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Coronavírus: Epidemiologia, manejo clínico e mais | Colunistas

Coronavírus: Epidemiologia, manejo clínico e mais - Sanar Medicina

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Epidemiologia

Segundo a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), no fim de 2019, o Novo Coronavírus foi nomeado como SARS-CoV-2, e produz a doença classificada como COVID-19, sendo agente causador de uma série de casos de pneumonia na cidade de Wuhan (China).

A história natural dessa doença, até o momento, não é bem estabelecida, nem medidas eficazes para manejo clínico dos casos de infecção humana pelo SARS-CoV-2, restando ainda muitos detalhes a serem esclarecidos.

Sabe-se que o vírus é altamente transmissível e provoca uma síndrome respiratória aguda que varia de casos leves (80%) a casos muito graves com insuficiência respiratória (entre 5% e 10% dos casos). Sua letalidade varia,
principalmente, conforme a faixa etária e condições clínicas associadas. As informações aqui veiculadas poderão ser complementadas e até mesmo alteradas à medida que novas descobertas e estudos se desenvolvam acerca da COVID-19.

Agente Etiológico do coronavírus:

Trata-se de RNA vírus da ordem Nidovirales da família Coronaviridae. Os vírus da SARS-CoV, MERS-CoV e 2019-nCoV são da subfamília Betacoronavírus que infectam somente mamíferos; são altamente patogênicos e responsáveis por cau-sar síndrome respiratória e gastrointestinal.

Letalidade do coronavírus - Sanar Medicina
Fonte: CDC China Weekly. Accessed Feb 20, 2020

Transmissão do coronavírus

Entende-se como contato próximo
uma pessoa envolvida em qualquer uma das seguintes situações:

1. Estar a
dois metros de um paciente com suspeita de caso por 2019-nCoV, dentro da mesma
sala ou área de atendimento (ou aeronaves ou outros meios de transporte), por
um período prolongado, sem uso de equipamento de proteção individual.

2. Cuidar,
morar, visitar ou compartilhar uma área ou sala de espera de assistência médica
ou, ainda, nos casos de contato direto com fluidos corporais, enquanto não estiver
em uso do EPI recomendado.

Se eu ficar próximo a uma
pessoa infectada pelo vírus, em quanto tempo também posso me contaminar?

Não há consenso, porém os especialistas entendem que quanto mais tempo em
contato próximo, maior o risco de transmissão.

E se eu cruzar com uma pessoa
doente, também ficarei doente?
Os especialistas concordam que ainda têm
muito a aprender sobre este ponto, mas quatro fatores provavelmente desempenham
algum papel nessa questão: quão perto você está; quanto tempo você está perto
da pessoa; se essa pessoa projeta gotículas virais em você; e quanto você toca
seu rosto. Obviamente, sua idade e saúde também são fatores importantes.

– Mantenha-se atento às medidas
de prevenção e lembre-se de evitar aglomerações e ambientes fechados, além de
fazer uso frequente do álcool gel ao tocar superfícies.

O que é a transmissão por
gotícula?
É uma gota contendo partículas virais. Um vírus “nu”
não pode ir a lugar algum, a menos que esteja pegando carona com uma gota de
muco ou saliva. Essas gotículas de muco e saliva saem da boca ou do nariz
enquanto tossimos, espirramos, rimos, cantamos, respiramos e conversamos. Se
elas não atingem algo ao longo do caminho, normalmente caem no chão. Para ter
acesso às células, as gotículas virais devem entrar pelos olhos, nariz ou boca.
Alguns especialistas acreditam que espirros e tosse são provavelmente as
principais formas de transmissão. Conversar a menos de 2m ou compartilhar uma
refeição com alguém pode representar um risco.

O vírus pode permanecer em um assento
de ônibus, em uma tela sensível ao toque, maçaneta ou outra superfície?

Sim, por isso a recomendação é sempre higienizar as mãos após tocar em
superfícies potencialmente contaminadas. As gotículas não penetram na pele, mas
se você tocar mucosas, rosto, olhos e nariz com as mãos sujas ou contaminadas,
poderá haver contágio.

Os animais domésticos podem
transmitir a COVID-19?
Não. De acordo com informação da Organização Mundial
da Saúde (OMS), não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e
gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir a
COVID-19.

Diagnóstico do coronavírus

Os critérios clínicos para avaliação
diagnóstica ainda não são consenso entre os especialistas. Entretanto o quadro
da COVID-19 pode ser avaliado clínico e laboratorialmente. O quadro clínico é
caracterizado como síndrome gripal. O diagnóstico laboratorial é realizado por
meio das técnicas de transcriptase-reversa Polymerase Chain Reaction (RT-PCR),
em tempo real e sequenciamento parcial ou total do genoma viral. Nesse momento
de pandemia, o diagnóstico etiológico só será realizado em casos de síndrome
respiratória aguda grave, junto a serviços de urgência/emergência ou
hospitalares.

As alterações
em exames complementares mais comuns são: infiltrados bilaterais nos exames de
imagem de tórax, linfopenia no hemograma e aumento da proteína C-reativa. A
doença apresenta fundamentalmente complicações respiratórias: pneumonia e
Síndrome da Angústia Respiratória Aguda – SARA.

Sinais/sintomas
da doença COVID-19:
Febre >37,8°C; tosse; dispneia; mialgia e fadiga; sintomas
respiratórios superiores; sintomas gastrointestinais, como diarreia (mais
raros). Apresentação grave: choque séptico e falência respiratória. A maior
parte dos óbitos ocorreram em pacientes com alguma comorbidade pré-existente:
doenças cardiovasculares (10,5%), diabetes (7,3%), doenças respiratórias
crônicas (6,3%), hipertensão (6%), cânceres (5,6%), e/ou idosos.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG): indivíduo de qualquer idade, com Síndrome Gripal (conforme definição anterior) e que apresente dispneia ou os seguintes sinais de gravidade: Saturação de SpO2 <95% em ar ambiente; Sinais de desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória avaliada de acordo com a idade; piora nas condições clínicas de doença de base; hipotensão; indivíduo de qualquer idade com quadro de insuficiência respiratória. Em crianças, além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

Confira o vídeo:

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Autora: Sabrynna Kefrey, Estudante de medicina.

Instagram: @s.kefrey

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