A hiperidrose é caracterizada por sudorese excessiva. Os dados disponíveis na literatura médica referentes a prevalência da hiperidrose na população mundial são escassos, e os valores variam de 0,072% a 9%.
Anidrose caracteriza-se pela ausência de suor, que pode ser generalizada ou segmentar. A anidrose pode decorrer de agenesia das glândulas écrinas ou de disfunção delas, bem como da lesão da inervação simpática.
Algumas doenças podem cursar com hipoidrose localizada especificamente sobre as lesões, como hanseníase, esclerodermia e necrobiose lipoídica.
Glândulas sudoríparas
A pele recobre a superfície do corpo, sendo um dos maiores órgãos, alcançando 16% do peso corporal. Nela encontram-se vários anexos, tais como folículos pilosos, unhas e glândulas. Dentre as glândulas, o destaque neste material é para as sudoríparas, envolvidas na termorregulação, devido a produção de suor.
Anatomicamente, possui uma porção condutora e outra secretora, sendo, portanto, uma glândula exócrina do tipo tubulosa enovelada (forma da porção condutora).
SE LIGA NO CONCEITO! Uma glândula exócrina libera sua secreção por meio de ductos na superfície do corpo.

Imagem: Glândula sudorípara. Estrutura tubular, formada por duas partes: porção enovelada e ducto. Fonte: Guyton & Hall, 2017.
Classificação da hiperidrose
Podem ser classificadas em dois tipos: écrinas e apócrinas.
Écrinas
Originam-se do broto écrino da epiderme e estão em toda a pele, exceto mucosa labial, leito ungueal, pequenos lábios da vulva, glande e face interna do prepúcio. Mais numerosas e desenvolvidas nas regiões palmar, plantar e axilar. Inervado por fibras colinérgicas.
As glândulas podem ser estimuladas pela epinefrina/norepinefrina, sob estímulo exógenos, como o calor do meio ambiente, ou endógenos, por alterações metabólicas. Assim como por fatores emocionais ou lesões neurológicas. Consoante a intensidade dos estímulos, a secreção pode ser localizada apenas nas regiões palmo-plantares e/ou axilares, ou generalizada.
SE LIGA! As fibras nervosas colinérgicas secretam acetilcolina, mas cursam pelos nervos simpáticos junto com as fibras adrenérgicas.
Apócrinas
Originam-se do broto epitelial primário, conjuntamente com as glândulas sebáceas e pelos. Diferenciam-se das écrinas, não somente pela embriogênese, mas também pela função, distribuição, tamanho e tipo de secreção.
Enquanto as écrinas são indispensáveis para a termorregulação, as apócrinas têm uma função odorífica. São encontradas nas axilas, aréolas mamárias, regiões esternal, periumbilical, pubiana e anogenital, excepcionalmente no tronco e couro cabeludo.
Na puberdade, por influência hormonal, as glândulas apócrinas aumentam de tamanho e iniciam sua secreção. Possui inervação simpática, com a secreção induzida por fibras alfa e beta adrenérgicas e colinérgicas.
Após a estimulação, há produção de um líquido viscoso, branco-amarelado, contendo quantidades variáveis de colesterol, triglicérides, ácidos graxos, ésteres de colesterol e esqualeno.
SAIBA MAIS: A secreção das glândulas sudoríparas apócrinas é, inicialmente, estéril e inodora. Ela é decomposta por microrganismos (mais importante é a Corynobacteria), principalmente nas axilas, surgindo odor variável individualmente e, em geral, desagradável.
SE LIGA! De modo geral, as glândulas podem ser classificadas de acordo com o modo pelo qual os produtos de secreção deixam a célula: merócrinas ou écrinas), holócrinas ou apócrinas. Nas glândulas merócrinas (ex: pâncreas) a secreção acumulada em grãos de secreção é liberada pela célula por meio de exocitose, sem perda de outro material celular. Nas glândulas holócrinas (ex: glândulas sebáceas) o produto de secreção é eliminado juntamente com toda a célula, processo que envolve a destruição das células repletas de secreção. Um tipo intermediário é a secreção apócrina, (ex: glândula mamária), em que o produto de secreção é descarregado junto com pequenas porções do citoplasma apical.