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Um adolescente de 17 anos, previamente saudável, é levado ao pronto-socorro após apresentar quadro de vômitos, dor abdominal, poliúria, polidipsia e respiração ofegante nas últimas 48 horas. Ao exame físico: taquipneia com padrão de Kussmaul, hálito cetônico, mucosas secas, PA 95/60 mmHg, FC 120 bpm. Relata-se que o paciente vinha ingerindo muita água, mas urinando em volume ainda maior. Os exames laboratoriais mostram: glicemia de 720 mg/dL, pH arterial 7,10, bicarbonato 8 mEq/L, cetonemia positiva, osmolaridade plasmática de 326 mOsm/kg, sódio corrigido de 134 mEq/L, ureia de 62 mg/dL. A imagem abaixo ilustra o efeito da deficiência de insulina sobre a captação de glicose e a formação de cetoácidos.

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Fonte: joshya/Shutterstock

Com base no quadro clínico e na imagem fornecida, qual das alternativas abaixo melhor explica o papel da glicose na hiperosmolaridade e na fisiologia da micção nesse contexto?

A

A glicose, ao não ser metabolizada, é reabsorvida ativamente nos túbulos renais, o que contribui para retenção de água e aumento da pressão osmótica intracelular.

B

A hiperglicemia leva à ativação do sistema nervoso simpático, reduzindo o fluxo renal e promovendo retenção osmótica de glicose no interstício renal.

C

A ausência de insulina inibe a entrada de glicose nas células, levando à gliconeogênese tubular e acúmulo osmótico no espaço intersticial.

D

A alta concentração de glicose plasmática aumenta sua filtração glomerular, sendo completamente reabsorvida pelos túbulos, o que reduz o volume urinário e agrava a hiperosmolalidade.

E

A glicose em excesso ultrapassa a capacidade de reabsorção tubular, permanecendo no filtrado e atuando como soluto osmoticamente ativo, promovendo diurese osmótica com perda de água livre e aumento da osmolaridade plasmática.

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