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Caso clínico de Encefalopatia Hipertensiva

Imagem de um médico atendendo um paciente no consultório

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Identificação do paciente

J.S.S, 56 anos, negra, feminina.

História da doença Atual (HDA)

Paciente levada por sua filha, chega ao pronto socorro com confusão mental, acompanhada de cefaleia intensa generalizada, de intensidade 9, numa escala de 0 a 10, náuseas e vômitos em jatos há 3 horas.

Devido aos altos níveis pressóricos e comprometimento neurológico, a paciente foi encaminhada a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

Antecedentes pessoais, familiares e sociais

Quanto aos seus antecedentes pessoais e familiares, a paciente relata ser tabagista 30 anos/maço e hipertensa, fazendo uso de  Higroton® 25mg de forma não regular (só toma quando se lembra). Seu pai era portador de HAS e faleceu aos 67 anos após IAM. Sua mãe é viva e é portadora de DMII e HAS.

Exame físico

Ao exame físico, a paciente apresentava-se em regular estado geral, afebril, acianótica, anictérica, descorada (+/4, edema discreto em MMII ( +/4+).  

Apresenta papiledema à fundoscopia e encontra- se hipertensa (PA: 210x 120 mmHg), taquicárdica (104 bpm) e taquipnéica (28 irpm), e sem mais alterações no exame físico

IMC: 32,8 ( obesidade grau I)     (P: 86 kg  A:  1,62 m)

Foi feita TC de crânio, que descartou acidente vascular encefálico.

Diagnóstico

Encefalopatia hipertensiva

Conduta

Nitroprussiato de Sódio EV –  43 um (sinal de micro)/ min  (0,25 – 10 /kg/ min)

Fisiopatologia: a encefalopatia hipertensiva é uma situação clínica aguda, consequente à elevação acentuada e rápida da pressão arterial com lesão grave e progressiva em diversos órgãos-alvo. 

Devido aos altos níveis pressóricos, ocorre perda da autorregulação do fluxo sanguíneo, não havendo mais controle da vasoconstrição arteriolar, a qual passa a ser máxima levando a rigidez dos vasos e ao descontrole do fluxo sanguíneo, que se torna maior quanto mais alto for o valor pressórico.

Essa perda de autorregulação, no cérebro, acarretará hiperperfusão cerebral com quebra da barreira hematoencefálica, ocasionando um aumento da pressão intracraniana e edema cerebral. 

Referências

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