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Resumo lei de Frank Starling | Colunistas

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CICLO CARDÍACO

“O conjunto dos eventos cardíacos, que ocorre entre o início de um batimento e o início do próximo, é denominado ciclo cardíaco” (GUYTON, 2017). Cada ciclo é ativado por um potencial de ação no nodo sinusal. “O ciclo cardíaco consiste no período de relaxamento, chamado diástole, durante o qual o coração se enche de sangue, seguido pelo período de contração, chamado sístole” (GUYTON, 2017). Durante a sístole se apresenta as seguintes fases: contração isovolumétrica, que ocorre no começo da sístole ventricular, representa o pico da onda R no eletrocardiograma, acontece 1ª bulha cardíaca e existe o aumento da pressão ventricular; e jeção: é a abertura das semilunares, acontece de maneira rápida e depois reduzida, a pressão atrial esquerda aumenta pois o átrio começa a receber sangue. Já na diástole, apresenta as fases de relaxamento isovolumétrico, onde tem uma redução da pressão ventricular, fechamento das semilunares e consequentemente acontece a 2ª bulha cardíaca; fase de enchimento rápido, que se dá pela abertura valva mitral, a pressão ventricular baixa, por ainda ter um ventrículo complacente, acontece a 3ª bulha cardíaca e o coração se preenche rapidamente; a diástole, onde acontece o retorno venoso para o ventrículo direito, ocorre um aumento gradual da pressão arterial, da parede ventricular e pulmonar e do volume ventricular; e a sístole atrial, que ocorre a contração atrial precedida pela onda P (despolarização), aumento do volume ventricular e para que isso ocorra a válvula mitral deve estar aberta e é onde acontece a 4ª bulha cardíaca.

Diagrama do ciclo cardíaco. Fonte: Guyton, 2017.

FUNÇÃO CARDIOVASCULAR 

VOLUME SISTÓLICO

É o volume sistólico ejetado (ml), ou seja, o volume total em 1 batimento. O volume diastólico final é o volume no ventrículo que antecede a ejeção, isso significa que é o volume que sobrou depois da diástole. E o volume sistólico final é o volume no ventrículo após a ejeção, ou seja, o volume que sobrou após a sístole. 

VS = VDF + VSF 

De modo geral, o volume sistólico depende do volume diastólico final, que depende também do retorno venoso. Consequentemente, conclui-se que o volume sistólico e o débito cardíaco levam em consideração o retorno venoso. 

FRAÇÃO DE EJEÇÃO 

Uma medida importante para avaliar a eficiência ventricular é a fração de ejeção, que é basicamente o volume sistólico dividido pelo volume diastólico final. 

FE = VS / VDF

DÉBITO CARDÍACO 

É o fluxo total de sangue em um período de tempo, ou seja, é “ a quantidade de sangue bombeado a cada minuto” (GUYTON, 2017). Seu valor é obtido pela multiplicação do volume sistólico pela frequência cardíaca.

DC = VS x FC 

RELAÇÃO DE FRANK-STARLING

É a “capacidade intrínseca do coração de se adaptar a volumes crescentes de fluxo sanguíneo” (GUYTON, 2017).

CARGA 

São os fatores que influenciam o desempenho ventricular: a pré-carga, que é o volume diastólico final e retorno venoso; e a pós-carga, que é a dificuldade no esvaziamento ventricular e a resistência arterial. 

LEI DE FRANK-STARLING

A Lei de Frank-Starling recebe esse nome em homenagem aos seus descobridores Otto Frank e Ernest Starling, que observaram que o coração apresenta mecanismos que são capazes de interferir na sua automaticidade e ritmicidade, gerando estímulos automáticos e rítmicos, com uma frequência regular em curto prazo, gerando fluxo sanguíneo independente de estimulação.

Por definição, é um mecanismo intrínseco cardíaco, também conhecido como pré-carga e estabelece que quanto mais o miocárdio for esticado no enchimento, a força de contração irá aumentar e consequentemente, a quantidade de sangue bombeada aumenta.

↑ volume diastólico final – ↑ força de contração – ↑ débito cardíaco

Em resumo, o mecanismo de Frank-Starling é um reflexo cardíaco que aumenta a força de contração do coração quando há um aumento do retorno venoso, que é a pré-carga. Nessa pré-carga a energia de contração é proporcional ao comprimento inicial da fibra cardíaca. Ela é definida como a tensão exercida na parede ventricular após a contração atrial. A pré-carga depende do retorno venoso e determina o grau de estiramento do sarcômero no final da diástole, por isso, quanto maior o estiramento, maior o número de sítios onde haverá acoplamento de actina-miosina, até certo limite. Depois desse limite, a capacidade de contração passa a diminuir. 

Com isso, pode-se concluir que o coração pode regular sua atividade a cada momento, seja aumentando ou reduzindo o débito cardíaco, de acordo com a necessidade. 

Fonte: Silverthorn.

LEI DE FRANK-STARLING E EXERCÍCIO FÍSICO 

Para suprir a necessidade de oxigenação dos tecidos durante o exercício físico, ocorrem respostas cardiovasculares, que são elas:

  1. Aumento do débito cardíaco: O débito cardíaco aumenta de acordo com a intensidade do exercício por causa do aumento da frequência cardíaca.
  2. Aumento do volume sistólico: o volume sistólico também aumenta por causa da ação nervosa simpática, fazendo com que o volume sistólico final seja reduzido, por causa do aumento na contratilidade do miocárdio, ocasionando um esvaziamento ventricular mais eficiente. 

Julyana Oliveira

@julyanaoliveir_


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


REFERÊNCIAS

AIRES, Margarida. Fisiologia. Guanabara Koogan; Edição: 4ª, 2012.

GUYTON E HALL. Tratado de fisiologia médica. Elsevier; Edição: 13ª, 2017.

SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana. 7ª. ed. São Paulo: Artmed, 2017.

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