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Lesões dermatológicas

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As lesões dermatológicas são alterações na pele que podem ser causadas por diversas condições, incluindo infecções, alergias, traumatismos, entre outros.

Esse tema é uma oportunidade para discutir uma ampla variedade de condições que afetam a pele, desde condições comuns até aquelas mais raras e graves. O objetivo deste artigo é trazer informações relevantes sobre os principais quadros.

Lesões dermatológicas: classificação

Os tipos mais comuns de lesões dermatológicas incluem manchas, pápulas, placas, vesículas, bolhas e úlceras. Cada tipo possui características específicas, que podem ajudar no diagnóstico e tratamento. Com relação a classificação, elas podem ser divididas em:

  • Lesões primárias: incluem máculas, pápulas, nódulos, tumores, vesículas, bolhas, pústulas, placas e manchas.
  • Lesões secundárias: incluem escoriações, úlceras, fissuras, crostas, escamas, atrófias e cicatrizes.

Lesões dermatológicas comuns

  • Acne: uma condição comum caracterizada por comedões, pápulas, pústulas e, em casos graves, nódulos e cistos.
  • Eczema (dermatite): uma inflamação da pele que pode se manifestar como pele seca, vermelhidão, coceira e descamação.
  • Dermatite seborreica: uma condição crônica que afeta áreas ricas em glândulas sebáceas, como o couro cabeludo e o rosto, causando descamação e vermelhidão.

Lesões dermatológicas infecciosas

  • Impetigo: uma infecção bacteriana superficial da pele que causa crostas amareladas e bolhas.
  • Herpes simples: uma infecção viral que pode causar lesões vesiculares dolorosas, muitas vezes recorrentes.
  • Micose: uma infecção fúngica que pode afetar diferentes áreas da pele, como couro cabeludo (tinea capitis), corpo (tinea corporis) e pés (tinea pedis).

Lesões dermatológicas neoplásicas

  • Melanoma: um câncer de pele que se desenvolve a partir de células produtoras de pigmento, muitas vezes aparecendo como uma pinta ou mancha assimétrica de cor irregular.
  • Carcinoma basocelular: o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente se manifestando como uma protuberância cerosa ou uma mancha de cor rosada na pele.
  • Carcinoma espinocelular: um tipo de câncer de pele que se desenvolve nas células escamosas da pele, muitas vezes aparecendo como uma lesão elevada e escamosa.

Diagnóstico e tratamento das lesões dermatológicas

O diagnóstico das lesões dermatológicas pode envolver exames clínicos, dermatoscopia, biópsias, entre outros. Inicialmente, é importante garantir exame físico e anamnese bem detalhadas do paciente.

O tratamento varia dependendo da causa da lesão e pode incluir medicamentos tópicos, procedimentos cirúrgicos, terapias a laser, entre outros

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Acne: conceito, diagnóstico e tratamento

Acne é uma dermatose muito frequente na prática clínica. Possui alta prevalência e comum remissão espontânea.

A fase da vida em que o seu surgimento é mais comum é na adolescência, durante o processo puberal, que acomete ambos os sexos. Em geral as meninas podem desenvolver a acne 1 ano antes da menarca, sendo, portanto, mais precoce em relação aos meninos.

A acne é oriunda de vários fatores. A tríade clássica fundamental para as lesões são:

  • hipersecreção sebácea,
  • queratinização exacerbada do folículo e
  • existência de bactérias no folículo.

A hipersecreção sebácea associada à obstrução da unidade pilossebáceos, devido à hipeeceratose intrafolicular, provoca o acúmulo de material sebáceo nos folículos, criando os chamados comedões, os conhecidos cravos.

A bactéria Propionibacterium acnes, comumente presente nesses folículos, promove com o processo inflamatório subsequente à obstrução. Também podem ser desencadeantes os distúrbios emocionais por atuar no córtex cerebral sobre o sistema neuro-endócrino e, distúrbios hormonais. A influência alimentar na evolução da acne não é muito bem evidenciada.   

O quadro clínico é bem variado, caracterizado por comedões, pápulas, pústulas, nódulos e abscessos. Acomete mais a região facial, as costas e ombros juntamente ao excesso de oleosidade na pele.

Graus da acne

  • Acne grau 1 (comedogênica): fase inicial, com presença de comedões, podendo ser fechados(cravos brancos) ou abertos(cravos pretos).
  • Acne grau 2 (papulopustulosas): presença de comedões abertos, pápulas, com ou sem eritema e algumas pústulas. Este grau de acne é o mais variável, desde poucas lesões até numerosas, com inflamação intensa. A seborréia está sempre presente.
  • Acne grau 3 (nódulo-cística) há comedões abertos, pápulas, pústulas e alguns nódulos furunculoides. Pode ocorrer a formação de pus.
  • Acne grau 4(conglobata): forma grave da acne no qual, além de pápulas e pústulas, associam-se nódulos purulentos, formam abscessos e fistulas que drenam pus.
  • Acne grau 5(fulminante): o quadro mais raro. Se dá, a partir de um quadro de acne grau 3 ou 4, surgindo febre, leucócitos, artralgia, necrose ou hemorragia de algumas lesões.

Investigação e diagnóstico diferencial

A acne vulgar é bem característica e de fácil diagnóstico. A acne, após a fase puberal, deve ser diferenciada das erupções acneiformes.

A rosácea pode apresentar pápulas foliculares semelhantes à acne, mas a faixa etária, o eritema e a localização centro-facial, permite, em geral, distinguir as duas condições.

Tratamento

Primeiramente para tratar e prevenir a acne é essencial fazer uma higiene adequada da pele com um sabonete ou produto de limpeza indicado especialmente para pele oleosa. Sabonetes a base de enxofre ou ácido salicílico podem ajudar no controle. A extração manual de comedões abertos não é necessária, com risco de infecção pelo manuseio das lesões.

Em formas leves de acne, o tratamento pode ser só local, podendo ser individualizados ou combinados. Alguns deles são o: ácido acetilsalicílico, peróxido de benzoila, retinoides, antibióticos e associação de retinoides com antibióticos.

Na acne do tipo comedogênica, o tratamento tópico é o mais indicado. Entre os quais o peróxido de benzoila, com ação comedolitica, antibacteriana e bactericida, em especial contra o P.acnes

Psoríase: conceito, diagnóstico e tratamento

Doença sistêmica inflamatória, não contagiosa, de curso crônico e até o momento, incurável. A psoríase se desenvolve com manifestações predominantemente cutâneas, ungueais e eventualmente articulares. Pode ser uma doença incapacitante, tanto pelas lesões cutâneas, sobretudo, no que se refere à autoestima, quanto pelo acometimento articular, no que se configura a artrite psoriasica.

Atinge ambos os sexos e em qualquer faixa etária. Pode ser localizada ou generalizada, as lesões são eritemato-escamosas, bem delimitadas, especialmente em regiões de membros(joelhos e cotovelos), couro cabeludo e sacro. As escamas são branco prateadas, secas e aderidas. Quando estas as escamas esbranquiçadas caem pela raspagem superficial, surge o sinal da vela e quando pela continuidade da raspagem, posterior a retirada das escamas, surge uma superfície vermelho brilhante com pontos hemorrágicos, se dá o sinal de Auspitz, ou do orvalho sangrento, é positivo.

Fatores

Os fatores desencadeadores da psoríase não são muito bem evidenciados. É predominantemente uma doença autoimune, apesar de fatores genéticos estarem relacionados com este.  

Uma vez instalada, novas lesões geralmente são desencadeadas em locais submetidos à traumas cutâneos, agressões por agentes químicos ou outros fatores que possam gerar manifestações inflamatórias. Alguns medicamentos também estão relacionados ao agravamento do quadro como os corticóides sistêmicos, lítio, drogas antimaláricas e betabloqueadores.

Formas clínicas da psoríase

As formas clínicas da psoríase têm características peculiares, mas podem ser sobrepostas e estar ou não associadas aos quadros articulares.

  •  Psoríase Vulgar(em placas): mais comum, se exibe com placas eritemato escamosas bem delimitadas, de tamanhos variados, geralmente afetando de modo simétrico as regiões extensoras de joelhos e cotovelos, couro cabeludo e região sacral. O número de lesões é igualmente variável, podendo oscilar entre poucas a centenas, em qualquer outra área da pele. O comprometimento das unhas é comum, sendo as estrias e as depressões ungueais as mais usuais.
  • Psoríase Gutata(em gotas) acomete os paciente mais jovens. Menos comum que a psoríase vulgar. Manifesta-se pelo surgimento súbito de pequenas pápulas eritemato descamativas de até 1cm de diâmetro, normalmente localizadas no tronco. Geralmente é precedida por uma infecção estreptocócica, comum de vias aéreas superiores. Pode ocorrer resolução espontânea após 2 a 3 meses, mas podem também persistir e aumentar de tamanho e tornar as características da psoríase em placas.
  • Psoríase Eritrodermica. Pode se dar na evolução da doença. Caracterizado por eritema intenso, de caráter universal, acompanhado de descamação discreta. Como a barreira protetora da pele está comprometida, é comum a ocorrência de bacteremia e septicemia. É desencadeada por terapêutica agressiva, como a administração com subsequente interrupção de corticóides sistêmicos, além de ser interpretada como uma exacerbação da enfermidade em casos de imunossupressão.
  • Psoríase Pustulosa: o quadro clínico se dá por lesões eritemato escamosas e pustulosas na sua forma generalizada. Sua origem em pacientes com psoríase vulgar se associa à cessação de tratamento com corticóides sistêmicos além de hipocalcemia, contato com irritantes e infecções locais. Pode ocorrer queda do estado geral, com presença de febre e leucocitose.
  • Artrite psoriatica ou psoríase artropatica é uma artrite inflamatória crônica, acomete mais aqueles com lesões cutâneas disseminadas. Geralmente é mono ou oligoarticular, assimétrica e afeta mais as articulações interfalangianas

Tratamento

O tratamento tópico é altamente eficaz para a psoríase, aplicado diretamente sobre as lesões cutâneas. Os medicamentos mais comuns incluem corticoides de média e alta potência, análogos da vitamina D e alcatrão.

Corticoides como Clobetasol são eficazes para clarear as lesões e controlar o prurido, enquanto a dexametasona, de potência média, é indicada para áreas sensíveis.

Em casos mais graves, pode ser necessário adicionar terapias sistêmicas, como imunossupressores e imunobiológicos.

Alopecia: conceito, diagnóstico e tratamento

Trata-se de um quadro clínico caracterizado pela queda de cabelos, a qual acomete homens e mulheres e provoca impactos distintos na aparência e auto estima.

Tipos de alopecia

  • Alopecia Androgenetica: Caracterizada por afinamento dos fios e rarefação central do couro cabeludo. Mais ocorrentes na puberdade ou em pacientes mais velhos (homens a partir dos 50 anos e mulheres com 60 anos). É resultado da sensibilidade geneticamente determinada do tecido capilar aos androgênios.
  • Eflúvio Telogeno: queda generalizada dos cabelos devido a fatores desencadeantes como estresse ou doenças sistêmicas. A evolução é abrupta e possui um fator desencadeante, como restrições alimentares, pós parto, contraceptivos orais, doenças sistêmicas . O cabelo se mostra afinado e não têm áreas de rarefação. Acomete qualquer faixa etária, embora seja raro na infância. Estresse ou doenças prévias acompanham a história clínica.
  • Alopecia Aerata: A distribuição é localizada, mas podem existir áreas confluentes e evoluir para alopecia total. De evolução abrupta. O cabelo se mostra com áreas de “pelada”, geralmente com fios em ponto de exclamação. Acomete qualquer faixa etária. Geralmente história familiar ou doenças autoimunes fazem parte do quadro.
  • Tinea Capitis: Acomete qualquer área do couro cabeludo. Possui evolução gradual e abrupta. O cabelo se mostra inflamado e pode existir a presença de placas. Acomete qualquer faixa etária, sendo mais comum na infância. O contato com animais infectados

Doença das unhas

Onicomicose é uma doença da unha oriunda da ação fúngica, em que estes se nutrem de queratina, o substrato constituinte do estrato da unha.

Têm como alvo preferencial, os pés em prol do ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado dentro dos calçados, favorece o crescimento fúngico. Além destes, o lento crescimento das unhas dos pés é um obstáculo para o tratamento e melhora do aspecto do leito ungueal.

Tipos de onicomicose

  • Onicomicose Subungueal: o fungo geralmente invade a pele mais dura da pele abaixo da borda livre da unha e progride lentamente até afetar o lado de baixo da lâmina ungueal.
  • Onicomicose Branca Superficial: muito frequente nas unhas dos pés. O fungo invade a superfície da lâmina ungueal e produz ilhas brancas.
  • Onicodistrofia: A lâmina ungueal encontra-se espessada e distrófica.
  • Onicolise: consiste no deslocamento da borda livre da unha. Têm início na ponta da unha e progride em direção a matriz ungueal.

Ressaltando-se que não é uma condição exclusiva das unhas, a qual a imersão prolongada das unhas na água, manipulação e traumas excessivos do leito ungueal são algumas causas.  

Dermatite

A dermatite atópica, ou eczema atópico, é uma doença inflamatória crônica e recorrente da pele, com sintomas de pele seca e prurido intenso. Geralmente aparece na infância e pode persistir na fase adulta, afetando a qualidade de vida do paciente.

A dermatite seborreica é uma condição eritemato-descamativa crônica, causada pela proliferação do fungo Malassezia na pele, especialmente em áreas sebáceas. As lesões são eritematosas, descamativas e afetam principalmente o couro cabeludo e áreas seborreicas do rosto.

A dermatite de contato é uma inflamação localizada da pele, desencadeada pelo contato com substâncias irritantes ou alérgenos. Pode se manifestar com eritema, edema, vesículas e bolhas, principalmente em áreas expostas.

O tratamento para essas condições inclui o uso de antifúngicos tópicos, corticosteroides e, em casos mais graves, antifúngicos orais. Além disso, medidas de cuidados com a pele, como evitar irritantes e manter a pele limpa e hidratada, são importantes para controlar os sintomas.

O diagnóstico é clínico é definido com base na aparência e localização das lesões. A biópsia deve ser utilizada nos raros casos de dúvida diagnóstica.

Pitiríase

É uma dermatose eritemato-papulo descamativa, de causa ainda não conhecida e autolimitada. Atinge o grupo jovem e não é considerada contagiosa. Está possui como característica de se apresentar só uma vez na vida.

O padrão da pitiriase rósea é típico; geralmente aparece como uma placa ovalada sendo esta maior do que as lesões subsequentes, que começam a surgir em grande número após uma ou duas semanas. A dispersão ocorre a partir do tronco, seguindo as linhas de clivagem da pele.

A erupção preserva a face, palmas e plantas e não produz sintomatologia expressiva. Dura algumas semanas e regride sem deixar sequelas. O prurido, quando presente, é discreto. Pode ser mais intenso quando a dermatose é irritada por medicações agressivas como
antifúngicos ou antiparasitários.  

Autor (a): Lanna do Carmo Carvalho


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Referências:

https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/psoriase/18/

https://www.google.com/url?sa=t&source=web&rct=j&url=https://www.unasus.gov.br/cursos/curso/46426&ved=2ahUKEwiLh_zrxOXxAhU8IbkGHVr0BEAQFjAAegQIDRAC&usg=AOvVaw0WZYSK5NjFuwJQvrErjqaR


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