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Saúde da Mulher. Qual o Papel da APS?

Saúde da Mulher, um papel importante da APS na prevenção de neoplasias e demais doenças evitáveis.

Índice

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1.  Introdução

A atenção primária em saúde possui como um dos seus pilares de atuação, a promoção em saúde para toda a população. A forma de se atuar na APS é primeiro identificar de forma precoce as necessidades em relação à saúde de uma determinada comunidade/população (neste caso, saúde da mulher) e somente depois intervir, de preferência uma intervenção que trate a doença em seus estágios iniciais. Dessa forma, os usuários daquele serviço conseguem lidar de uma melhor forma com suas patologias, e além disso, podem receber um tratamento curativo.

1.1 Saúde da Mulher

No que se trata de  saúde da mulher,a promoção de saúde envolve como essas mulheres se enxergam, ou seja como elas vêem os próprios corpos, se percebem mudanças que ocorrem nele , e se ela tem consciência das suas reações físicas e emocionais em cada etapa da sua vida, desde a adolescência até à senilidade.

1.2 Promoção a saúde

A promoção em saúde inclui a adoção de hábitos saudáveis, como a implementação de alimentação balanceada , prática de atividades físicas regulares, desestimular o uso de bebidas alcoólicas, drogas ilícitas e tabagismo.  Ademais, existem hábitos de vida pouco citados, mas de extrema relevância para a qualidade de vida das pacientes, como estimular a paciente a coordenar melhor seu tempo, se atentar à qualidade de sono, e outras recomendações relacionadas ao seu autocuidado. 

2.  Papel da APS no rastreio aos cânceres ginecológicos mais prevalentes

A atenção primária à saúde, é a porta de entrada da população nos serviços de saúde . Portanto, é na APS que se tem a chance de se detectar de forma precoce  patologias em geral. Quando falamos de saúde da mulher, algumas doenças merecem atenção redobrada no quesito  rastreio, devido a taxa de prevalência e  morbimortalidade. São elas os cânceres de mama e colo de útero.  Desse modo, é de extrema relevância que os serviços de saúde , e suas equipes multidisciplinares estejam aptos para receberem e realizarem os atendimentos desse público alvo.

2.1 Estratégias de captação dessas mulheres

As  estratégias para captação de mulheres envolve: 

  • Identificação se a mulher está na faixa etária de rastreio para a determinada patologia;
  • Identificar e priorizar  as mulheres que nunca foram examinadas (citopatológico e exame clínicos das mamas);
  • Busca ativa das mulheres, realizada por agentes comunitários de saúde (ACS)

Nos atendimentos de demandas espontâneas, onde as pacientes buscam atendimentos por queixas comuns como febre, mialgia,  temos uma oportunidade para se falar sobre a prevenção e rastreamento dessas doenças. A ideia principal é estimular essas mulheres a buscarem os serviços de saúde referência para que elas realizem os atendimentos e exames necessários.

3.  Câncer de colo de útero

No Brasil, o exame de papanicolau teve grande aumento de acesso, no entanto, essa medida não foi suficiente para reduzir a índices aceitáveis de mortalidade por câncer do colo uterino em determinadas regiões do país, onde o diagnóstico ainda é feito quando a doença já está em estágios avançados.

3.1 Rotina

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, no Brasil, a citologia cervical (Papanicolaou) deve ser oferecida às mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos e que já tiveram atividade sexual. Recomenda-se para o rastreamento,  a repetição do exame a cada 3 anos, após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de 1 ano. A repetição em 1 ano após o primeiro teste tem como objetivo reduzir a possibilidade de um resultado falso-negativo na primeira rodada do rastreamento.

Pacientes que possuam o Papanicolaou alterado, que apresentem  o quadro clínico compatíveis com a patologia, ou em pacientes que já foram submetidas a exame ginecológico suspeito para neoplasia, devem ser referidas para um centro de atenção secundário, onde será realizado a análise colposcópica do colo uterino.

Imagem 1: Resumo de recomendações para conduta inicial frente aos resultados alterados de exames citopatológicos nas unidades de atenção básica. Fonte: Diretrizes para o Rastreamento do câncer do colo do útero_2016.indd (inca.gov.br)

4.  Câncer de mama

Com relação ao câncer de mama, segundo o Ministério da Saúde , a mamografia e o exame clínico das mamas são  necessários para se reduzir a mortalidade por câncer de mama.

A   mamografia anual após os 40 anos de idade é a principal conduta. Além disso, deve-se estimular que essas mulheres após os 25 anos, realizem autoexame mensalmente e o exame clínico anual.  A ultrassonografia de mamas em pacientes assintomáticas é uma conduta questionada até o momento, todavia, pode ser recomendada anualmente após os 30 anos. E também na situação onde a paciente apresenta mamas muito densas.

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Para pacientes de alto risco, inicia-se a propedêutica anual, que inclui ressonância magnética (RM),  quando ela tiver 10 anos a menos do que a idade que  sua mãe ou sua irmã tiveram o diagnóstico.

Imagem 2: Recomendações de rastreamento de CA de mama pela mamografia.Fonte: diretrizes_deteccao_precoce_cancer_mama_brasil.pdf (inca.gov.br)

Referências:

  1. Ginecologia e Obstetrícia Febrasgo para o Médico Residente – Editora Manole – Almir Antonio Urbanetz 2016
  2. diretrizes_deteccao_precoce_cancer_mama_brasil.pdf (inca.gov.br)
  3. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//diretrizesparaorastreamentodocancerdocolodoutero_2016_corrigido.pdf

Qual a idade para início do rastreio do câncer de mama?

O rastreio para o Câncer de Mama deve ser realizado ativamente em mulheres sem fatores de risco com idade entre 50 e 69 anos.

Qual o intervalo de rastreio do Câncer do Colo do Útero?

A citologia cervical (exame de Papanicolau) deve ser realizado em intervalo de 1 ano. Caso 2 exames consecutivos normais, o intervalo aumenta para 3 anos entre os exames.

Qual o papel da APS na saúde da mulher?

Identificação se a mulher está na faixa etária de rastreio, priorizando  as mulheres que nunca foram examinadas. Além da realização de busca ativa das mulheres, realizada por agentes comunitários de saúde (ACS).

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