Anúncio

Passei em Medicina: e agora?|Colunistas

BLOG-TEMPLATE-NOVO-COLUNISTAS

Índice

ÚLTIMA CHANCE | SÓ ATÉ 30/05

Você só tem +2 dias para garantir sua pós em medicina com até 54% DE DESCONTO no aniversário Sanar.

A sua aprovação no ENAMED 2026, com quem dominou a prova em 2025

A aprovação no vestibular de Medicina é um momento muito celebrado e aguardado por aqueles que ingressam no curso. Após os momentos iniciais de alegria, o curso começa e os novos alunos se deparam com uma realidade muito diferente da que vivenciaram até então. Tudo aquilo que o estudante tinha como certeza e entendia como seu estilo de vida é alterado: em alguns casos, ele precisa até mesmo mudar de cidade para cursar a Universidade.

Essas mudanças fazem com que seja comum que os estudantes de Medicina se sintam perdidos e angustiados nos primeiros períodos e que encontrem dificuldades para se adequar em algumas matérias. Por isso, preparei esse texto para ajudar você, calouro ou aluno dos primeiros períodos do curso, a se organizar nesse momento de mudanças. Vamos juntos?

O que geralmente é trabalhado nos primeiros períodos?

Os primeiros períodos do curso, geralmente, são introdutórios e vão trazer conteúdos variados. Você não terá contato apenas com disciplinas relacionadas à Medicina de um modo bioquímico, fisiológico ou anatômico, mas também com matérias relacionadas com o estudo do Sistema Único de Saúde (SUS), com formas de abordagem do paciente e com metodologia científica. A maioria das Universidades, além disso, já inicia o contato dos alunos com o sistema de saúde e com os pacientes.

Por isso, é importante que o estudante recém-chegado esteja preparado, também, para essas disciplinas que se relacionam com o aspecto social da Medicina, que são conhecimentos fundamentais para sua formação como futuro médico.

Eu preciso saber tudo que os professores falam?

A resposta é NÃO, mas você também precisa fazer sua parte! Quando entramos em Medicina uma das coisas mais assustadoras é o volume de conteúdo, independentemente da metodologia que é adotada pela sua Universidade. Definitivamente, você não precisa saber tudo de uma vez. Seu aprendizado vai sendo consolidado aos poucos, na maioria das vezes por repetição. Os cursos de Medicina são espirais, o que significa que aquilo que possui maior relevância clínica e que você não pode sair sem saber é repetido muitas e muitas vezes. No entanto, é importante que você estude corretamente e evite decorar os conteúdos: procure entender de fato e estabelecer correlações clínicas, pois mesmo nos primeiros períodos isso ajuda a compreender melhor o que está sendo trabalhado.

Mas, como eu posso estudar corretamente?

Na verdade, não existe um único método de estudo correto. Alguns deles funcionam mais ou menos para cada pessoa, e a única forma de você encontrar o que é melhor para você é testando. Cada disciplina, além disso, exige um tipo de recurso para estudo diferente. Você pode estudar por resumos, flashcards, videoaulas, gravando áudios em que você fala o conteúdo, explicando a matéria para seus colegas ou para você mesmo. Uma outra recomendação é que você faça um pequeno teste para compreender por qual via sensorial você consegue apreender mais informação: se é via visual, auditiva ou cinestésica. Na internet existem vários testes disponíveis, mas, clicando aqui, você consegue encontrar um deles.

Ao entender a sua via predominante, você consegue escolher melhor um método. Se você for visual, vale apostar em resumos, flashcards e mapas coloridos e com desenhos; se você for auditivo, videoaulas, podcasts e áudios podem te ajudar a fixar melhor o conteúdo. Já se você é cinestésico, explicar o conteúdo para alguém e fazer trabalhos manuais (por exemplo, colorir as estruturas anatômicas de uma região do corpo) são recursos importantes.

O calcanhar de Aquiles dos estudantes: Anatomia

Definitivamente, a disciplina que mais assusta os estudantes é Anatomia, mesmo que seu curso adote uma metodologia 100% ativa. Isso acontece pois o que estudamos nesta matéria é bem diferente do que tivemos até então no Ensino Médio e cursinho. O que mais assusta os estudantes são os nomes que costumam ser extensos e muito diferentes do que conhecemos.

Para anatomia, não há muita solução, o aprendizado é de fato muito visual. Atlas físicos e interativos (que você pode encontrar online) podem auxiliar nesse processo. A pandemia dificultou o estudo dessa matéria pela ausência de aulas práticas, porém, com o retorno presencial das aulas, o principal conselho é aproveitar as aulas práticas. Manuseie e observe com atenção as peças anatômicas, sejam elas reais ou sintéticas, crie frases para guardar estruturas e procure criar uma noção espacial do corpo humano. É importante que você tenha uma noção da localização de cada estrutura e como elas se relacionam (qual estrutura é anterior, qual é posterior, quais estruturas estão próximas e etc.).

Em relação aos nomes, uma dica é entender o significado de cada palavra. Por exemplo, tudo aquilo que contém o termo “frênico” é relativo ao diafragma: nervo frênico inerva o diafragma; a artéria pericardicofrênica, por sua vez, se relaciona com esse nervo. Ou seja, se você guardar que “frênico”, segundo o dicionário Michaelis significa “relativo a diafragma”, você irá identificar as estruturas do corpo que se relacionam com esse músculo respiratório.

(Banco de imagens da SANAR): https://drive.google.com/file/d/1z38gcZutrp86moanLsxQNr4-SUxebpKp/view?usp=sharing

Porém, é importante que você tenha em mente que você não precisa saber 100% das estruturas: a princípio, é importante que você tenha uma noção geral da anatomia humana e as principais características internas externas. Para as provas, no entanto, certamente você precisará saber mais detalhes. Ao longo do curso você irá revisar todas essas estruturas e muitas coisas serão absorvidas por repetição.

Esse princípio da repetição também vale para as aulas práticas, visitas ao laboratório de Anatomia e monitorias: por isso é importante que você sempre frequente as aulas e monitorias e aproveite essas oportunidades para consolidar seu conhecimento.

E os meus colegas de curso? Devo enxergá-los como concorrentes?

Uma das mudanças mais importantes (e mais felizes) da faculdade é entender que seus colegas NÃO são concorrentes. Obviamente existem processos seletivos para ligas e projetos em que vocês concorrerão, no entanto, é muito relevante que exista colaboração entre os estudantes. Vocês, colegas de classe e de curso, irão conviver por seis anos; por isso é importante cultivar uma boa relação de amizade e de colaboração: se ajudem com resumos, mapas mentais, métodos de estudo e até mesmo com questões emocionais. Ao ter amigos e colegas, as dificuldades do curso se tornam mais leves.

Eu já preciso saber no que vou me especializar?

A Medicina nos oferece muitas áreas diferentes e muito amplas. Por isso, é muito difícil definir o que queremos. No entanto, nos primeiros períodos do curso, você não deve se preocupar com isso. Você ainda terá alguns anos para conhecer mais profundamente cada especialidade, por isso, não fique ansioso por isso.

Como lidar com a ansiedade?

É muito comum que estudantes de Medicina relatem ansiedade e outros tipos de sintomas e que até mesmo se sintam pressionados pelo curso. Por isso, é importante buscar ajuda psicológica especializada de modo a auxiliar na resolução desse tipo de sintoma. Nesse caso, procure sempre profissionais sérios e comprometidos com a saúde de seus pacientes, evitando técnicas não comprovadas cientificamente.

Conclusão

Com esse pequeno manual, os seus primeiros períodos no curso de Medicina certamente serão menos assustadores. Encontre seu método de estudo e se preocupe em de fato entender os conteúdos ministrados e não apenas ficar na clássica “decoreba”. Aproveite seu curso não apenas para aprender técnicas, mas também para estabelecer relações verdadeiras e se desenvolver como pessoa. Aproveite o caminho e viva a faculdade. Boa sorte!

Autora: Thais Cristina de Aquino Lima – acadêmica do quarto período do curso de Medicina da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG)

Instagram e TikTok: @thacial

Referências:

SALBEGO, Cléton et al. Percepções Acadêmicas sobre o Ensino e a Aprendizagem em Anatomia Humana. Revista Brasileira de Educação Médica (online). 2015, v. 39, n. 1. Acesso em: 8 Nov. 2021 – https://doi.org/10.1590/1981-52712015v39n1e00732014

Título da página web – www.link-da-pagina.com

Título da página web – www.link-da-pagina.com

FRÊNICO. In: MICHAELIS, Michaelis Moderno Dicionário da Língua Portuguesa Online. Melhoramentos, 2021. Acesso em: 8 Nov. 2021 – https://michaelis.uol.com.br/busca?r=0&f=0&t=0&palavra=frenico



O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Compartilhe este artigo:

SanarFlix2.0-color
Comece os estudos com o apoio certo, desde o Ciclo Básico até o R1

Anúncio

Não vá embora ainda!

Temos conteúdos 100% gratuitos para você!

🎁 Minicursos com certificado + e-books

📚💻 Não perca o ritmo!

Preencha o formulário e libere o acesso ao banco de questões 🚀