A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica de causa multifatorial: associada a fatores genéticos, ambientais e sociais. Sendo assim, consiste no principal fator de risco para doenças cardiovasculares (DCV), doença renal crônica (DRC) e morte prematura.

diabetes melito; DCV: doença cardiovascular.
Em 2017, o Datasus revelou a ocorrência de HAS em 45% dos óbitos por doenças cardiovasculares a partir da quantidade de óbitos nesse mesmo ano.
Esse dado reforça a importância de que as metas pressóricas no paciente hipertenso sejam conhecidas e perseguidas pelos médicos que o acompanha.
Mudanças na classificação do pré-hipertenso
De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2020, a partir de agora a pressão considerada ótima, é a antiga normal.
Assim, os valores que antes eram considerados para definir uma pré-hipertensão foram divididos entre PA normal e pré-hipertensão.
Dessa forma, tem-se então que as medidas de consultório devem ser:
| CLASSIFICAÇÃO | PAS (mmHg) | PAD (mmHg) |
| PA ´ótima | < 120 | < 80 |
| PA normal | 120-129 | 80-84 |
| Pré-hipertensão | 130-139 | 85-89 |
| HAS Estágio 1 | 140-159 | 90-99 |
| HAS Estágio 2 | 160-179 | 100-109 |
| HAS Estágio 3 | > ou igual a 180 | > ou igual a 110 |
Tratamento medicamentoso na hipertensão arterial
Os objetivos do tratamento medicamentoso é diminuir o máximo possível a chance de desfechos cardiovasculares e mortalidade associada à hipertensão arterial (HAS).
No entanto, apesar da administração de fármacos ser importante para alcançar esse objetivo, as modificações do estilo de vida são também necessárias.
As cinco principais classes de fármacos anti-hipertensivos são diuréticos (DIU), bloqueadores dos canais de cálcio (BCC), inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA) e betabloqueadores (BB) demonstraram reduções significativas da PA.
Com isso em mente, a monoterapia passou a ser indicada apenas para pacientes:
- Pré-hipertensos com alto risco cardiovascular;
- Muito idosos ou idosos frágeis;
- Com HAS estágio 1 com baixo risco cardiovascular.
O tratamento deve ser individualizado, baseando a escolha da medicação nas características gerais desejáveis dos medicamentos anti-hipertensivo.
As classes de anti-hipertensivos consideradas preferenciais para o controle da pressão arterial em monoterapia são:
- DIU tiazídicos ou similares;
- BCC;
- IECA;
- BRA.
Já a terapia combinada é indicada para pacientes:
- HAS estágio 1 de risco moderato ou alto;
- HAS estágio 2 ou 3.
A combinação de fármacos pode reduzir efeitos colaterais, já que há o uso de uma menor dose de cada um dos fármacos.
Metas terapêuticas para hipertensão arterial
É importante enfatizar que a determinação do risco cardiovascular é essencial para que metas terapêuticas sejam estabelecidas para o tratamento anti-hipertensivo.
Essa determinação é feita a partir da estratificação de risco considerando a pressão arterial sistólica, diastólica e tendo o risco dividido em baixo, moderado ou alto. Confira:
| META | Risco baixo ou moderado | Risco alto |
| PA sistólica (mmHg) | <140 mmHg | 120-129 mmHg |
| PA diastólica (mmHg) | >90 mmHg | 70-79 mmHg |
Metas pressóricas para idosos com hipertensão arterial
Os idosos podem ser divididos entre 2 grupos: hígidos e frágeis.
Sendo assim, é importante que seja considerado nas metas pressóricas dos idosos o estado funcional, a fragilidade e as comorbidades presentes.
Com isso, você como médico(a) deve ponderar os potenciais benefícios e prejuízos com os valores de PA atingidos.
| – | PAS DE CONSULTÓRIO | PAS DE CONSULTÓRIO | PAD DE CONSULTÓRIO | PAD DE CONSULTÓRIO |
| CONDIÇÃO GLOBAL | LIMIAR DE TRATAMENTO | META PRESSÓRICA | LIMIAR DE TRATAMENTO | META PRESSÓRICO |
| Hígidos | ≥140 | 130-139 | ≥90 | 70-79 |
| Frágeis | ≥160 | 140-149 | ≥90 | 70-79 |
Em idosos, o correto é que metas sejam tratadas de maneira individual, considerando-se a qualidade de vida do paciente, o risco de quedas, a fragilidade, a independência do idoso e a presença de comorbidades.
Perguntas frequentes
- Quais são os principais fatores de risco para a HAS?
Obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo, abuso de sódio e/ou álcool. - Quais são possíveis desfechos negativos advindos de uma HAS mal controlada?
Doenças cardiovasculares e renais, acidente vascular encefálico, retinopatia hipertensiva, dentre outras. - Quais são os principais sintomas da HAS?
O grande perigo da HAS é o fato de dificilmente haver um sintoma-chave que desencadeie a busca imediata de um médico. Por esse motivo, é muito importante realizar o rastreio para a doença. Sintomas que são mais comuns incluem cefaleia, dispneia e tontura.
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Referências
- Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2021. Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Disponível em: https://bit.ly/3L6Del4.