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Pneumonia hospitalar associada à Ventilação Mecânica

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Confira um artigo completo sobre a Pneumonia Hospitalar associada à VM e tire todas as suas dúvidas sobre o tema. Boa leitura!

Pneumonia hospitalar associada à Ventilação Mecânica

A pneumonia hospitalar associada à ventilação mecânica (PHAVM) é definida pela Sociedade Americana de Doenças Infecciosas e pela Sociedade Torácica Americana como um tipo de pneumonia que se desenvolve a partir de 48 horas após a intubação endotraqueal.

É uma importante causa de morbimortalidade em pacientes hospitalizados, mesmo com o desenvolvimento de novas medidas de prevenção, tratamento e medidas de suporte para os pacientes.

Epidemiologia da Pneumonia Hospitalar associada à VM

A pneumonia hospitalar é a principal infecção adquirida por pacientes internados, sendo a maioria em pacientes que não estão com a utilização de ventilação mecânica. Mesmo assim, existe um risco maior de pneumonia hospitalar em pacientes em ventilação mecânica.

Segundo dados americanos, a incidência de PHAVM diminuiu entre 2006 e 2012 nos pacientes com ventilação mecânica. Contudo, dados independentes de outras fontes apontam que a incidência segue estável neste mesmo período. Uma possível justificativa para essa divergência de dados pode ser resultante dos critérios utilizados para diagnosticar a PHAVM, como veremos mais adiante.

A PHAVM é associada a um aumento da permanência dos pacientes nos hospitais com consequentemente aumento dos custos. Dois estudos estimaram que a PHAVM prolonga a estadia do paciente em ventilação mecânica entre 7,6 e 11,5 dias, com um aumento da hospitalização em 11,5 e 13,1 dias em comparação com pacientes similares sem PHAVM, com um custo a mais de aproximadamente $40.000 por paciente.

Fatores de risco da Pneumonia Hospitalar associada à VM

Os principais fatores de riscos para o surgimento da pneumonia hospitalar associada à ventilação mecânica possuem correlação com a própria intubação e a manipulação da via aérea e do ventilador mecânico.

Tempo prolongado de intubação, reintubação e trocas frequentes do circuito do ventilador são as principais causas associadas ao surgimento da pneumonia.

A verificação de pressão de insuflação do balonete também previne um dos principais fatores associados à PHAVM que é a presença do balonete com pressão inadequada, que propicia a broncoaspiração pela redução da proteção da via aérea.

Além dos fatores associados a ventilação, outros fatores, como uso de drogas tal qual opioides e inibidores da bomba de próton também aumentam o risco para o surgimento de PHAVM. O motivo da intubação também pode ser considerado fator de risco.

A ventilação mecânica como tratamento da Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo e após cirurgias torácicas e abdominais altas, também aumenta o risco para pneumonia. Condições intrínsecas do paciente, como idade avançada, desnutrição e paralisia também são fatores de risco importantes.

Fisiopatologia da PHAVM

A fisiopatologia da PHAVM se relaciona ao número e a virulência dos patógenos que conseguem alcançar a via aérea inferior do paciente e a resposta imunológica deste. A principal rota de infecção desses pacientes é pela broncoaspiração de organismos colonizadores da orofaringe.

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