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Estenose pulmonar: causas, diagnóstico e tratamento da obstrução valvar

Médico realiza ausculta em paciente com tosse durante avaliação clínica para investigação de estenose pulmonar.

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A estenose pulmonar corresponde a uma obstrução do fluxo sanguíneo entre o ventrículo direito e a circulação pulmonar. Na maioria dos casos, a alteração compromete a valva pulmonar e surge durante o desenvolvimento fetal. Entretanto, o estreitamento também pode ocorrer abaixo da valva, acima dela ou nos ramos das artérias pulmonares.

Embora muitos pacientes permaneçam assintomáticos por anos, as formas graves elevam a pressão no ventrículo direito, reduzem o fluxo sanguíneo pulmonar e podem causar cianose, limitação funcional ou insuficiência cardíaca direita. Além disso, a apresentação clínica varia conforme a idade, a anatomia e a intensidade da obstrução.

Em recém-nascidos com estenose pulmonar crítica, por exemplo, o fechamento do canal arterial pode reduzir intensamente o fluxo de sangue aos pulmões. Em crianças maiores e adultos, por outro lado, a doença leve geralmente apresenta evolução favorável.

O que é estenose pulmonar?

A valva pulmonar controla a passagem do sangue do ventrículo direito para o tronco da artéria pulmonar. Normalmente, suas cúspides abrem durante a sístole e permitem que o ventrículo impulsione o sangue em direção aos pulmões.

Na estenose pulmonar valvar, contudo, as cúspides podem apresentar fusão comissural, espessamento, displasia ou mobilidade reduzida. Como consequência, o ventrículo direito precisa gerar uma pressão maior para vencer a resistência que a valva impõe.

Assim, a sobrecarga pressórica estimula a hipertrofia do ventrículo direito. Inicialmente, essa adaptação ajuda a preservar o débito cardíaco. Com o tempo, porém, a hipertrofia pode reduzir a complacência ventricular, elevar a pressão no átrio direito e favorecer regurgitação tricúspide, arritmias ou disfunção ventricular.

Além disso, o jato de alta velocidade que atravessa a valva pode causar dilatação do tronco da artéria pulmonar após a região estreitada. Os médicos chamam essa alteração de dilatação pós-estenótica.

Embora o termo “estenose pulmonar” frequentemente descreva a forma valvar, a obstrução pode ocorrer em diferentes níveis:

  • Estenose valvar pulmonar
  • Estenose subvalvar ou infundibular
  • Estenose supravalvar
  • Estenose periférica dos ramos pulmonares

Quais são as principais causas da estenose pulmonar?

Alterações congênitas da valva pulmonar

Em primeiro lugar, quase todos os casos de estenose da valva pulmonar apresentam origem congênita. A forma clássica envolve uma valva com cúspides relativamente finas, porém fusionadas nas comissuras. Durante a sístole, essa anatomia produz uma abertura em formato de domo.

Geralmente, essa configuração anatômica responde bem à valvoplastia pulmonar por balão. Isso ocorre porque a expansão do balão separa as comissuras fusionadas e amplia a abertura valvar.

Por outro lado, alguns pacientes apresentam uma valva displásica, com cúspides espessas, pouco móveis e sem fusão comissural importante. Essa morfologia aparece com maior frequência em pessoas com síndrome de Noonan e pode reduzir a eficácia da valvoplastia.

Nesses casos, portanto, a equipe deve avaliar cuidadosamente a anatomia do anel pulmonar, a mobilidade das cúspides e a repercussão sobre o ventrículo direito antes de escolher a intervenção.

Além disso, a estenose pulmonar pode acompanhar outras cardiopatias congênitas, como:

  • Tetralogia de Fallot
  • Atresia tricúspide
  • Atresia pulmonar
  • Dupla via de saída do ventrículo direito
  • Transposição das grandes artérias com obstrução pulmonar
  • Defeitos complexos da via de saída do ventrículo direito

Entretanto, essas cardiopatias apresentam fisiopatologia própria e exigem estratégias diferentes daquelas utilizadas na estenose valvar pulmonar isolada.

Síndromes genéticas associadas

A associação com síndromes genéticas merece atenção, sobretudo quando a criança apresenta baixa estatura, alterações faciais, pescoço alado, deformidade torácica, atraso do desenvolvimento ou outras malformações.

A síndrome de Noonan mantém uma associação clássica com a estenose valvar pulmonar, especialmente quando a valva apresenta morfologia displásica. Além disso, a síndrome de Williams pode causar estenoses supravalvares e estreitamentos nos ramos das artérias pulmonares.

Da mesma forma, a síndrome de Alagille pode comprometer as artérias pulmonares periféricas. Consequentemente, o reconhecimento do fenótipo pode direcionar a investigação genética, o rastreamento de outras anomalias e o aconselhamento familiar. Ainda assim, muitos pacientes apresentam a lesão de forma isolada e não exibem uma síndrome identificável.

Causas adquiridas

Embora raras, algumas doenças adquiridas também podem comprometer a valva pulmonar. A síndrome carcinoide, por exemplo, pode provocar espessamento e retração das cúspides das valvas direitas. Geralmente, o paciente apresenta uma combinação de estenose e insuficiência pulmonar ou tricúspide.

A cardiopatia reumática também pode atingir a valva pulmonar. Contudo, quando isso ocorre, a doença costuma comprometer outras valvas, principalmente a mitral.

Além disso, pacientes que receberam próteses, conduítes ou reconstruções da via de saída do ventrículo direito podem desenvolver obstrução progressiva por degeneração, calcificação ou crescimento corporal. Nesse contexto, porém, a equipe trata uma obstrução pós-operatória, e não uma estenose congênita isolada da valva nativa.

Como a obstrução afeta o coração?

A repercussão hemodinâmica depende da intensidade da obstrução. Na doença leve, o ventrículo direito mantém pressão próxima do normal e preserva sua função.

Na doença moderada, entretanto, a pressão ventricular aumenta e a hipertrofia torna-se mais evidente. Já na doença grave, o ventrículo direito pode atingir pressão sistêmica ou até suprassistêmica, enquanto o fluxo pulmonar diminui.

Além disso, a pressão elevada pode reduzir a complacência ventricular direita. Como resultado, o átrio direito enfrenta maior resistência para esvaziar seu conteúdo, o que aumenta a pressão venosa sistêmica.

Nos recém-nascidos com estenose pulmonar crítica, o ventrículo direito pode apresentar cavidade pequena, hipertrofia intensa e baixa complacência. Nessas circunstâncias, parte do sangue atravessa uma comunicação interatrial da direita para a esquerda, o que provoca cianose.

Ao mesmo tempo, o canal arterial pode sustentar parte do fluxo pulmonar. Por isso, o fechamento desse canal pode desencadear deterioração clínica rápida.

Em adultos, por outro lado, a obstrução grave e prolongada pode causar fadiga, dispneia aos esforços, dor torácica, síncope ou sinais de insuficiência cardíaca direita.

Ainda assim, alguns pacientes reduzem espontaneamente o nível de atividade e não percebem a limitação funcional. Portanto, o teste de exercício pode identificar queda objetiva da capacidade física mesmo quando o paciente não relata sintomas.

Quais são os sinais e sintomas?

A manifestação clínica acompanha a intensidade da obstrução e a idade do paciente. Em geral, crianças com estenose leve não apresentam sintomas. Muitas vezes, o pediatra identifica apenas um sopro durante uma consulta de rotina.

Contudo, as formas moderadas ou graves podem produzir manifestações progressivas.

Principais manifestações clínicas

  • Sopro sistólico ejetivo na borda esternal superior esquerda
  • Clique de ejeção pulmonar nas formas valvares
  • Frêmito sistólico em obstruções importantes
  • Fadiga durante atividades físicas
  • Dispneia aos esforços
  • Dor torácica
  • Tontura ou síncope
  • Cianose em recém-nascidos críticos
  • Cianose em pacientes com shunt da direita para a esquerda
  • Distensão jugular em casos avançados
  • Edema periférico na insuficiência cardíaca direita

Além disso, a ausculta oferece pistas sobre a gravidade. À medida que a obstrução aumenta, o sopro tende a ficar mais longo, enquanto o componente pulmonar da segunda bulha pode enfraquecer ou atrasar.

Na estenose valvar, o clique de ejeção costuma diminuir durante a inspiração. Essa característica pode ajudar o médico a diferenciá-lo de outros cliques sistólicos.

Entretanto, a intensidade do sopro não determina isoladamente a gravidade. Em recém-nascidos com fluxo muito reduzido, por exemplo, uma estenose crítica pode produzir um sopro discreto.

Portanto, o médico deve interpretar a ausculta em conjunto com a saturação de oxigênio, os pulsos, a perfusão periférica, a frequência respiratória e os sinais de congestão.

Como confirmar o diagnóstico?

Ecocardiograma com Doppler

O ecocardiograma transtorácico representa o principal exame para o diagnóstico. Ele permite visualizar a anatomia da valva, localizar a obstrução e analisar a mobilidade das cúspides.

Além disso, o Doppler estima a velocidade do fluxo e o gradiente de pressão através da valva. O exame também avalia:

  • Hipertrofia do ventrículo direito
  • Tamanho e função do ventrículo direito
  • Pressão ventricular direita
  • Regurgitação tricúspide
  • Insuficiência pulmonar
  • Dilatação do tronco pulmonar
  • Comunicações intracardíacas
  • Outras cardiopatias congênitas

Com base na velocidade máxima e no gradiente de pico, o ecocardiograma costuma classificar a estenose pulmonar da seguinte maneira:

  • Leve com velocidade abaixo de 3 m/s e gradiente abaixo de 36 mmHg
  • Moderada com velocidade entre 3 e 4 m/s e gradiente entre 36 e 64 mmHg
  • Grave com velocidade acima de 4 m/s e gradiente acima de 64 mmHg

Entretanto, esses valores não substituem a avaliação clínica. O gradiente depende do fluxo e pode mudar conforme o débito cardíaco, a presença de obstruções em série ou as condições hemodinâmicas do exame.

Assim, o cardiologista também considera a pressão sistólica do ventrículo direito, a função ventricular, a anatomia valvar, a regurgitação tricúspide e os sintomas. Além disso, em crianças, o limiar que leva à intervenção pode variar conforme a idade e a evolução do gradiente.

(A) Imagem transtorácica paraesternal da via de saída do ventrículo direito (VSVD) mostrando uma válvula pulmonar displásica.
(B) O Doppler colorido demonstra fluxo turbulento através da válvula pulmonar estenótica.

Eletrocardiograma

O eletrocardiograma pode mostrar desvio do eixo elétrico para a direita, hipertrofia ventricular direita e aumento atrial direito.

Entretanto, pacientes com doença leve podem apresentar traçado normal. Já nos casos avançados, alterações da repolarização nas derivações direitas podem refletir uma sobrecarga ventricular importante. Além disso, o eletrocardiograma auxilia na investigação de palpitações, síncope e arritmias durante o acompanhamento.

Radiografia de tórax

A radiografia pode demonstrar dilatação pós-estenótica do tronco da artéria pulmonar. Além disso, ela pode mostrar redução da vascularização pulmonar quando a obstrução limita significativamente o fluxo de sangue aos pulmões.

Contudo, a radiografia oferece menor precisão anatômica do que o ecocardiograma. Portanto, o médico não deve utilizá-la isoladamente para classificar a gravidade ou definir o tratamento.

Ressonância magnética cardíaca

Quando o ecocardiograma não define adequadamente a anatomia, a ressonância magnética cardíaca pode quantificar os volumes, a massa e a função do ventrículo direito.

Além disso, a ressonância avalia o tronco pulmonar, os ramos pulmonares, a insuficiência pulmonar e possíveis obstruções residuais. Por isso, esse método apresenta grande utilidade no acompanhamento após valvoplastia ou cirurgia.

Tomografia cardíaca

A tomografia detalha as estruturas vasculares, as calcificações, os conduítes e as relações anatômicas relevantes para o planejamento terapêutico.

Da mesma forma, ela pode esclarecer estenoses supravalvares ou periféricas. Entretanto, a equipe deve ponderar a exposição à radiação, principalmente em crianças e em pacientes que precisarão de exames seriados.

Cateterismo cardíaco

Atualmente, o cateterismo não constitui o primeiro exame para confirmar uma estenose pulmonar isolada. Ainda assim, ele permite medir diretamente as pressões do ventrículo direito e da artéria pulmonar.

Além disso, o procedimento esclarece situações nas quais os métodos não invasivos apresentam resultados discordantes. Sobretudo, o cateterismo permite que a equipe realize o diagnóstico e a valvoplastia na mesma sessão.

Quando o tratamento se torna necessário?

A decisão terapêutica depende dos sintomas, da gravidade, da anatomia, da idade e da repercussão sobre o ventrículo direito. Em geral, pacientes com estenose leve não precisam de intervenção. Entretanto, eles devem manter acompanhamento de acordo com a idade, a estabilidade do gradiente e os achados clínicos.

Nos lactentes, sobretudo nos primeiros meses, a equipe acompanha a evolução com maior proximidade porque a obstrução pode progredir rapidamente. Em crianças maiores com doença leve e estável, por outro lado, o cardiologista pode espaçar as avaliações.

Em adultos, sintomas relacionados à estenose moderada ou grave favorecem a intervenção. Além disso, a disfunção do ventrículo direito, a regurgitação tricúspide relevante e a estenose grave assintomática também podem justificar o tratamento.

Situações que favorecem a intervenção

  • Estenose pulmonar crítica no período neonatal
  • Sintomas relacionados à obstrução moderada ou grave
  • Gradiente grave com anatomia adequada
  • Disfunção do ventrículo direito
  • Pressão ventricular direita muito elevada
  • Cianose por shunt da direita para a esquerda
  • Piora objetiva da capacidade de exercício
  • Regurgitação tricúspide significativa
  • Progressão do gradiente durante o acompanhamento

Valvoplastia pulmonar por balão

A valvoplastia por balão constitui o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes com estenose valvar pulmonar congênita e anatomia favorável.

Durante o cateterismo, o cardiologista atravessa a valva com um cateter e insufla um balão na região estreitada. Dessa forma, o balão separa as comissuras fusionadas e amplia o orifício valvar.

Em geral, o procedimento produz melhora hemodinâmica imediata e evita uma cirurgia aberta. Além disso, crianças, adolescentes e adultos costumam apresentar bons resultados quando a valva mostra formato em domo e anel pulmonar adequado.

Contudo, valvas muito displásicas ou anéis hipoplásicos podem apresentar resposta menos favorável. Nesses pacientes, o balão pode reduzir apenas parcialmente o gradiente.

As principais complicações incluem:

  • Insuficiência pulmonar
  • Sangramento no local de acesso
  • Lesão vascular
  • Arritmias
  • Estenose residual
  • Necessidade de nova intervenção
  • Perfuração cardíaca em casos raros

Ainda assim, equipes experientes alcançam bons resultados imediatos e duradouros. No longo prazo, porém, a insuficiência pulmonar residual pode provocar dilatação do ventrículo direito. Portanto, o paciente precisa manter acompanhamento cardiológico mesmo quando o procedimento reduz adequadamente o gradiente.

Tratamento da estenose pulmonar crítica no recém-nascido

Na estenose pulmonar crítica, a equipe precisa agir rapidamente. Primeiramente, a prostaglandina E1 pode manter o canal arterial aberto e preservar o fluxo pulmonar enquanto o serviço organiza a intervenção.

Além disso, a equipe pode oferecer suporte ventilatório, corrigir a acidose e estabilizar a circulação antes do procedimento. Em seguida, o cardiologista geralmente realiza a valvoplastia pulmonar por balão.

Entretanto, alguns recém-nascidos apresentam ventrículo direito muito hipoplásico, valva extremamente displásica ou anatomia inadequada para a intervenção percutânea.

Nessas situações, cardiologistas e cirurgiões podem indicar estratégias adicionais para ampliar o fluxo pulmonar, promover o crescimento das estruturas direitas ou corrigir cirurgicamente a obstrução.

Quando a cirurgia entra no tratamento?

A cirurgia ganha importância quando a anatomia não favorece a valvoplastia, quando o cateterismo não reduz adequadamente o gradiente ou quando o paciente apresenta outras lesões que também exigem correção.

Conforme a anatomia, o cirurgião pode:

  • Separar as cúspides por meio de valvotomia
  • Retirar tecido muscular da região infundibular
  • Ampliar a via de saída do ventrículo direito
  • Ampliar o anel da valva pulmonar
  • Corrigir lesões cardíacas associadas
  • Substituir a valva pulmonar

Além disso, a cirurgia pode oferecer melhor resultado em valvas muito displásicas, anel pulmonar hipoplásico ou obstrução subvalvar importante.

Por outro lado, a substituição valvar introduz riscos de degeneração da prótese, endocardite e novas intervenções no futuro. Portanto, a equipe deve equilibrar o benefício hemodinâmico imediato e as consequências de longo prazo.

Medicamentos tratam a estenose pulmonar?

Os medicamentos não corrigem a obstrução mecânica da valva pulmonar. Portanto, nenhuma terapia farmacológica substitui a valvoplastia ou a cirurgia quando o paciente apresenta indicação de intervenção.

Entretanto, a equipe pode utilizar medicamentos para controlar complicações ou estabilizar situações específicas. Diuréticos, por exemplo, podem aliviar a congestão em pacientes com insuficiência cardíaca direita. Da mesma forma, o médico pode tratar arritmias conforme o tipo e a repercussão clínica.

Nos recém-nascidos com circulação pulmonar dependente do canal arterial, por sua vez, a prostaglandina E1 exerce um papel temporário até a intervenção definitiva.

Acompanhamento após o tratamento

Mesmo após uma intervenção bem-sucedida, o paciente precisa de seguimento cardiológico. O acompanhamento avalia a estenose residual, a recorrência do gradiente, a insuficiência pulmonar, o tamanho do ventrículo direito, a função ventricular, as arritmias e a capacidade funcional.

Além disso, a frequência das consultas depende da idade, do procedimento realizado e da gravidade das alterações residuais. Em crianças, o crescimento corporal pode modificar a relação entre as estruturas cardíacas e as intervenções anteriores. Em adultos, por sua vez, a insuficiência pulmonar crônica pode provocar dilatação progressiva do ventrículo direito.

Por isso, o acompanhamento pode incluir ecocardiograma, eletrocardiograma, teste de exercício e ressonância magnética cardíaca. Pacientes com estenose ou insuficiência pulmonar residual precisam de vigilância contínua.

Cuidados práticos no acompanhamento

  • Manter consultas regulares com o cardiologista
  • Comparar gradientes ao longo do tempo
  • Avaliar periodicamente a função ventricular direita
  • Investigar queda do desempenho físico
  • Investigar palpitações, síncope ou dor torácica
  • Monitorar a insuficiência pulmonar após a intervenção
  • Orientar atividade física conforme a gravidade
  • Planejar a gestação com avaliação cardiológica prévia
  • Manter acompanhamento especializado nas lesões moderadas ou graves

Qual é o prognóstico?

De modo geral, pacientes com estenose pulmonar leve apresentam excelente prognóstico e raramente precisam de intervenção. Além disso, crianças maiores com gradientes baixos e estáveis costumam apresentar pouca progressão.

Em lactentes jovens, contudo, a obstrução pode evoluir com maior rapidez. Por essa razão, o acompanhamento inicial exige maior atenção, sobretudo quando o gradiente ultrapassa a faixa leve.

Após a valvoplastia, a maioria dos pacientes apresenta redução duradoura do gradiente e melhora clínica. Entretanto, a insuficiência pulmonar pode surgir ou aumentar ao longo dos anos. Consequentemente, o sucesso imediato do procedimento não encerra o cuidado. O seguimento busca preservar a função do ventrículo direito e identificar o melhor momento para uma eventual nova intervenção.

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Referências bibliográficas

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