Outubro é o mês oficial da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O movimento, também conhecido como “Outubro Rosa”, é celebrado desde os anos 90. E sua existência tem como principais objetivos:
- Compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença;
- Proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico;
- Facilitar o acesso aos tratamento para doença;
- Contribuir para a redução da mortalidade pela doença.
Anualmente, várias ações de Outubro Rosa acontecem pelo país. Palestras, mutirões de exames de mamografia e atendimentos voltados para promoção da saúde da mulher são alguns exemplos.
Tudo o que você precisa saber sobre o Outubro Rosa
O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo. De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), em 2020, houve aproximadamente 2,3 milhões de casos novos. O que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres.
Além disso, a doença é também a causa mais frequente de morte por câncer nessa população, com 684.996 óbitos estimados para esse ano.
O que é, principais sintomas, diagnóstico e tratamento do câncer de mama
É uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. A doença é mais comum em pessoas do sexo feminino entre 40 e 69 anos.
A doença pode evoluir de diferentes formas, pois há város tipos desse câncer. O fato principal para é que quanto mais rápido for descoberto e tratado melhores serão as chances de recuperação.
O principal sintoma é o nódulo no seio, comumente chamado de “caroço”. Mas os pacientes também podem notar a pele da mama avermelhada, inchaço, alterações e secreção nos mamilos. Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço também são sinais de alerta.
O diagnóstico começa pelas próprias pacientes. Segundo o INCA, a maior parte dos casos desta doença são descobertos pelas próprias mulheres através do autoexame.
Câncer de mama: como fazer o autoexame?
1 – em pé, levante seu braço esquerdo e apoie-o sobre a cabeça;
2 – com a mão direita esticada, examine a mama esquerda;
3 – divida o seio em faixas e analise devagar cada uma dessas faixas. Use a polpa dos dedos e sinta a mama;
4 – faça movimentos circulares, de cima para baixo;
5 – repita os movimentos na outra mama.
Ao sentir algum nódulo ou mudança na textura ou tamanho, procure um médico ginecologista. O especialista irá fazer o exame clínico de mama e poderá solicitar a mamografia. A mamografia é um exame raio-X da mama.
É importante salientar que o câncer de mama não tem uma causa única. Diversos fatores podem influenciar no desenvolvimento da doença, da genética até os comportamentos.
Para impedir ou diminuir as chances de desenvolvimento da doença, é importante investir em alguns cuidados. Entre eles: a adoção de uma vida mais saudável. O que inclui alimentação equilibrada e a prática de atividade física.
Em caso de detecção, o tratamento vai depender do estágio da doença. Quimioterapia, radioterapia e cirurgia são algumas das possibilidades.
Movimento Outubro Rosa
A campanha de conscientização é reconhecida mundialmente. O Outubro Rosa foi criado em 1990 nos Estados Unidos pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. O marco inicial foi o lema “corrida pela cura”. Aos poucos, outros países aderiram a campanha.
As primeiras ações de Outubro Rosa no Brasil aconteceram em 2002, em São Paulo. Tudo começou com a iluminação com luzes com de rosa do Obelisco do Ibirapuera. Anos depois, diversas cidades brasileiras começaram a fazer campanhas de conscientização e mutirões para promover a saúde da mulher no mês de outubro.
Marcos importantes para o controle do câncer de mama no Brasil
A campanha do Outubro Rosa vem ganhado força com os anos e diversas ações de controle vem sendo adotadas. Entre as mais importantes estão:
Anos 70
Os primeiros mamógrafos chegaram no Brasil;
Anos 80
A doença foi incluída no Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher;
Anos 90
Lançamento do Programa Viva Mulher, voltado para o controle dos cânceres do colo do útero e mama;
Anos 2000
- Lançamento da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PNAISM);
- Lançamento da Política Nacional de Atenção Oncológica;
- Criação do Sistema de Informação do Controle do Câncer de Mama (Sismama);
- Instituição do Programa Nacional de Qualidade da Mamografia.
Os tratamentos da doença também passaram por mudanças significativas graças aos avanços tecnológicos. Dos anos 90 para cá, equipamento para realizar mamografia, sistema de biópsia a vácuo, cirurgias menos invasivas com o uso da robótica, entre outras ações.
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Referências
– Instituto Nacional de Câncer (INCA)
– Fundação Laço Rosa