Uma paciente do sexo feminino, de 30 anos, estava internada em uma enfermaria de clínica médica do Hospital Roberto Santos. Encontrei-a contida no leito. Estava suja e com odor fétido de urina. Muito agitada a paciente tentava, sem sucesso, desvencilhar-se das contenções. Apresentava um tremor bastante grosseiro. Encontrava-se assustada, com fácies de terror, gritando e pedindo socorro. Dizia que uns homens vestidos de preto queriam matá-la. Em determinado momento, apontou para um canto da enfermaria, onde não havia nada, e disse que os tais homens estavam lá. Mais adiante, a paciente disse que estava vendo baratas sobre o seu leito e sentia que elas andavam sobre seu corpo. Ficava o tempo todo falando. Eis o fragmento do seu discurso: "As baratas! ... Meu Deus ...Não sei quem é .... Eles querem ...Já acabou... Vou embora... Pelo amor de Deus!...". Em vários momentos, a paciente parecia sonolenta e tinha dificuldade de manter seus olhos abertos. Perguntei se ela sabia onde estava; ela respondeu que estava na sua própria casa. Soube informar corretamente o ano corrente, mas se enganou quanto ao mês e a data. Informou corretamente seu próprio nome, idade e endereço. Solicitei que repetisse três palavras ("oceano" "cachorro" e "prato"), mas, mesmo com muita insistência, só foi capaz de repetir a primeira palavra. Minutos depois, voltei a pedir que ela falasse as três palavras, mas não lembrou de nenhuma. Toda vez que algum médico ou enfermeiro se movimentava dentro da enfermaria, ela, de imediato, desviava seu olhar daquele lado. Dentre as opções abaixo, qual indica a alteração psicopatológica apresentada pela paciente: