Anúncio

Resumos: anafilaxia | Ligas

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

Definição
e Epidemiologia

A anafilaxia é uma reação
alérgica aguda potencialmente fatal que ocorre em pessoas com sensibilização
prévia. Origina-se devido à liberação súbita de mediadores no organismo,
gerando reações graves na pele (​urticária, angioedema), no sistema respiratório
(broncoespasmo, edema laríngeo), no sistema cardiovascular (hipotensão,
arritmias) e no sistema gastrointestinal (vômitos, diarreia). Em relação à
etiologia, no ambiente hospitalar as principais causas são os​ medicamentos e o
látex, enquanto fora do hospital os​ alimentos são os principais fatores
etiológicos, com destaque para o amendoim.

É importante diferenciar o choque
anafilático da anafilaxia, pois o “choque” é uma condição clínica que evolui a
partir da anafilaxia. Naquele, há um comprometimento da circulação e alterações
da microcirculação. Trata-se de uma situação muito grave, que apresenta altas
taxas de mortalidade. A sufocação é outro tipo de complicação que pode decorrer
da anafilaxia, seja pelo edema de glote, seja pelo broncoespasmo. 

Em relação à epidemiologia,
estima-se que 1 em cada 200 atendimentos nos serviços de emergência sejam para
o tratamento de reações alérgicas graves. A cada 100.000 pessoas, supõe-se que
ocorram entre 50 a 2000 episódios de anafilaxia. Isso significa que cerca de 2%
da população já teve pelo menos um episódio de anafilaxia ao longo da vida.

Fisiopatologia  da anafilaxia

A patogênese da anafilaxia
consiste na​ ativação de ​mastócitos ​e ​basófilos ​por meio da interação do
antígeno com o ​IgE. Dessa forma, ocorre liberação de histamina e outros
mediadores que causam contração difusa do músculo liso (o que resulta em
broncoconstrição, vômitos ou diarreia) e vasodilatação com extravasamento de
plasma (o que gera o angioedema e a hipotensão).

Quadro clínico

Os principais sinais e sintomas da anafilaxia são:
prurido na face, urticária, angioedema, hipotensão, sensação de “aperto na
garganta”, obstrução laríngea, rouquidão, dispneia e/ou broncoespasmo. O início
do quadro é abrupto e, normalmente, começam em 15 minutos após a exposição ao
alérgeno. Geralmente, as primeiras reações são as cutâneas ou respiratórias,
que podem estar acompanhadas de hipotensão​. 
Na análise laboratorial pode ter IgE aumentada para o agente.

Diagnóstico da anafilaxia

O diagnóstico da anafilaxia é essencialmente clínico.
Pode ser usada como ferramenta de auxílio a dosagem de triptase plasmática.

Os critérios definidos pela World
Allergy Organization para diagnostico de Anafilaxia são:

  • Reação aguda, de
    evolução rápida (minutos a horas), com envolvimento de pele/mucosas acompanhada
    de ao menos um dos seguintes sintomas: dificuldade respiratória (por edema
    laríngeo ou broncoespasmo) e hipotensão arterial (lipotímia, síncope ou
    choque).

Quando o paciente tiver sido
exposto a uma alérgeno que já é suspeito, também devem ser considerados os
critérios a seguir para fazer o diagnostico de anafilaxia:

  • Reação aguda com
    envolvimento de dois ou mais dos seguintes: pele/mucosas: prurido/
    flush/urticária e/ou angioedema / dificuldade respiratória / hipotensão
    arterial / sintomas gastrintestinais persistentes.
  • Redução da pressão
    arterial (PA):

    • em crianças PA baixa para a idade, ou queda de 30% na PA
      sistólica.
    • em adolescentes e adultos: PA < 90 mmHg ou queda >
      30% na PA sistólica.

Como diagnóstico diferencial deve
ser considerados: reação vasovagal, mastocitose sistêmica, angioedema
hereditário, feocromocitoma, síndrome carcinoide , disfunção de cordas vocais e
escromboidismo. 

Tratamento

O tratamento da anafilaxia visa
englobar o tratamento de fase aguda e as orientações para prevenir e abordar
novos casos.

 Em situações de emergência é necessária a
atuação rápida, mesmo na ausência de história completa ou diagnóstico
definitivo. Esses atendimentos incluem medidas gerais não farmacológicas, as
drogas de primeira linha e de segunda linha.

 São indispensáveis três aspectos no tratamento
emergencial da anafilaxia: administração rápida de adrenalina (epinefrina),
colocar paciente em decúbito dorsal com membros inferiores elevados e a
manutenção adequada da volemia e introdução de oxigênio em alto fluxo com mascara
com reservatório.

Em etapas posteriores, na segunda
linha do tratamento, devem-se utilizar anti-histamínicos (anti-H1) pela via
oral ou endovenosa, além dos corticoides.

Também podem ser administradores
durante a fase inicial, como tratamento de broncoespasmos isolados ou que não
tiveram melhora com a adrenalina inicial, os broncodilatadores (β-2 agonistas:
salbutamol, fenoterol ou terbutalina) de curta ação, por via inalatória. As
dosagens são as habituais.

Em pacientes que não obtiveram
melhoras ou que usam β-bloqueadores, pode ser necessário usar outros
vasopressores (noradrenalina, vasopressina), se possível, em uma unidade de
terapia intensiva.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE
ALERGIA E IMUNOPATOLOGIA; SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANESTESIOLOGIA. Anafilaxia: Tratamento. Projeto Diretrizes, [s. l.], p. 1-17, 19 out. 2011.

O desenvolvimento de anafilaxia
bifásica (agravamento dos sintomas de 1-8 horas após o inicio) não é possível
ser determinado. Assim é recomendado que os pacientes que receberam adrenalina
fiquem de observação de 4-6 horas no local que foram atendidos. Os pacientes
que tiveram boa resposta ao tratamento devem ser orientados que poderão ter
novamente os sintomas em até 24 horas.

Após a alta, o paciente deve
receber orientações sobre tratamento no domicílio, considerando o uso de
anti-histamínicos e corticosteroides, por via oral, por pelo menos 3 dias.
Deve-se orientar também a procura de um especialista para determinar o agente
alergênico quando a causa ainda é desconhecida.

Como principal medida profilática
recomenda-se que o paciente que teve uma reação anafilática evite o
alérgeno.  Para aqueles que estejam em
continuo risco de exposição (venenos de insetos ou alimentos  de complicada exclusão) é recomendado possuir
consigo a adrenalina auto injetável. Além disso, para pacientes que sofreram
anafilaxia em decorrência de picada de insetos, pode-se propor a profilaxia com
imunoterapia.

Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀