Dica do autor: O vírus do sarampo, pertencente à família Paramyxoviridae, gênero Morbillivirus, é um agente altamente contagioso que inicia sua infecção com a replicação nas vias aéreas superiores e linfonodos regionais, após entrada por aerossóis. A replicação viral ocorre nas células epiteliais e no tecido linfoide associado à mucosa respiratória. Em seguida, o vírus entra na corrente sanguínea (viremia primária) e se dissemina amplamente, incluindo para a pele, onde causa o exantema característico, e para o sistema nervoso central, podendo provocar complicações como encefalite e panencefalite esclerosante subaguda (PESS). A resposta imune ao vírus contribui para a manifestação clínica e também causa uma imunossupressão transitória, o que aumenta a suscetibilidade a infecções secundárias. O padrão histológico da mucosa respiratória pode incluir inflamação, degeneração epitelial e células gigantes multinucleadas (células de Warthin-Finkeldey).
Alternativa A: INCORRETA. A rubéola também causa exantema e pode afetar o trato respiratório, mas sua replicação inicial é predominantemente nos linfonodos, com menor tropismo inicial pelas vias aéreas.
Alternativa B: CORRETA. O paramixovírus do sarampo se replica inicialmente no epitélio respiratório e nos linfonodos locais, antes de se disseminar hematogenamente para pele e SNC. Esse padrão de disseminação é clássico da patogênese do sarampo.
Alternativa C: INCORRETA. O parvovírus B19 infecta preferencialmente precursores eritroides na medula óssea, causando eritema infeccioso e podendo levar a crise aplásica. Não tem tropismo respiratório significativo nem associação frequente com SNC.
Alternativa D: INCORRETA. O citomegalovírus causa infecção sistêmica, mas geralmente em pacientes imunossuprimidos, com replicação em múltiplos tecidos, incluindo glândulas salivares e rins, e não apresenta início típico no trato respiratório superior.
Alternativa E: INCORRETA. O vírus influenza B infecta o trato respiratório superior, mas sua disseminação sistêmica é incomum, e não está associado a exantema nem a envolvimento significativo do SNC como no sarampo.
Resposta Correta: Alternativa B
Referências:
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Murray, P. R., Rosenthal, K. S., Pfaller, M. A. Microbiologia Médica. 9ª ed. Elsevier. 2020
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Kumar, V., Abbas, A. K., Aster, J. C. Robbins & Cotran. Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 10ª ed. Elsevier. 2020
