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CID M80: Osteoporose com fratura patológica
M800
Osteoporose pós-menopáusica com fratura patológica
M801
Osteoporose pós-ooforectomia com fratura patológica
M802
Osteoporose de desuso com fratura patológica
M803
Osteoporose por má-absorção pós-cirúrgica com fratura patológica
M804
Osteoporose induzida por drogas com fratura patológica
M805
Osteoporose idiopática com fratura patológica
M808
Outras osteoporoses com fratura patológica
M809
Osteoporose não especificada com fratura patológica
Mais informações sobre o tema:
Definição
A osteoporose com fratura patológica é uma doença óssea metabólica caracterizada por diminuição da densidade mineral óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando ao aumento da fragilidade óssea e consequente ocorrência de fraturas após traumas de baixa energia ou mesmo espontaneamente. A fisiopatologia envolve um desequilíbrio no remodelamento ósseo, com predominância da reabsorção sobre a formação, resultando em perda progressiva de massa óssea. O impacto clínico é significativo, com fraturas que podem ocorrer em locais como coluna vertebral, quadril e punho, causando dor, incapacidade funcional, redução da qualidade de vida e aumento da mortalidade, especialmente em idosos. Epidemiologicamente, é mais prevalente em mulheres pós-menopausa e idosos, representando um importante problema de saúde pública devido ao envelhecimento populacional.
Descrição clínica
A osteoporose com fratura patológica manifesta-se clinicamente pela ocorrência de fraturas em ossos que perdem sua resistência normal, frequentemente após mínimos traumas ou atividades cotidianas. As fraturas mais comuns incluem vertebrais (levando a dor dorsal aguda ou crônica, cifose e perda de altura), do colo do fêmur (associadas a alta morbimortalidade), e do rádio distal. A dor pode ser localizada ou irradiada, e há risco de deformidades e limitações funcionais. A condição é frequentemente assintomática até a ocorrência da fratura, destacando a importância do rastreio em populações de risco.
Quadro clínico
O quadro clínico pode ser insidioso, com fraturas como primeira manifestação. Sintomas incluem dor óssea ou articular aguda ou crônica, deformidades (ex.: cifose dorsal 'corcunda de viúva'), perda de altura, e limitação da mobilidade. Fraturas vertebrais podem causar compressão radicular ou medular em casos graves. A apresentação varia com o local da fratura; por exemplo, fratura de quadril leva a dor inguinal e incapacidade de deambular.
Complicações possíveis
Dor crônica
Resultante de fraturas ou deformidades, levando a uso prolongado de analgésicos e redução da qualidade de vida.
Incapacidade funcional
Perda de mobilidade e independência, especialmente após fraturas de quadril, necessitando de reabilitação.
Aumento da mortalidade
Principalmente no primeiro ano após fratura de quadril, devido a complicações como tromboembolismo e infecções.
Deformidades esqueléticas
Como cifose vertebral, causando restrição pulmonar e problemas posturais.
Síndrome pós-fratura
Inclui medo de cair, depressão e isolamento social, agravando o estado geral.
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A osteoporose afeta globalmente cerca de 200 milhões de pessoas, com maior prevalência em mulheres pós-menopausa (uma em cada três) e idosos. No Brasil, estima-se que 10 milhões tenham a doença. Fraturas por osteoporose são responsáveis por significativa morbimortalidade, com custos elevados para o sistema de saúde. Fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, baixo IMC, história familiar, e uso de corticosteroides.
Prognóstico
O prognóstico varia com a localização da fratura, idade, comorbidades e adesão ao tratamento. Fraturas de quadril têm alta taxa de mortalidade no primeiro ano (até 20-30%). Com diagnóstico precoce e manejo adequado, é possível estabilizar a perda óssea, reduzir risco de novas fraturas e melhorar qualidade de vida. Intervenções farmacológicas e modificações de estilo de vida podem diminuir a progressão.
Critérios diagnósticos
O diagnóstico baseia-se na história clínica de fratura por fragilidade, exame físico e confirmação por densitometria óssea (DXA), com T-score ≤ -2,5 DP na coluna lombar ou quadril. Critérios adicionais incluem avaliação de fatores de risco, exclusão de outras causas de osteopenia, e em alguns casos, uso de ferramentas como FRAX para estimar risco de fratura. Fraturas por fragilidade em sítios como quadril, vértebra, punho ou úmero proximal corroboram o diagnóstico.
Diagnóstico diferencial
Condições que devem ser consideradas no diagnóstico diferencial
Osteomalacia
Doença por deficiência de vitamina D, com mineralização óssea deficiente, podendo simular osteoporose, mas com dor óssea difusa e alterações laboratoriais (ex.: fosfatase alcalina elevada).
UpToDate
Mieloma múltiplo
Neoplasia de células plasmáticas que causa lesões líticas ósseas e fraturas patológicas, diferenciada por eletroforese de proteínas e biópsia medular.
PubMed
Metástases ósseas
Disseminação de câncer para os ossos, levando a fraturas, com história de neoplasia primária e imagens sugestivas (ex.: cintilografia óssea).
Diretrizes Brasileiras
Doença de Paget óssea
Distúrbio do remodelamento ósseo com ossos aumentados e deformados, fraturas podem ocorrer, mas há elevação de fosfatase alcalina e achados radiográficos característicos.
OMS
Osteogênese imperfeita
Doença genética com ossos frágeis e múltiplas fraturas, geralmente com início na infância e outras manifestações como escleras azuis.
Micromedex
Exames recomendados
Densitometria óssea (DXA)
Exame de referência para medir densidade mineral óssea na coluna lombar e quadril.
Confirmar diagnóstico de osteoporose e monitorar tratamento.
Radiografias simples
Imagens de áreas sintomáticas ou de fratura suspeita.
Detectar fraturas por fragilidade e avaliar deformidades.
Laboratoriais (sangue e urina)
Dosagem de cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, vitamina D, PTH, função renal e hepática.
Excluir causas secundárias e avaliar metabolismo ósseo.
Marcadores de remodelação óssea
Como CTX sérico ou NTX urinário.
Avaliar atividade de reabsorção óssea e resposta terapêutica.
Ressonância magnética ou TC
Em casos de fraturas vertebrais atípicas ou suspeita de malignidade.
Caracterizar melhor as lesões e excluir outras patologias.
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Densitometria óssea em populações de risco para detecção e intervenção tempestiva.
Suplementação nutricional
Cálcio e vitamina D em doses adequadas para manter homeostase óssea.
Atividade física regular
Exercícios de impacto e resistência para fortalecimento ósseo.
Evitar medicamentos osteoporóticos
Como corticosteroides em doses altas, quando possível.
Vigilância e notificação
No Brasil, a osteoporose não é de notificação compulsória, mas fraturas por fragilidade em idosos devem ser monitoradas em serviços de saúde para orientar políticas públicas. Programas de rastreio com DXA são recomendados para mulheres ≥65 anos e homens ≥70 anos, ou mais jovens com fatores de risco. A vigilância inclui educação sobre prevenção de quedas e promoção de saúde óssea.
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Osteopenia é uma redução moderada da densidade mineral óssea (T-score entre -1,0 e -2,5 DP), enquanto osteoporose é uma condição mais grave (T-score ≤ -2,5 DP) com maior risco de fraturas. Ambas requerem monitoramento, mas a osteoporose geralmente necessita de tratamento farmacológico.
Não há cura definitiva, mas o tratamento pode estabilizar ou modestamente aumentar a densidade óssea, reduzir o risco de fraturas e melhorar a qualidade de vida. O manejo é focado na prevenção de complicações.
Mulheres com 65 anos ou mais, homens com 70 anos ou mais, e indivíduos mais jovens com fatores de risco (ex.: fratura prévia, uso de corticosteroides, baixo peso) devem ser submetidos a densitometria óssea.
Incluem sintomas gastrointestinais (ex.: pirose, disfagia), dor musculoesquelética e, raramente, osteonecrose da mandíbula ou fraturas atípicas do fêmur. O monitoramento regular é essencial.
A vitamina D promove a absorção intestinal de cálcio e a mineralização óssea. Sua deficiência leva a aumento do PTH e reabsorção óssea, agravando a osteoporose; a suplementação é crucial no manejo.
Editorial Sanarmed
Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe médica e editorial da Sanar, plataforma líder em educação médica no Brasil. Nosso compromisso é fornecer informações médicas precisas, atualizadas e baseadas em evidências.
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