O Ministério da Saúde lançou em 3 de novembro de 2026 o edital do VER-SUS Confluências – Igualdade Racial, edição temática com 180 vagas para estudantes e residentes em seis cidades.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta terça-feira (3) o edital do VER-SUS Confluências – Igualdade Racial, edição temática do projeto Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde. O anúncio ocorreu ao lado de representantes do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e da Rede Unida e integra as ações do Governo Federal para o Novembro Negro, segundo a pasta.
O que mudou
Segundo o Ministério da Saúde, é a primeira vez que o VER-SUS promove uma imersão com a igualdade racial como eixo central. A chamada especial articula o SUS ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (SINAPIR) e usa as Casas da Igualdade Racial como ambientes de aprendizagem.
A programação prevê 252 participantes no total: 180 estudantes e residentes selecionados como viventes, 18 facilitadores e 54 profissionais nas equipes locais de articulação em cada município.
As vivências ocorrem em duas fases, com cinco dias de imersão prática em cada etapa:
- 30 de novembro a 4 de dezembro, no Rio de Janeiro (RJ) e em Pelotas (RS);
- 7 a 11 de dezembro, em Fortaleza (CE), Salvador (BA), Itabira (MG) e Contagem (MG).
Essas são as seis cidades que hoje contam com Casas da Igualdade Racial, estruturas permanentes voltadas ao enfrentamento ao racismo e à promoção de direitos, de acordo com a fonte.
O conteúdo previsto inclui racismo institucional, saúde mental da população negra, barreiras de acesso aos serviços, atenção primária, cuidado culturalmente sensível e integração entre políticas públicas. As atividades incluem visitas territoriais, rodas de conversa com trabalhadores e movimentos sociais, debates, oficinas e práticas de educação popular.
O que isso significa na prática
A formação se apresenta como ação de educação permanente e se apoia no Quadrilátero da Formação e na articulação entre ensino, serviço e comunidade, conforme descrito pelo ministério. Para o estudante ou residente interessado, o caminho é a seleção prevista no edital, com 180 vagas de vivente distribuídas entre as seis cidades. O documento com critérios de inscrição, requisitos e distribuição de vagas não foi detalhado na notícia oficial.
Para os serviços, a fonte indica que a ação busca qualificar processos organizativos de trabalho e identificar barreiras de acesso. As Casas da Igualdade Racial funcionam como ponto de integração entre a rede de saúde, a comunidade e as equipes locais de articulação, que somam 54 profissionais.
No mesmo evento, as pastas firmaram um Acordo de Cooperação Técnica para articular políticas e desenvolver ações de atenção psicossocial antirracista no âmbito do SUS e do Programa Mais Igualdade, com foco na integração entre saúde mental e promoção da igualdade racial.
O secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jerzey Timóteo, afirmou que o projeto contribui para formar profissionais mais preparados para enfrentar o racismo no âmbito da saúde.
O que ainda não está definido
A fonte não informa critérios de elegibilidade, forma de inscrição, prazos de candidatura nem como será feita a seleção dos 180 viventes. Também não detalha certificação, carga horária reconhecida formalmente nem custeio de deslocamento e hospedagem. O texto do acordo de cooperação técnica e o cronograma de execução das ações de atenção psicossocial antirracista também não foram divulgados.
Próximos passos
- 30 de novembro a 4 de dezembro de 2026: primeira fase de imersão, no Rio de Janeiro e em Pelotas.
- 7 a 11 de dezembro de 2026: segunda fase, em Fortaleza, Salvador, Itabira e Contagem.