Tem dúvidas sobre a Gemelaridade, ou gravidez gemelar, e quer esclarecer todas elas? Logo abaixo você tem todas as respostas para as suas dúvidas. Confira!
Definição de Gemelaridade
A gravidez gemelar, ou Gemelaridade, é definida pela presença simultânea de dois ou mais fetos dentro do útero ou fora dele, podendo ser classificada como dupla, tripla, quádrupla e assim por diante. Cada produto da gravidez é considerado um gêmeo.
A incidência de Gemelaridade vem aumentando nos últimos anos em decorrência da idade materna avançada e da utilização de técnicas de reprodução assistida.
Este é um tema de grande importância por estar associado a ocorrência de complicações, como abortamento, trabalho de parto prematuro, descolamento prematuro de placenta, malformações, morte fetal, aumento da morte neonatal, entre outros desfechos.
Por isso, é essencial que no acompanhamento pré-natal a paciente seja encaminhada para o pré-natal de alto risco em centro de referência.
Classificação da Gravidez
A classificação da gravidez baseia-se na quantidade de fetos (duplas, triplas, quadruplas…), quantidade de ovos fertilizados (zigotia), número de placentas (corionia) e número de cavidades amnióticas (amnionia).
Zigotia
Em relação ao número de ovos fertilizados, a gravidez pode ser mono ou dizigótica. Os monozigóticos são também chamados de univitelinos e correspondem a 1/3 dos gemelares. Resultam da fertilização de um óvulo por apenas um espermatozoide. A depender da época de divisão do zigoto, pode ocorrer placentação mono ou dicoriônica. São formados gêmeos com mesmo genótipo, portanto de mesmo sexo, com mesma aparência física e mesmas tendências patológicas.
Os dizigóticos, também chamados bivitelinos ou fraternos, resultam da fertilização de dois óvulos por dois espermatozoides e representam 2/3 dos gemelares. A placentação é obrigatoriamente dicoriônica e os gêmeos não são idênticos, podendo inclusive ter sexos diferentes.
Corionia e amnionia
A corionia ou corionicidade é o fator mais importante a ser determinado na gestação gemelar, uma vez que as gestações monocoriônicas apresentam mais complicações e elevada morbimortalidade neonatal.
Os gêmeos dizigóticos são sempre dicoriônicos (duas placentas), ao passo que os monozigóticos podem ser dicoriônicos ou monocoriônicos (uma placenta), como já citado.
Quando a divisão do zigoto ocorre durante os três primeiros dias após a fertilização, os gêmeos monozigóticos serão dicoriônicos e diamnióticos. Se a divisão ocorrer entre o terceiro e o oitavo dia serão monocoriônicos, diamnióticos, e entre o oitavo e o décimo terceiro dia serão monocoriônicos e monoamnióticos.
Quando a divisão ocorre a partir do décimo terceiro dia não ocorre a separação completa do disco embrionário, resultando em gemelaridade imperfeita (gêmeos unidos).
SE LIGA! Os DIZIGÓTICOS serão sempre DICORIÔNICOS e DIAMNIÓTICOS. Já os dicoriônicos e diamnióticos nem sempre serão dizigóticos (podem ser monozigóticos com divisão do ovo antes do terceiro dia!).
Fatores de risco da Gemelaridade
A prevalência de gêmeos monozigóticos é relativamente estável em todo o mundo, já a prevalência de gêmeos dizigóticos é influenciada por alguns fatores, entre eles:
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