Pratique questões de medicina
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Uma menina de 3 anos, com doença falciforme HbSS, é levada ao Departamento de Emergência por prostração, palidez e dor abdominal iniciadas há aproximadamente 8 horas. A mãe relata que a criança apresentava coriza há três dias e percebeu naquela manhã que “a barriga parecia maior do lado esquerdo”. A hemoglobina basal é 8,5 g/dL.
Na admissão, encontra-se sonolenta, mas despertável, intensamente pálida, com extremidades frias e tempo de enchimento capilar de 5 segundos.
FC 168 bpm, FR 34 irpm, PA 72 × 38 mmHg, SpO₂ 94% em ar ambiente e temperatura de 37,8 °C.
Ao exame abdominal, há dor no quadrante superior esquerdo e estrutura palpável aproximadamente 7 cm abaixo do rebordo costal esquerdo.
Exames iniciais:
Enquanto aguarda a liberação dos demais exames, a criança torna-se mais sonolenta e mantém hipotensão e sinais de hipoperfusão.
Qual alternativa apresenta a interpretação e a estratégia terapêutica mais adequadas?
O quadro é mais compatível com crise aplástica desencadeada por parvovírus B19; deve-se solicitar sorologia viral e aguardar confirmação antes de indicar transfusão, pois a anemia costuma ser autolimitada.
Trata-se provavelmente de sequestro esplênico agudo com choque hipovolêmico; deve-se realizar estabilização imediata e transfusão controlada de concentrado de hemácias, evitando normalizar excessivamente a Hb pelo risco de hiperviscosidade após a liberação do sangue sequestrado.
O quadro sugere sequestro esplênico agudo, mas a reticulocitose demonstra compensação medular adequada e permite postergar a transfusão até que a expansão volêmica normalize a pressão arterial.
A associação entre anemia aguda e plaquetopenia favorece crise aplástica; deve-se transfundir concentrado de hemácias até Hb ≥10 g/dL, evitando cristaloides devido ao risco de sobrecarga volêmica.
O quadro é compatível com crise vaso-oclusiva abdominal associada à anemia hemolítica basal; deve-se priorizar analgesia e hidratação e repetir o hemograma em 6 horas antes de considerar hemotransfusão.