Dica do autor: As costelas são classificadas anatomicamente em verdadeiras, falsas e flutuantes, de acordo com a forma como seus prolongamentos cartilaginosos se conectam ao esterno. As costelas verdadeiras (I a VII) são aquelas que possuem cartilagens que se inserem diretamente no esterno. Já as costelas falsas (VIII a X) não se ligam diretamente ao esterno; suas cartilagens se unem à cartilagem da costela imediatamente superior, formando uma cadeia cartilaginosa. Por fim, as costelas flutuantes (XI e XII) não possuem conexão com o esterno, pois não têm cartilagem anterior. Esse conhecimento anatômico é essencial durante procedimentos torácicos, pois evita lesões vasculares, fraturas costais e complicações respiratórias relacionadas à mecânica da parede torácica.
Alternativa A: CORRETA. As costelas I a VII são chamadas de costelas verdadeiras, pois seus prolongamentos cartilaginosos inserem-se diretamente no esterno, cada uma por sua própria cartilagem. Essa conexão direta facilita a expansão torácica e protege os órgãos internos.
Alternativa B: INCORRETA. As costelas VIII, IX e X são falsas, pois suas cartilagens não se inserem diretamente no esterno, mas sim se fundem com a cartilagem da costela imediatamente superior.
Alternativa C: INCORRETA. As costelas XI e XII são de fato flutuantes, mas não se inserem no corpo do esterno nem possuem prolongamentos cartilaginosos anteriores. São livres anteriormente.
Alternativa D: INCORRETA. As costelas VIII, IX e X se conectam à cartilagem da costela VII, e não à da costela V. Esta afirmação descreve incorretamente a hierarquia das conexões cartilaginosas.
Alternativa E: INCORRETA. As costelas XI e XII não possuem prolongamentos cartilaginosos anteriores, portanto, não se conectam à costela X ou a qualquer outra estrutura anterior.
Resposta correta: Alternativa A.
Referências:
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Moore, K. L., Dalley, A. F., Agur, A. M. R. Anatomia Orientada para a Clínica. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
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Netter, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 7ª ed. Elsevier, 2019.
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Standring, S. Gray’s Anatomy: The Anatomical Basis of Clinical Practice. 41ª ed. Elsevier, 2016.