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Síndrome Coronária Aguda: definição e ECG

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Você sabe descrever o que é uma Síndrome Coronária Aguda? Uma vez que a doença cardiovascular é a que mais mata no mundo, sendo o infarto a sua principal manifestação, é muito importante que todo estudante de Medicina e médico saiba o básico sobre a SCA.

Definição de Síndrome Coronária Aguda

A Síndrome Coronária Aguda é um conjunto de síndromes agudas que estão relacionadas à isquemia miocárdica. Essa relação, geralmente, se dá por instabilidade de placas de ateromatose, seja pelo mecanismo de ruptura ou erosão.

Então, essa placa pode levar a uma oclusão ou sub-oclusão das artérias coronárias, os vasos que irrigam o tecido do coração. Assim, pode ser manifestada como infarto agudo do miocárdio ou angina.

Achados no ECG da síndrome sub-oclusiva

Infradesnivelamento de ST

O infradesnivelamento do segmento ST é a alteração mais importante no ECG da sub-oclusão coronária. Para medir esse infra, deve-se usar o ponto J como referência, que é o final do complexo QRS e o início do segmento ST.

Além disso, para cravar que há infradesnivelamento de ST, é preciso que essa diferença seja maior ou igual a 1mm e que esteja presente, pelo menos, em 2 derivações contíguas. Só então é possível afirmar que há isquemia do tecido.

ECG de paciente com infra de segmento ST.

Achados do ECG da síndrome oclusiva

Muitas vezes, a oclusão coronária aguda (OCA) é confundida com o infarto com supra de ST. Mas essa confusão está equivocada, porque até 30% das oclusões agudas não apresentam supra de ST! Ou seja, não dá para ficar refém apenas dessa informação para saber se há ou não OCA.

Onda T hiperaguda

É o primeiro achado da OCA. Essa conformação da onda T fará com que ela seja simétrica, ampla, de base larga e sempre acompanhando o QRS. A imagem abaixo demonstra uma Onda T hiperaguda.

Supra de ST

Se o segmento ST estiver com pelo menos 1mm de supra em todas as derivações, além dos casos especiais de V2 e V3, pode-se definir o achado de supra de ST. Ele costuma ser o segundo achado da isquemia por oclusão coronariana.

Em relação a V2 e V3, temos que, em mulheres, o supra precisa ser maior do que 1,5mm, em homens com menos de 40 anos, maior que 2,5mm, e em homens acima de 40 anos, maior que 2,0mm.

Progressão da isquemia

síndrome coronária aguda

Graus de progressão:

  • 1: A progressão da isquemia promove uma onda T hiperaguda em relação ao ECG sem isquemia.
  • 2: Há presença de supra de ST, com leve concavidade em onda S.
  • 3: Ocorre o desaparecimento da onda S e retificação da concavidade.

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