de habitantes.

Diferente do que costuma ocorrer com algumas síndromes neurológicas/psiquiátricas, a SKL é mais comum em homens, em cerca de 80% dos casos. Ainda, costumam acometer mais adolescentes, por volta dos 15 anos.

Uma curiosidade sobre a SKL é que, dentre os grupos étnicos estudados, os judeus asquenazes são os que mais apresentam a síndrome.

Sintomas: apresentação clínica do paciente com Kleine-Levin

Alguns dos sintomas comportamentais dessa doença, tem confusão, desrealização, apatia, compulsão alimentar e hipersexualidade.

Devido às longas horas de sono, o indivíduo com a SKL costumam acordar irritados. Além disso, ela impede que os pacientes realizem as atividades diárias, como estudar ou até mesmo o auto-cuidado.

Alguns relatos de caso trazem sintomas como descarrilhamento do pensamento, amnésia e delírio persecutório.

A recuperação do paciente costuma ser espontânea, mesmo sem tratamento. Apesar disso, o uso de medicações é importante para afastar os pacientes das crises.

Como diagnosticar a síndrome de Kleine-Levin?

A suspeita da síndrome é levantada ao ser observada pela família, amigos e próprio paciente o sono intenso do paciente. Apesar disso, o diagnóstico da doença é um desafio, podendo ser confundido até mesmo com a esquizofrenia.

Por isso, muitas vezes a SKL é sub-diagnosticadas. Algumas das dificuldades acerca do diagnóstico da síndrome de Kleine-Levin podem ser:

  1. Polimorfismo da sintomatologia;
  2. Desconhecimento da etiologia e fisiopatologia;
  3. Comorbidade entre as perturbações do sono;
  4. Sobreposição com outras patologias, como Prader-Willi.

A polissonografia é o exame a ser realizado a fim de diagnosticar a síndrome de Kleine-Levin. Além do exame, a tríade seguinte costuma ser considerada para o quadro:

  1. Hipersonia;
  2. Hiperfagia;
  3. Hipersexualidade.

É fato que diagnosticar uma síndrome de Kleine-Levin não é desafiador quando o quadro é clássico, com os sintomas acima. Por outro lado, em casos mais discretos ou mesmo paradoxais, o diagnóstico se complica.

Nesses casos, o paciente pode apresentar sintomas opostos aos descritos acima. Como exemplo, em vez de hiperfagia, a anorexia.

Como a polissonografia é realizada?

O teste é feito durante o sono do paciente, podendo ser realizado em uma clínica especificada ou na casa do paciente. Caso o exame seja feito na casa do paciente, um dispositivo digital será responsável por realizar o acompanhamento do sono, por pelo menos 3 horas.

Outras indicações para a realização da polissonografia são:

  • Roncos excessivos;
  • Irritabilidade;
  • Baixa concentração;
  • Perda de libido;
  • Noites mal dormidas.

Para a realização do exame, você deve orientar seu paciente sobre o seu preparo. Como recomendação, tem-se que se deve evitar café e bebidas energéticas nas 24 horas que antecedem o exame e manutenção das medicações habituais.

Além disso, é importante que o paciente esteja vestido com roupas confortáveis. Também com o objetivo de não impactar no sono habitual do paciente e garantir um resultado fidedigno, não deve ser feito como gripe e alergias.

As contraindicações para realização da polissonografia são condições como ansiedade intensa, uso de medicação antidepressiva ou crianças abaixo dos 12 anos.

Tratamento da síndrome de Kleine-Levin

Infelizmente, ainda não se conhece um tratamento efetivo para a SKL.

Apesar disso, as recomendações para o alívio dos sintomas são os medicamentos à base de lítio. Outro grupo utilizado pode ser os estimulantes anfetamínicos, especialmente durante o período de crise.

É importante que a equipe médica oriente a família sobre os cuidados ao paciente. É interessante que o paciente não seja acordado. Caso o período de sono dure muitas horas, por outro lado, é interessante acordar o paciente até 2 vezes por dia, para comer e ir ao banheiro.

Posts relacionados

Perguntas frequentes

  1. A SKL é mais comum entre quais grupos?
    A Síndrome de Kleine-Levin é mais comum entre pacientes homens e jovens, por volta dos 15 anos.
  2. Qual é o exame necessário para diagnosticar a SKL?
    O exame necessário para o diagnóstico de Kleine-Levin é a polissonografia.
  3. É recomendado que a família tome que conduta diante dos episódios de hipersonia?
    A família deve acordar o paciente para se alimentar e ir ao banheiro.

Referências

  1. Síndrome de Kleine-Levin: caso clínico e dificuldades de diagnóstico. Dênio Lima. Scielo
  2. Síndrome de Kleine-Levin (hipersônia recorrente). Adi Aran, MD. UpToDate
  3. Judeus asquenazes.
  4. Instituto do Sono da Asa Norte.

Compartilhe este artigo:

Uma pós que te dá mais confiança para atuar.

Conheça os cursos de pós-graduação em medicina da Sanar e desenvolva sua carreira com especialistas.

Anúncio

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀