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Resumo de ducto cístico: conheça a anatomia, histologia, embriologia e aplicação clínica das vias biliares | Colunistas

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Definição

O ducto cístico faz parte das vias biliares, sendo um dos ductos responsáveis por levar a bile (facilita a absorção de gorduras e permite a excreção de produtos do sangue, como a bilirrubina) do fígado, onde é produzida, para a vesícula biliar, onde fica armazenada. Além disso, esse ducto transporta a bile para o duodeno, onde fará sua ação de emulsificação de gorduras.

O trajeto da bile ocorre na seguinte ordem:

Ao sair do fígado, a bile passa pelos ductos biliares, seguido pelos ductos hepáticos direito e esquerdo. Esses ductos hepáticos formam o ducto hepático comum, que se une ao ducto cístico para formar o ducto colédoco. Assim, por meio do ducto colédoco, a bile chega ao duodeno.

A bile vai sendo armazenada na vesícula até os alimentos começarem a ser digeridos. Quando isso ocorre, as paredes da vesícula começam a se contrair e a bile passa a fluir no sentido contrário pelo ducto cístico, sendo a colecistocinina (CKK) o principal estímulo de contração, após a chegada de alimentos gordurosos no duodeno.

H., ROSS,, M. e PAWLINA, Wojciech. Ross | Histologia – Texto e Atlas – Correlações com Biologia Celular e Molecular, 7ª edição.
Frank H. Netter. Netter – Atlas de Anatomia Humana. Disponível em: Minha Biblioteca, (7th edição). Grupo GEN, 2018.

Anatomia

O ducto cístico compõe junto com o ducto hepático comum e a parte visceral/inferior do fígado o trígono cisto-hepático, também chamado de triângulo de Calot (observado na figura abaixo).

L., Moore, Keith, et al. Anatomia Orientada para Clínica, 8ª edição. Grupo GEN, 2018.

Drenagem: veias císticas

Irrigação: artéria cística, frequentemente originada da artéria hepática direita no trígono cisto-hepático.

Inervação: plexo nervoso celíaco (fibras aferentes viscerais e simpáticas), nervo vago (parassimpático) e nervo frênico direito (fibras aferentes somáticas).

É válido ressaltar que existem variações anatômicas de modo que a união entre os ductos cístico e hepático comum pode ser mais superior ou inferior, o que dificulta em cirurgias, pois a presença de um tecido fibroso pode favorecer uma lesão acidental no ducto hepático comum. Algumas pessoas não apresentam o ducto cístico. Conhecer essas variações auxilia na cirurgia de remoção da vesícula.

Histologia

Junção do ducto cístico (superior) e ducto hepático, separados por um septo.
https://histologyguide.com/slideview/MHS-261-common-bile-duct/15-slide-1.html

O ducto cístico possui estrutura similar ao ducto hepático comum, composto por uma camada mucosa com epitélio colunar simples e lâmina própria de tecido conjuntivo denso não modelado, glândulas para produção de muco e uma camada adventícia com tecido conjuntivo frouxo com vasos, células musculares e nervos.

A camada mucosa possui a prega espiral, que ajuda o ducto a permanecer aberto e promover uma resistência a passagem da bile, para que ela não ocorra de forma abrupta.

Embriologia

A partir do epitélio endodérmico na extremidade distal do intestino anterior surge uma projeção chamada de divertículo hepático ou broto hepático.

À medida que a conexão entre o divertículo hepático e o intestino anterior (duodeno) se estreita ocorre a formação do ducto biliar.

Uma pequena projeção é formada no ducto biliar (ducto colédoco) chamada de divertículo cístico, que origina a vesícula biliar e o ducto cístico.

SADLER. Langman – Embriologia Médica. Grupo GEN, 2016.

Clínica: por que estudar o ducto cístico?

Colecistite aguda

É a principal complicação da colelitíase (cálculos biliares – cristais de colesterol). Na maioria das vezes é causada por obstrução transitória ou permanente do ducto cístico por causa de um cálculo, o que resulta na inflamação da vesícula biliar por acumulo da bile e aumento da vesícula. Os sintomas abrangem dor contínua no hipocôndrio direito que pode se irradiar. No exame físico, quando a região é apalpada gera dor ao se inspirar profundamente, seguida de uma mudança no padrão respiratório (sinal de Murphy – mostrado na capa do artigo).

Autora: Isabelle G. Holosback

Instagram: @isabelle.galegoholosback


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

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