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Um paciente de 28 anos com anemia falciforme sem outras comorbidades, em tratamento regular, foi internado por apresentar hemoglobina de 6 g/dL. Aproximadamente 2 horas após o início da infusão de concentrado de hemácias, ele desenvolve dispneia súbita e taquipneia. À ausculta pulmonar, nota-se crepitação difusa bilateral. Não há edema de membros inferiores nem turgência jugular visível. Os sinais vitais são: PA 110x70 mmHg, FC 110 bpm, FR 25 ipm, SpO2 em ar ambiente 89% e temperatura 37,5ºC. A radiografia de tórax revela opacidades alveolares bilaterais. Diante deste quadro clínico, a conduta mais apropriada é:
Suspender imediatamente a transfusão, fornecer suporte ventilatório com oxigênio e iniciar ventilação mecânica se necessário. Monitorar, tratando como TRALI (Lesão Pulmonar Aguda Relacionada à Transfusão).
Administrar diurético intravenoso para reduzir a sobrecarga hídrica, suspeitando de TACO (Sobrecarga Circulatória Associada à Transfusão), sem necessidade de interromper a transfusão.
Aplicar corticosteroides, iniciar hemodiálise de emergência e suspender a transfusão, considerando reação hemolítica aguda grave por incompatibilidade ABO.
Suspender a transfusão e iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro, por provável contaminação bacteriana do hemoderivado, com necessidade de hemocultura e análise do produto transfundido.
Administrar dipirona e continuar com a transfusão, suspeitando de reação febril não hemolítica autolimitada.