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Escoliose idiopática do adolescente (eia) | Colunistas

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Introdução

A coluna vertebral normal não apresenta desvios no plano frontal, porém, no plano sagital, os contornos normais são: a cifose e a lordose.

Imagem: Curvaturas fisiológicas da coluna vertebral. Fonte: própria autoria.

Definição

Segundo a Scoliosis Research Society (SRS) a Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA) é uma deformidade da coluna vertebral, caracterizada por um desvio lateral maior de 10°, entre 10 e 17 anos, incidência semelhante em ambos os sexos e sem causa definida.

Imagem: Comparação da coluna vertebral normal e a coluna com escoliose. Fonte: CliVit, 2019.

Etiologias

A EIA não tem ainda uma causa totalmente elucidada. Há muitas hipóteses, mas nenhuma corroborou a gênese. Algumas teorias acreditam que ocorre um distúrbio intrínseco na coluna (natureza genética, desenvolvimento anormal da coluna, do disco intervertebral e dos ligamentos vertebrais). Outras envolvem mecanismos extrínsecos (anomalias do sistema nervoso, nos músculos paravertebrais e costelas).

Classificação

A localização da curvatura é determinada pela localização de seu ápice, podendo ser um disco ou uma vértebra, podendo ser denominada: cervical, cervicotorácica, torácica, toracolombar, lombar e lombossacra.

Exame físico

O diagnóstico é de exclusão e deve-se afastar as causas secundárias.

Na inspeção estática pode-se identificar a assimetria na altura dos ombros. Outro sinal é a assimetria do triângulo de Talhe, formado pela face medial do membro superior estendido ao lado do corpo com a cintura abdominal.

Imagem: Paciente com assimetria do triângulo de Talhe. Fonte: Ortopedia e Traumatologia para Graduação, 2010.

Na escoliose idiopática, as vértebras sofrem rotação importante no plano transverso além da deformidade no plano coronal. Esta alteração é responsável pela giba torácica vista à manobra de Adams.

Imagem: Gibosidade torácica vista à manobra de Adams. Fonte: Ortopedia e Traumatologia para Graduação, 2010.

Exames complementares

A avaliação radiográfica inclui radiografias panorâmicas de frente e perfil, úteis para avaliar o grau de mobilidade da curva e auxiliar no planejamento de cirurgias. Nelas, determina-se o lado da curva e são feitas as medidas do grau da deformidade pelo método de Cobb. É traçada uma linha na porção inferior do corpo vertebral da vértebra caudal da curva e na porção superior do corpo vertebral da vértebra mais cranial da curva. A angulação entre estas retas é a angulação da curva.

Imagem: Medida das curvas através do método de Cobb. Fonte: Ortopedia e Traumatologia para Graduação, 2010.

Tratamento

O tratamento relaciona-se com os graus de curvatura da coluna, sendo assim:

  • Curvas entre 10° e 20°: pode, através de consultas periódicas, observar se há ou não progressão;
  • Curvas entre 20° e 40°: coletes, como o de Milwaukee, pode ser indicado e é utilizado por 22 horas por dia. A finalidade dos coletes é a manutenção da deformidade até a parada do crescimento do paciente e, consequentemente, da progressão da escoliose.
  • Nas curvas acima de 40°: há risco de progressão da escoliose mesmo após o final do crescimento. Nesses pacientes considera-se o tratamento cirúrgico. No tratamento cirúrgico, buscam-se obter o alinhamento dos ombros, o balanceamento da coluna vertebral e a parada da evolução da deformidade.
Imagem: Colete de Milwaukee. Fonte: Ortopédica Joinville.

AUTOR: Vitória Vieira Oliveira

INSTAGRAM @vitoria.vvo


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


Fonte

Lima Júnior, Paulo Candido de et al. Escoliose idiopática do adolescente (eia): perfil clínico e radiográfico da lista de espera para tratamento cirúrgico em hospital terciário de alta complexidade do Sistema Público de Saúde Brasileiro. Coluna/Columna [online]. 2011, v. 10, n. 2 [Acessado 13 Julho 2021], pp. 111-115. Disponível em: . Epub 10 Ago 2011. ISSN 2177-014X. https://doi.org/10.1590/S1808-18512011000200006.

Barros TE, Camargo OP. Ortopedia e Traumatologia para Graduação. 1. ed. Rio de Janeiro: Revinter; 2010. p.154-158

Cohen M. Tratado de Ortopedia. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca; 2007. p.147-154

CliVit [homepage na internet]. Escoliose [acesso em 13 jul 2021]. Disponível em: https://clivit.com.br/blog/a-escoliose-pode-causar-danos-ao-sistema-respiratorio

Ortopedica Joinville [homepage na internet]. Colete de Milwaukee [acesso em 13 jul 2021]. Disponível em: https://www.ortopedicajoinville.com.br/orteses/

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