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Doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC | Colunistas

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Que tal estudar um pouco sobre DPOC, uma das doenças que mais matam no Brasil, e uma das suas principais causas é o tabagismo.

DEFINIÇÃO

  • Obstrução persistente e progressiva ao fluxo aéreo
  • Não totalmente reversível
  • Pacientes com bronquite obstrutiva crônica e/ou com enfisema pulmonar
  • Resposta inflamatória crônica das vias aéreas a gases e partículas nocivas 
  • Doença de grandes e pequenas vias aéreas com destruição parenquimatosa decorrente de inflamação pulmonar, estresse oxidativo e desequilíbrio entre as proteases e anti-proteases.
  • Relacionados à exposição à fumaça do tabaco
  • Existem hipertrofia de glândulas mucosas e células caliciformes das vias aéreas centrais.
Enfisema Pulmonar Vs. Bronquite Crônica

ENFISEMA PULMONAR:

  • Definido como um alargamento dos espaços aéreos distais aos bronquíolos, decorrente da destruição progressiva dos septos alveolares. 

BRONQUITE CRÔNICA:

  • Bronquite Crônica é definida como a entidade clínica na qual o paciente apresenta tosse produtiva (geralmente matinal) por mais de três meses consecutivos de um ano e há mais de dois anos.

ENFISEMA CENTROACINAR E PANACINAR:

  • Centroacinar: Alargamento e destruição parenquimatosa (bronquíolos respiratórios- região central do ácino ou lobular pulmonar), está nos lobos superiores do pulmão;
  • Panacinar: Típico da deficiência de α-1-antitripsina. Neste caso, o processo mórbido distribui-se uniformemente pelo ácino, na região central e periférica.

FATORES DE RISCO

  • Tabagismo ativo;
  • Exposição ocupacional;
  • Queima de biomassa;
  • Poluição atmosférica;
  • Tabagismo passivo;
  • Doenças respiratórias na infância.

SINTOMAS

  • Dispneia e ortopneia aos esforços;
  • Tosse;
  • Secreção expressivas de muco.

EPIDEMIOLOGIA

  • A DPOC é uma doença que acomete a população mundial. Sua prevalência vem aumentando nas últimas décadas, especialmente no sexo feminino. 
  • É caracteristicamente uma doença de adultos mais velhos, manifestando-se na quinta ou sexta décadas de vida. 
  • A preponderância no sexo masculino é explicada basicamente pela maior prevalência do tabagismo nos homens, porém esta diferença tem se reduzido pela maior proporção de mulheres fumantes. 

TABAGISMO E DPOC

  • As substâncias do tabaco causam uma série de alterações nas vias aéreas: (1) estimulam a produção de muco e a hipertrofia das glândulas submucosas; (2) reduzem ou bloqueiam o movimento ciliar das células epiteliais; (3) ativam macrófagos alveolares a secretar fatores quimiotáticos (especialmente o IL-8) que estimulam o recrutamento alveolar de neutrófilos; (4) ativam neutrófilos, que passam a produzir mais enzimas proteolíticas, como a elaste; (5) inibem a atividade da α-1-antitripsina, enzima inibidora fisiológica da elastase.

ASMA E DPOC

  • A presença de hiper-reatividade brônquica na DPOC = “bronquite asmática obstrutiva crônica”. 
  • A inflamação das vias aéreas encontrada na bronquite obstrutiva crônica difere daquela observada na asma: enquanto na asma a inflamação é dependente de linfócitos T CD4, eosinófilos, basófilos e mastócitos, havendo pouca ou nenhuma fibrose; na bronquite a inflamação é dependente de linfócitos T CD8 citotóxicos, macrófagos e neutrófilos, estimulando a fibrose das vias aéreas. Alguns casos de asma, contudo, podem evoluir com o fenômeno do remodelamento das vias aéreas, levando à obstrução crônica progressiva por mecanismo fibrogênico. Estes pacientes apresentam um quadro fisiopatológico muito semelhante ao da DPOC. 

ASMA:

  • Agente sensibilizador;
  • Completamente reversível;
  • CD4+T+EOSINÓFILOS

DPOC:

  • Agente tóxico, completamente irreversível
  • CD8+T+NEUTRÓFILOS

DIAGNÓSTICO

  • O diagnóstico da DPOC não se baseia normalmente em achados radiológicos, pois os achados típicos de hiperinsuflação só ocorrem em doença avançada; 

TOMOGRAFIA DO TÓRAX

  • Diminuição de densidade do parênquima que circunda o interstício centrolobular onde se identificam as arteríolas circundadas por um halo de parênquima hiper transparente. sinônimo = centroacinar

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

  • LEVE: Tratado apenas com broncodilatadores de curta ação;
  • MODERADA: Tratado com broncodilatador de curta ação + ATB ou CO;
  • GRAVE: O paciente requer hospitalização;

TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO

  • Exercício físico;
  • Alimentação regrada;
  • Parar de fumar.

DEFICIÊNCIA DE ALFA -1-Antitripsina

  • Doença genética autossômica recessiva que cursa frequentemente com enfisema pulmonar isolado em crianças ou adolescentes. 
  • Em 10% dos casos ocorre hepatopatia crônica que evolui para cirrose hepática. 
  • Os indivíduos homozigotos para o gene Z (genótipo PiZZ em vez do genótipo normal PiMM) têm uma concentração de α-1-antitripsina menor que 10% do valor normal.  A ausência da ação desta enzima deixa livre a elastase neutrofílica que vai degradando paulatinamente o parênquima pulmonar.
  • Tratamento: infusão venosa semanal de alfa-1-antiprotease. Os pacientes heterozigotos (PiZM) parecem ter um risco apenas levemente aumentado para DPOC. 

OBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS E HIPERINSUFLAÇÃO

  • A força expiratória: Elasticidade pulmonar;
  • Resistência das vias aéreas distais;
  • Redução de lúmen;
  • Diminuição do tecido elástico na parede dos alvéolos (enfisema); 
  • Edema e fibrose na parede dos pequenos brônquios (bronquiolite obliterante).

Autora: Fernanda Silveira Vieira

Instagram:@fer.silveira.vieira


O texto é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto.

Observação: material produzido durante vigência do Programa de colunistas Sanar junto com estudantes de medicina e ligas acadêmicas de todo Brasil. A iniciativa foi descontinuada em junho de 2022, mas a Sanar decidiu preservar todo o histórico e trabalho realizado por reconhecer o esforço empenhado pelos participantes e o valor do conteúdo produzido. Eventualmente, esses materiais podem passar por atualização.

Novidade: temos colunas sendo produzidas por Experts da Sanar, médicos conceituados em suas áreas de atuação e coordenadores da Sanar Pós.


REFERÊNCIAS

  • Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Recomendações para o tratamento farmacológico da DPOC: perguntas e respostas. J. bras. pneumol. [online] 2017, vol.43, n.4, pp.290-301.
  • Medgrupo- vol. 1- Pneumologia
  • Prática Pneumatológica- 2ª Edição;
  • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – Exacerbação Aguda na Sala de Urgência

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