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Um paciente masculino de 52 anos, portador de artrite reumatoide em atividade, procura atendimento devido à piora de dor articular e rigidez matinal nas últimas semanas. Relata uso intermitente de diclofenaco 75 mg, com alívio parcial dos sintomas, mas que, recentemente, começou a apresentar dor epigástrica e episódios de pirose. Ao exame físico, nota-se edema e calor em articulações de punhos e metacarpofalângicas. O médico assistente considera ajustes terapêuticos visando controle da inflamação e preservação da função articular.
Com base nas diferenças farmacológicas entre glicocorticoides e anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), e no contexto clínico apresentado, qual das opções abaixo descreve corretamente o uso e o mecanismo dessas classes de fármacos?
Os glicocorticoides, como naproxeno, promovem inibição seletiva da COX-2, sendo preferidos nos casos com dor crônica moderada; já os AINEs como prednisona atuam na transcrição gênica, com efeito imunossupressor tardio.
Em doenças autoimunes com inflamação articular persistente, os AINEs como cetoprofeno são os fármacos de escolha para supressão da resposta imune; glicocorticoides devem ser evitados por causarem piora da destruição articular.
AINEs, como diclofenaco, reduzem dor e inflamação pela inibição da ciclooxigenase, mas não modificam o curso da doença; glicocorticoides, como prednisona, atuam em nível nuclear, regulando expressão gênica inflamatória, sendo indicados em fases de agudização autoimune.
Glicocorticoides são preferidos em condições inflamatórias leves e autolimitadas, como tendinites agudas, enquanto os AINEs, como meloxicam, devem ser reservados para supressão de linfócitos T em doenças autoimunes graves.
AINEs, como ibuprofeno, atuam suprimindo a liberação de citocinas pró-inflamatórias via inibição do eixo HPA; glicocorticoides, como dexametasona, bloqueiam apenas a produção de prostaglandinas pela COX-1.