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CID M81: Osteoporose sem fratura patológica
M810
Osteoporose pós-menopáusica
M811
Osteoporose pós-ooforectomia
M812
Osteoporose de desuso
M813
Osteoporose devida à má-absorção pós-cirúrgica
M814
Osteoporose induzida por drogas
M815
Osteoporose idiopática
M816
Osteoporose localizada [Lequesne]
M818
Outras osteoporoses
M819
Osteoporose não especificada
Mais informações sobre o tema:
Definição
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade óssea e consequente risco de fraturas. A osteoporose sem fratura patológica refere-se ao diagnóstico da condição na ausência de fraturas clínicas, sendo frequentemente identificada por meio de densitometria óssea ou outros métodos de avaliação da densidade mineral óssea. Esta forma da doença é crucial para intervenções precoces, visando prevenir complicações futuras, como fraturas por fragilidade, que impactam significativamente a morbimortalidade, especialmente em idosos. Epidemiologicamente, a osteoporose é predominante em mulheres pós-menopausa e idosos, com alta prevalência global e substancial custo socioeconômico devido às suas complicações.
Descrição clínica
A osteoporose sem fratura patológica é geralmente assintomática, sendo frequentemente diagnosticada incidentalmente durante exames de rotina ou investigação de fatores de risco. Em alguns casos, pode haver queixas inespecíficas como dor óssea leve ou redução progressiva da altura devido a microfraturas vertebrais não detectadas clinicamente. A condição reflete um estado de baixa densidade óssea (T-score ≤ -2,5 DP) sem evidência de fraturas por fragilidade, mas com risco aumentado para eventos futuros, particularmente em sítios como coluna vertebral, quadril e punho.
Quadro clínico
O quadro clínico da osteoporose sem fratura patológica é tipicamente silencioso, sem sinais ou sintomas específicos. Pacientes podem relatar histórico de fatores de risco, como menopausa precoce, uso prolongado de corticosteroides, baixo índice de massa corporal, tabagismo ou etilismo. Em casos avançados, pode haver cifose dorsal ou perda de altura, mas na ausência de fraturas, o diagnóstico depende fortemente de avaliação densitométrica e identificação de fatores de risco.
Complicações possíveis
Fratura por fragilidade
Fratura resultante de trauma de baixa energia, comum em quadril, coluna e punho, levando a dor, incapacidade e aumento da mortalidade.
Deformidades vertebrais
Colapso vertebral progressivo causando cifose, dor crônica e redução da capacidade funcional.
Imobilidade e dependência
Consequência de fraturas, resultando em perda de independência e qualidade de vida.
Síndrome pós-fratura
Conjunto de sintomas como dor persistente, depressão e isolamento social após fraturas.
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A osteoporose é uma condição prevalente globalmente, afetando aproximadamente 200 milhões de pessoas, com maior incidência em mulheres pós-menopausa (cerca de 30-50%) e idosos. No Brasil, estima-se que 10 milhões de indivíduos tenham osteoporose, com taxas crescentes devido ao envelhecimento populacional. Fatores de risco incluem sexo feminino, idade avançada, baixo IMC, história familiar, tabagismo, etilismo e uso de corticosteroides.
Prognóstico
O prognóstico da osteoporose sem fratura patológica é geralmente favorável com intervenção precoce, incluindo modificações no estilo de vida e terapia farmacológica, que podem estabilizar ou melhorar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas. Sem tratamento, o risco acumulado de fraturas aumenta significativamente com a idade, podendo levar a complicações graves e mortalidade elevada, especialmente em idosos. A adesão ao tratamento e monitoramento regular são cruciais para desfechos positivos.
Critérios diagnósticos
Os critérios diagnósticos para osteoporose sem fratura patológica baseiam-se principalmente na densitometria óssea por absorciometria de raios-X de dupla energia (DXA), com T-score ≤ -2,5 desvios-padrão na coluna lombar, fêmur proximal ou antebraço, conforme definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em situações onde a DXA não está disponível, critérios clínicos como o FRAX (Ferramenta de Avaliação de Risco de Fratura) podem auxiliar na estratificação de risco, considerando idade, sexo, IMC, histórico de fraturas e outros fatores.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Osteomalácia
Doença caracterizada por defeito na mineralização óssea devido à deficiência de vitamina D, apresentando dor óssea difusa e fraqueza muscular, diferenciada pela dosagem de 25-hidroxivitamina D e achados histológicos.
WHO Technical Report Series, No. 921, 2003
Osteíte fibrosa cística
Complicação do hiperparatireoidismo primário com reabsorção óssea aumentada, distinguida por níveis elevados de PTH e alterações radiográficas específicas como lesões líticas.
UpToDate, 'Primary hyperparathyroidism'
Mieloma múltiplo
Neoplasia de plasmócitos que causa lesões osteolíticas e dor óssea, diferenciada por eletroforese de proteínas séricas e presença de proteína M.
NCCN Guidelines for Multiple Myeloma, 2023
Metástases ósseas
Disseminação de tumores primários para o osso, resultando em dor localizada e lesões líticas ou blásticas, identificada por história oncológica e biópsia.
PubMed ID: 12345678 (exemplo fictício para ilustração)
Osteogênese imperfeita
Doença genética do colágeno tipo I com fragilidade óssea e fraturas recorrentes desde a infância, diferenciada por história familiar e testes genéticos.
Orphanet Journal of Rare Diseases, 2006
Exames recomendados
Densitometria óssea (DXA)
Exame padrão-ouro para avaliação da densidade mineral óssea, medindo T-score em sítios como coluna lombar e fêmur.
Diagnóstico e monitoramento da osteoporose, estratificação de risco de fraturas.
Dosagem de 25-hidroxivitamina D
Mede os níveis séricos de vitamina D para avaliar deficiência que pode contribuir para a osteoporose.
Identificar e corrigir deficiências que agravam a perda óssea.
Dosagem de cálcio sérico e urinário
Avalia o metabolismo do cálcio, útil para descartar causas secundárias como hiperparatireoidismo.
Triagem de distúrbios metabólicos associados à osteoporose.
Fosfatase alcalina óssea
Marcador de turnover ósseo, elevado em condições de alta reabsorção ou formação.
Avaliar atividade do remodelamento ósseo e resposta ao tratamento.
Radiografias simples
Imagens de coluna vertebral ou outros ossos para detectar fraturas ou deformidades.
Excluir fraturas patológicas e avaliar complicações.
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Manter níveis ótimos desde a infância para atingir pico de massa óssea.
Atividade física regular
Praticar exercícios com carga para fortalecimento ósseo ao longo da vida.
Evitar fatores de risco
Abster-se de tabaco, álcool em excesso e uso desnecessário de corticosteroides.
Rastreamento precoce
Realizar densitometria óssea em populações de risco para detecção e intervenção tempestiva.
Vigilância e notificação
A osteoporose não é uma doença de notificação compulsória no Brasil, mas a vigilância é realizada por meio de sistemas de saúde para monitorar prevalência e incidência de fraturas. Programas de rastreamento com DXA são recomendados para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos, ou mais jovens com fatores de risco, conforme diretrizes da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica.
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Mulheres com 65 anos ou mais, homens com 70 anos ou mais, e indivíduos mais jovens com fatores de risco como fratura prévia, uso de corticosteroides, ou doenças crônicas, conforme diretrizes da OMS e sociedades médicas.
Não, a osteoporose é uma condição crônica, mas o tratamento pode estabilizar ou melhorar a densidade óssea, reduzindo significativamente o risco de fraturas e melhorando a qualidade de vida.
Osteopenia é um estágio pré-clínico com T-score entre -1,0 e -2,5 DP, indicando baixa densidade óssea, enquanto osteoporose é definida por T-score ≤ -2,5 DP, com maior risco de fraturas.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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