Pratique questões de medicina
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Uma paciente de 41 anos procura o ambulatório de neurologia relatando episódios recorrentes de cefaleia intensa há mais de uma década. As crises surgem geralmente no final da tarde, iniciando com fadiga súbita, bocejos repetitivos e sensação de pressão ocular, seguidos de dor pulsátil unilateral em região temporal, associada a náuseas, hipersensibilidade a estímulos sensoriais e turvação visual. Ela relata que, quando não medicada, a dor se intensifica progressivamente e pode durar até dois dias. Seu histórico é compatível com enxaqueca episódica com aura. Após revisão do prontuário, observa-se falha terapêutica com AINEs orais. A equipe opta por iniciar tratamento específico com um agonista serotoninérgico.
Com base na fisiopatologia da enxaqueca, na farmacologia e no quadro clínico descrito, qual das alternativas a seguir representa a conduta farmacológica mais apropriada para manejo agudo dessa paciente?
Prescrever dexametasona oral ao primeiro sintoma prodrômico, com o intuito de impedir a liberação de mediadores inflamatórios via inibição da fosfolipase A2.
Administrar sumatriptano por via subcutânea tão logo a dor se instale, considerando seu efeito agonista nos receptores 5-HT1B/1D, que resulta em vasoconstrição craniana seletiva e bloqueio da liberação de CGRP.
Utilizar ácido valproico por via endovenosa ao início da dor, devido ao seu efeito modulador sobre canais de cálcio neuronais e inibição da liberação de glutamato.
Indicar zolmitriptano por via intranasal ao surgimento da aura, com o objetivo de inibir a ativação do tálamo e promover antagonismo dos receptores 5-HT2C.
Administrar di-hidroergotamina intravenosa 12 horas após o início da dor, devido à sua ação antagonista não seletiva em receptores serotoninérgicos e adrenérgicos, especialmente eficaz em pacientes refratários.