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Um paciente de 52 anos é admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico de alta velocidade, onde foi projetado contra o volante do carro. Ao exame físico, observa-se edema facial significativo, epistaxe persistente, mobilidade do palato duro ao exame intraoral, equimose bilateral periorbital ("olhos de guaxinim") e enfisema subcutâneo na região malar. Além disso, o paciente apresenta uma diplopia ao olhar para cima e uma assimetria facial evidente. A tomografia computadorizada (TC) mostra fraturas complexas envolvendo o terço médio da face, com uma linha de fratura horizontal que se estende bilateralmente através dos ossos nasais, processos frontais da maxila, lacrimais e parede medial da órbita, além de um traço de fratura que atravessa a parede lateral da órbita, o arco zigomático e se estende pela sutura frontozigomática. Com base no quadro clínico e nos achados de imagem, qual é o tipo de fratura Le Fort mais compatível com este caso, e qual é a abordagem cirúrgica mais adequada para o manejo inicial?

A

Fratura Le Fort III; RAFI de múltiplos pontos do terço médio da face para restauração da continuidade óssea e da oclusão.

B

Fratura Le Fort II; fixação intermaxilar seguida de RAFI das fraturas orbitárias.

C

Fratura Le Fort I; redução aberta e fixação interna rígida (RAFI) da maxila.

D

Fratura Le Fort III; estabilização inicial com traqueostomia e reconstrução secundária.

E

Fratura Le Fort II; redução aberta da maxila e estabilização do septo nasal.

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